A escolha dos equipamentos hospitalares adequados

Utilizando inteligência artificial, projeto busca auxiliar gestores de saúde na compra de equipamentos médicos

Dr.Ernesto

Pauta: Ana Carolina Felipe Contato
Reportagem: Isabella Verri Sanches
Edição: Kauana Neves

O professor Ernesto Ferreyra afirmou que “no Brasil uma parcela significante de equipamentos médico-hospitalares encontra-se inoperante ou funcionando de maneira precária devido a um processo inadequado de aquisição desses equipamentos”, em função disso, procurou meios de modificar essa realidade. Dessa maneira surgiu o projeto: “Ferramenta computacional para avaliação de propostas para aquisição de equipamentos médico-hospitalares”.

O Dr. Ernesto Fernando Ferreyra, é docente na UEL, graduado e mestre em Engenharia Elétrica, especializado em Engenharia Clínica e doutor em Engenharia Biomédica pela Universidade Estadual de Campinas, e desenvolveu sua tese de doutorado, buscando auxiliar os gestores de saúde na escolha de tecnologias mais adequadas aos seus estabelecimentos. No período em que atuou como engenheiro clínico no HU, entre 1998 e 2002, o professor Ernesto Ferreyra pode verificar que “muitos equipamentos possuíam algum defeito, e tinham que voltar para trocar alguma peça ou acessório”.

Segundo o Professor, para atingir o objetivo de auxiliar os gestores de saúde na compra de equipamentos médicos, serão utilizadas no projeto ferramentas computacionais baseadas em redes neurais; inteligência artificial de baixo custo e fácil acesso. Ferreyra explica, que as redes neurais se constituem de um método para solucionar problemas, construindo sistemas de circuitos que simulem o cérebro humano, sendo maleáveis e capazes de aprender através de exemplos, generalizações e redundâncias, possuindo ainda tolerância à falhas. “Trata-se de um paradigma bom para resolver problemas não-lineares, ou seja, problemas que não dão para você colocar em regras”, destaca.

Depois de concluída sua tese, o professor Ernesto Ferreyra colocou seu trabalho em prática, iniciando em 2006 o projeto DECIS, com término previsto para abril de 2010. “Depois do doutorado não queria que ela ficasse uma tese de gaveta, tinha a idéia de que ela realmente virasse um programa de inteligência artificial”.

De acordo com o professor Ferreyra, o projeto conta com a contribuição de docentes e estudantes, e consiste basicamente na utilização de redes neurais, que serão implantadas em software livres e treinadas para analisar o custo benefício de cada proposta dada, partindo de fatores, tais como: clínico, financeiro, qualidade, segurança e técnico. Auxiliando os usuários a julgar propostas de aquisição de equipamentos médico-hospitalares, tomando como base as especificações técnicas desejadas e as respostas de engenheiros clínicos experientes.

O projeto, em prática desde 2006, objetiva auxiliar os sistemas de saúde a partir da utilização do software em desenvolvimento. “Queria modelar nesse processo profissionais experientes fazendo a seleção de equipamentos durante uma compra, analisando o custo benefício de cada alternativa”, afirma o professor Ernesto Ferreyra.

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