Saúde Mental de Idosos é avaliada por projeto da UEL

Professora do Departamento de Enfermagem busca dados sobre a capacidade funcional de pacientes da Casa de Longa Permanência em Londrina

 

Capacidade Funcional de Idosos é tema de estudo da UEL.

Capacidade Funcional de Idosos é tema de estudo da UEL.

Pauta: Ana Carolina Contato
Reportagem: Lucas Martins
Edição: Tatiane Hirata e Vitor Oshiro

 Mal de Alzheimer, sequelas do Acidente Vascular Encefálico, conhecido popularmente como “derrame”, hipertensão arterial e diabetes mellitus. Essas são as doenças que mais atingem os idosos, de acordo com os dados apresentados pela Profª Drª Maria do Carmo Haddad – graduada em Enfermagem pela Santa Casa de São Paulo, mestre em Histologia pela Universidade Estadual de Londrina (UEL) e doutora também na área de Enfermagem pela Universidade de São Paulo (USP) de Ribeirão Preto. Entretanto, ela ainda destaca que as maiores dificuldades enfrentadas por essas pessoas são as denominadas demências do idoso – caracterizadas pelas perdas da memória e que são próprias dessa idade.

Segundo a Profª Drª Maria do Carmo Haddad, “90% dos idosos que residem em uma das Casas de Longa Permanência de Londrina, anteriormente conhecida como asilo, apresentam problemas mentais.” Para avaliar a capacidade de cognição, ou seja, a capacidade funcional desses idosos, a professora criou o projeto “Avaliação Cognitiva de Idosos Institucionalizados” em outubro de 2007, cujo prazo previsto de encerramento é outubro de 2010.

 Uma das etapas do projeto consiste em promover atividades recreativas e ludo-pedagógicas em que os pacientes fazem colagem, pintam objetos, cantam, dançam e se relacionam uns com os outros. Ela lembra que um dos melhores encontros foi o dia denominado de “Dia da Beleza”, quando várias idosas foram maquiadas e relataram sua satisfação com esse cuidado, aumentando sua auto-estima. A coordenadora do projeto também destaca que as atividades recreativas são realizadas em períodos curtos, com menos de uma hora, e são simples, pois foi observado que a maioria dos idosos não apresenta nível de cognição para realizar ações mais complexas.

Além disso, a professora do departamento de Enfermagem explica que é usado um instrumento oficializado no Brasil para avaliar a capacidade do idoso de realizar as atividades diárias, denominado de Índice de Katz. Ela conta que entre as questões identificadas por este instrumento, estão ações simples como falar o próprio nome, contar até três, realizar alguns desenhos e repetir frases. Entretanto, segundo a Profª Drª Maria do Carmo Haddad, “dos 53 idosos institucionalizados, somente 25 conseguiram responder o instrumento, mas ainda não adequadamente.” Entre as principais falhas cometidas pelos pacientes estavam desde não se lembrar dos números que acabaram de repetir até não conseguir dizer o próprio nome.

Para a escolha do tipo de instituição em que iria aplicar o projeto, a coordenadora conta que já trabalhava com pacientes diabéticos há algum tempo, especificamente com cuidados dos pés desses doentes. Já a Profª Mara Solange Gomes Dellaroza*, do mesmo departamento, estava prestando assistência aos idosos na Casa de Longa Permanência de Londrina. Maria do Carmo Haddad, então, recebeu um convite dessa professora para desenvolver na instituição, um trabalho de cuidado com os pés dos pacientes diabéticos. Depois, ao perceber uma dificuldade em orientar esses pacientes, ela resolveu fazer uma avaliação cognitiva desses idosos. A Profª Drª Maria do Carmo Haddad ainda destaca que, sobre esta atividade inicial, vieram outros trabalhos.

Entre essas novas pesquisas, a professora cita que, atualmente, uma de suas alunas, Francieli Nogueira Smanioto, realizou o trabalho em quatro instituições de Longa Permanência Filantrópicas de Londrina com objetivo de avaliar índice de atividades diárias dos idosos . Segundo  a  graduanda do 3º ano de Enfermagem, foi possível observar 213 idosos. A participante do projeto pesquisou se todos os residentes nessas instituições realizavam funções cognitivas diárias – como tomar banho, se alimentar, ir ao banheiro, e até andar – sem o auxílio de outra pessoa. A professora ainda destaca que os resultados desta pesquisa permitirá identificar o perfil sociodemográficos desses idosos e informações sobre as medicações ministradas nessas instituições. 

A coordenadora do projeto afirma ter conseguido atingir uma parte de seus objetivos, que foi o levantamento de dados sobre o nível de cognição de idosos que residem em instituições. E ainda complementa que esses estudos serão úteis para os alunos aprenderem mais sobre a vida das pessoas que estão na terceira idade.  

 

*Graduada em Enfermagem pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), mestre em Enfermagem Fundamental pela Universidade de São Paulo (USP) e doutoranda em Enfermagem da Saúde do Adulto também pela USP  

 Crédito da Imagem: Google 

Ano 6 – Edição 76 – 18/10/09

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: