Pesquisa estuda as instituições ambientais no Estado do Paraná

Projeto busca mostrar quais as funções destas empresas públicas e em que contexto se deu sua formação

Pauta: Daniela Brisola

Reportagem: Vanessa Freixo

Edição: Beatriz Assumpção e Marcia Boroski

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O Departamento de Administração da Universidade Estadual de Londrina, UEL, está desenvolvendo um estudo histórico e sociológico sobre como as instituições públicas, em seu funcionamento normal e como sua forma de administrar, impactam a natureza. Quem coordena a pesquisa é o professor doutor em Ciências Sociais pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), Benilson Borinelli. Ele é graduado e mestre em Administração pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e está a frente do projeto “A Institucionalização da gestão ambiental nas empresas e no governo do Estado do Paraná: etapas, contextos e padrões de relações no período de 1970 a 2006”.

O projeto, segundo o professor, envolve estudantes dos cursos de Administração e Ciências Econômicas e tem o objetivo de buscar os grandes momentos de transição da política pública, as etapas da evolução da política ambiental entre 1970 e 2006. “A configuração da política ambiental moderna é da década de 90, quando se fundem instituições e se criam fundos. No Paraná, isso é evidente. A partir do governo de Álvaro Dias, 1986, as reservas florestais paranaenses só cresceram. O governo de Roberto Requião foi também um grande marco na política ambiental paranaense, pois nesse governo muitas medidas e instituições ambientais foram criadas”, afirmou o professor. Durante o período que a pesquisa se propõe a analisar, algumas medidas foram tomadas em prol do meio ambiente. “ O Paraná é pioneiro em muitas medidas ambientais. O estado criou o 1º Código Florestal do Brasil, em 1907 que visou principalmente um controle sobre a exploração de madeireiras, mas o código ficou restrito aos papéis. Em 1990, foi criado o 1º ICMS ecológico brasileiro (ICMS- Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços), que surgiu como incentivo econômico aos municípios para proteger mananciais e matas” afirma Benilson Borinelli.

O coordenador do projeto também citou outras instituições relacionadas. “Atualmente, também são importantes o SEMA (Secretaria de Estado do Meio Ambiente) e o IAP (Instituto Ambiental do Paraná). Elas foram criadas em 1992, durante o governo do Requião”. Professor Borenilli explicou inclusive que o IAP foi a junção de dois outros órgãos: a SUREHMA (Superintendência de Recursos Hídricos e Meio Ambiente) e o ITCF (Instituto de Terras, Cartografia e Florestas).

A pesquisa, de acordo com Benilson Borinelli, está dividida em duas etapas, a primeira delas buscou informações sobre o passado ambiental do Paraná pela internet e em bibliotecas de Londrina e região, além de possíveis nomes para entrevistas, e acabou de ser concluída. “Nessa primeira fase também foram feitos levantamentos jurídicos, todas as leis desde 1906, relacionados à questão ambiental e que foram aprovadas aqui no Paraná”, complementou o professor. Já na segunda etapa, dados e documentos serão consultados em Curitiba – do Arquivo Público, de bibliotecas das sedes dos órgãos ambientais e do Tribunal de Contas – onde eles se encontram em maioria. A pesquisa procura mapear a evolução da política nesses aspectos e levantar novas questões para futuras pesquisas.

Créditos da foto: Vanessa Freixo

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