O cinema como uma ferramenta em sala de aula

Curso de extensão do Programa de Pós-Graduação em História Social da UEL trabalha o uso do cinema como ferramenta de aprendizagem

cinema

Pauta e edição: Beatriz Assumpção
Reportagem: Alessandra V. Brusantin

“O cinema é uma mídia que possui um amplo valor ilustrativo, de uso muito interessante como material didático e instrumento de pesquisa. Principalmente na área de Ciências Humanas, trabalhar com filmes e documentários é extremamente produtivo. A representação da realidade vivida a certa época, mesmo que a partir de um ponto de vista, ajuda muito na apreensão do conhecimento”, de acordo com a professora pesquisadora visitante da UEL Rejane Barreto Jardim, formada em História pela Faculdade Porto-Alegrense de Educação, Ciências e Letras, com mestrado e doutorado na área pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul.

É nesse sentido que foi trabalhado o curso de extensão “Gênero nas telas: Masculinidades Hegemônicas e Feminilidades Transgressoras”, ministrado pela professora de 04 a 12 de maio no Centro de Ciências Humanas (CCH). O curso foi promovido pelo Programa de Pós-Graduação em História Social da UEL.

Ao longo de seis encontros, os alunos estudaram e discutiram a variação nas concepções dos gêneros masculino e feminino ao longo da história do cinema, a partir de textos em torno da temática e da exibição de filmes. Foram trabalhados filmes que adotam diversas perspectivas cinematográficas dessas questões, como os filmes Kika, de Pedro Almodóvar, Os Imperdoáveis, de Clint Eastwood, e Delicada Relação, do israelense Eytan Fox. De acordo com a ministrante do curso, em cada um desses filmes, a questão do gênero é trabalhada de uma maneira diferente, a partir de efeitos estéticos, simbólicos e sociais.

Para a professora Rejane Jardim, esse estudo é importante na medida em que contribui para dois aspectos na formação dos alunos. “São alunos do curso de História, que serão um dia professores. A ideia é prepará-los para lidar, em sala de aula, tanto com o cinema como material ilustrativo, como com as diferentes concepções de “ser homem” e “ser mulher” com que nos deparamos atualmente”.

A professora trabalha ainda com a ideia de que o cinema, mesmo ficcional, é construído a partir da representação de uma visão da sociedade, e retrata seus problemas e virtudes, mesmo que de maneira, às vezes, fantástica. Segundo ela, esta mídia é uma via de mão dupla: “A indústria cinematográfica reflete o social, ao mesmo tempo em que o social se deixa influenciar por esse ambiente cinematográfico”. Contudo, a professora ressalta o caráter humano dessa mídia, que surgiu das mãos do homem, e para ele se voltam.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: