Estudo analisa o impacto das novas tecnologias na sociedade

Pesquisa aponta os prós e contras dos avanços tecnológicos na vida da população da cidade de Londrina

"As novas tecnologias mudam, e muito, o cotidiano das pessoas", afirma a professora dra. Rosa Lucila, que coordena o projeto

 
Edição e Pauta: Tatiane Hirata
Reportagem: Rosana Reineri Unfried
 

“A tecno-socialidade difere da sociabilidade. Quando uma pessoa sai de casa para ir à igreja, ao mercado, ou para visitar um parente, ou um amigo, ela está fazendo sociabilidade. E quando uma pessoa telefona para alguém ou manda um e-mail, isto é tecno-socialidade”. Explica a professora do departamento de comunicação da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Rosa Lucila Fernandes y Freitas, que coordena o projeto “Novas tecnologias: Estudo dos impactos da tecno-socialidade comunicativa na vida cotidiana de uma comunidade”, que visa detectar e analisar as consequências positivas e negativas dos avanços tecnológicos na vida da população. Professora dra. Rosa Lucila possui graduação em Psicologia pela UEL, mestrado em Ciências da Comunicação pela Universidade de São Paulo (USP) e doutorado em Sociologia pela Universidade René-Descartes – Sorbonne/Paris. A coordenadora conta com a colaboração da professora-adjunta, de graduação e de pós-graduação do departamento de comunicação da UEL, Regiane Regina Ribeiro, formada em Comunicação Social – Relações Públicas pela UEL, com mestrado e doutorado em Comunicação e Semiótica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, PUC/SP.

Professora dra. Rosa Lucila comenta que escolheu Londrina para ser palco de sua pesquisa pela facilidade de contato com os estudantes envolvidos no projeto e porque a cidade possui uma diversidade tecnológica considerável. “Londrina, em termos tecnológicos, está muito bem, quase todo mundo tem telefone, encontramos facilmente crianças usando celular. Na Universidade praticamente todos os alunos têm computador em casa. E para os que não tem, a Universidade oferece. Londrina possui material suficiente para desenvolver essa pesquisa”, acrescenta.

Segundo a dra. Rosa Lucila, para elaboração do estudo, houve uma divisão de tarefas entre os alunos: um deles pesquisou as novas tecnologias no telejornalismo; outro, como as novas tecnologias interferiam no rádio, incluindo pesquisa de campo, entrevistas com radialistas e jornalistas; um aluno indígena pesquisou a aldeia da qual faz parte (aldeia de Laranjinhas), “Na comunidade indígena havia computador, telefone, microondas. O meu aluno trabalhou junto com os anciões da aldeia para ver como eles estavam aceitando ou não, adaptando-se ou não às novas tecnologias”, comenta.

A coordenadora destaca que as novas tecnologias mudam, e muito, o cotidiano das pessoas. As mudanças vão desde uma compra feita pelo telefone ou internet que é entregue em casa até os cremes e xampus que são fabricados utilizando tecnologias avançadas. A tecnologia, segundo a professora, traz dificuldades a algumas pessoas e facilidades a outras: “Eu encontro até hoje pessoas que precisam de ajuda para usar o caixa eletrônico do banco, mas, por outro lado, existem muitas pessoas de mais idade que utilizam o computador para se comunicar, se relacionar, fazer amizades”. Professora Rosa Lucila afirma que “existem diferenças nos impactos sofridos por uma cidade de médio porte, como é o caso de Londrina, e os sofridos por uma metrópole, Paris, por exemplo, mas elas não são tão grandes. Conforme a comunidade vai aderindo às novas tecnologias, as diferenças vão diminuindo”

 
*McLuhan introduz as expressões o impacto sensorial, o meio é a mensagem e aldeia global como metáforas para a sociedade contemporânea, ao ponto de se tornarem parte da nossa linguagem do dia-a-dia. Teórico dos meios de comunicação, foi precursor dos estudos midiológicos. Seu foco de interesse não são os efeitos ideológicos dos meios de comunicação sobre as pessoas, mas a interferência deles nas sensações humanas, daí o conceito de “meios de comunicaçao como extensões do homem” (o título de uma de suas obras), ou “prótese técnica”. Em outras palavras, a forma de um meio social tem a ver as novas maneiras de percepção instauradas pelas tecnologias da informação. Os próprios meios são a causa e o motivo das estruturas sociais. Fonte:http://pt.wikipedia.org/wiki/Marshall_McLuhan
 
 
Ano 7 – Edição 92 -23/5/2010
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