Dança para a saúde dos idosos

Idosos praticam dança, unindo coordenação motora e convívio social.

Projeto do departamento de Fisioterapia aplica a dança na melhora da qualidade de vida de idosos

Edição: Beatriz Pozzobon

Pauta: Cláudia Yukari Hirafuji

Reportagem: Ana Luisa Casaroli

 

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a preocupação com a saúde da terceira idade envolve tanto o aspecto físico, como o psicológico. O projeto de pesquisa “Efetividade da fisioterapia associada à dança em idosos saudáveis: ensaio clínico aleatório” aborda essas duas questões. A coordenadora é Suhaila Mahmoud Smaili Santos, graduada em Fisioterapia pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), especializada em Fisioterapia Neurofuncional Adulto, também pela UEL, e doutora em Fisiopatologia em Clínica Médica, pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP).

O objetivo do projeto, segundo a professora doutora, é verificar a melhora que a dançaterapia pode proporcionar no equilíbrio, na flexibilidade, na agilidade e na minimização dos riscos de queda. Além disso, ela explica que a grande diferença da dança em relação às técnicas tradicionais de fisioterapia é a sua contribuição para a socialização do idoso, afastando as chances de desenvolvimento de depressão. “Os pacientes realizam essa atividade em grupo, compartilham experiências e participam com muita animação”, conta Suhaila Santos.

O estudo foi realizado com cerca de 40 idosos saudáveis, tanto homens como mulheres, divididos em dois grupos e avaliados inicialmente. Um dos grupos permaneceu sem tratamento (“grupo controle”). O outro (“grupo intervenção”) recebeu 20 sessões de terapia, duas por semana. Cada sessão corresponde a meia hora de fisioterapia convencional e meia hora de dançaterapia. Após as intervenções, os dois grupos foram reavaliados, por meio de testes padronizados e questionários. “Os resultados obtidos foram muito positivos. Os pacientes tratados tiveram grande melhora na coordenação motora”, relata a professora doutora.

Suhaila Santos observa que, após a conclusão das análises, o grupo controle, que ficou sem as terapias, também foi submetido ao tratamento, por razões éticas. A pesquisa em si foi finalizada em dezembro do ano passado, após seis meses do seu início, mas devido à ótima recepção por parte dos idosos, os encontros continuam ocorrendo semanalmente, na Igreja Nossa Senhora das Graças, situada no Jardim Petrópolis (Rua Luiz Dias, 393). “O local foi escolhido por ser de fácil acesso e conhecimento”, explica. Além da professora doutora, também estão envolvidos no projeto a residente Natália Mariano Barboza e 11 graduandos de fisioterapia.

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