Museus londrinenses se unem em prol da cultura local

A 7ª Semana Nacional de Museus marca a pretensão da instituição em conquistar o maior público possível com atrativos diferenciados

Foto-GUI1menorPauta: Ana Carolina Contato
Repórter: Guilherme Santana
Edição: Vitor Oshiro

Frequentar museu não é um hábito da maioria dos brasileiros, mas, mesmo assim, essas instituições que abrigam uma parte da História e artefatos de domínio público estão presentes e querem conquistar espaço na cultura brasileira. A 7ª Semana Nacional de Museus, realizada em todo o país entre os dias 17 e 23 de maio desse ano provou essa ambição. Em Londrina, pela primeira vez em sete edições, o Museu Histórico de Londrina (MHL), o Museu de Arte de Londrina (MAL) e o Museu de Ciência e Tecnologia de Londrina (MCTL) trabalharam em conjunto na comemoração da semana dedicada ao dia internacional do museu – 18 de maio.
Segundo a coordenadora do evento no MHL, Angelita Marques Visalli, as atividades oferecidas correspondem ao trabalho de três museus integrados em resposta ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), que organiza a semana de museus desde 2003. “No país inteiro, os museus apresentam atividades que vão ser desenvolvidas particularmente durante essa semana, respondendo ao tema proposto pelo Conselho Internacional de Museus (ICOM), que para o ano de 2009 propôs: Museus e Turismo”, explicou Angelita Visalli, graduada em História pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), com mestrado em História Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e doutorado também em História Social pela Universidade de São Paulo (USP).
A temática apresentada, de acordo com a coordenadora, possibilita uma visibilidade maior das atividades que já eram desenvolvidas, e durante a semana, há a proposta de trabalhos que possam apresentar ao público em geral qual o cotidiano do museu, o que tem a oferecer e possibilitar um espaço de reflexão no relacionamento dessa instituição com seus visitantes. “Na maioria dos casos, esses visitantes são turistas que procuram referências históricas e artísticas, ou fonte de conhecimento e de prazer pela cidade; a idéia é apresentar de forma organizada e estruturada, pela semana de museus, essas atividades”, especificou a coordenadora Angelita Visalli.
Um dos destaques do evento foi a exposição tátil “Para ver com o dedos”, que reservou alguns objetos do museu para ser admirada de uma maneira singular por um grupo diferenciado: os deficientes visuais. Com a possibilidade de tocar algumas peças e encontrar uma explicação em braile sobre a história delas, a estudante Luana Regina Soares, que possui baixa visão, pôde pela primeira vez ir ao museu e “ver” o que os outros “sentem”: “Aqui eu posso sentir do que tudo é feito, para que servem, coisas que fizeram parte da História. É como se as pessoas estivessem “abrindo os olhos” para nós que não enxergamos”.
Para explicar a relação entre os museus e o turismo, foi realizada uma conferência pela coordenadora do Curso de Turismo E Hotelaria da Universidade Norte do Paraná (UNOPAR) e professora do Departamento de Comunicação da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Dirce Vasconcellos, graduada em Turismo pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), com mestrado em Comunicação Social pela Université Catholique de Louvain (UCL) e doutorado em Ciências da Comunicação pela Universidade de São Paulo (USP). “A intenção é desenvolver a relação dos museus, como potencial artístico e histórico, com o turismo. O foco é no turista estrangeiro, que possui interesse cultural muito grande pelas instituições, e esse atrativo turístico nem sempre é apresentado como uma opção. O ideal é mostrar a importância dos museus para o turismo local e ações para incluir as visitas, como por exemplo, nos pacotes turísticos, como acontece em outros contextos”, explicou a professora a respeito dos principais pontos abordados na conferência do tema estabelecido pelo ICOM em 2009.

Ainda sobre o tema Museus e Turismo, Dirce Vasconcellos aponta uma problemática: “Em Londrina, não há um vínculo de propostas de visitação, não só aos museus, mas também com o patrimônio arquitetônico da cidade, que tanto como o MHL, o MAL e o MCTL, não são incluídos em eventos culturais como o Festival Internacional de Londrina (FILO) e o Festival de Música de Londrina (FML)”. Segundo a professora, deveria existir uma divulgação maior, incluir em programações de evento visitas aos museus, não como parte do acontecimento, mas como uma opção de turismo.

Serviço:
O MHL está localizado na Rua Benjamim Constant, 900 ” Centro (Antiga Estação Ferroviária)
O MAL está localizado na Rua Sergipe, 640 ” Centro
O MCTL se divide em três setores: Centro de Ciências, Observatório e Planetário. Os dois primeiros se situam, um ao lado do outro, no campus da UEL, próximo ao Centro de Educação Física e Esportes (CEFE), enquanto o Planetário está localizado na Rua Benjamin Constant, 800.

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