Pesquisa visa encontrar composto que previna lesões na pele causadas pela radiação solar

Projeto na área de patologia estuda os efeitos do raio UVB na pele e uma substância para evitar essas lesões

Pauta: Daniela Brisola

Reportagem: Vanessa Freixo

Edição Beatriz Assumpção e Fernanda Cavassana

 

O sol pode apresentar tanto efeitos benéficos quanto maléficos ao organismo humano. De acordo com informações publicadas no site Spiner (www.spiner.com.br), a exposição solar promove a síntese da vitamina D, necessária para fortalecer os ossos e evitar o raquitismo, além de ter um papel importante na manutenção da saúde mental e do ritmo biológico humano. No site também é informado que o sol, se em excesso e sem a devida proteção (filtro solar e tratamento pós-sol) pode ocasionar vários problemas à saúde, como queimadura, sardas, reações de fotossensibilidade, imunossupressão e envelhecimento precoce da pele.

A professora Alessandra Lourenço Cecchini, graduada em Farmácia e Bioquímica pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), mestre em Bioquímica pela Universidade de São Paulo (USP) e doutora em Toxicologia pela mesma Universidade, está coordenando o projeto “Ação de biomoléculas antioxidantes na prevenção da lesão de células da pele de camundongos expostos a irradiação UVB” e busca alternativas para proteger a pele dos efeitos do raio ultravioleta B. Alessandra afirma que os raios ultravioletas A e B, mais conhecidos como UVA e UVB, são alguns dos raios que compõem a luz solar. Mas, conforme ela, o UVA causa o fotoenvelhecimento da pele e o UVB queimaduras solares.

A proposta deste projeto, segundo Alessandra Cecchini, é “pesquisar um composto que proteja e evite a lesão celular da pele pela exposição ao raio UVB, além de tentar entender o que acontece nela e os mediadores químicos envolvidos nesta lesão”. A professora afirma que os radicais livres são moléculas extremamente reativas, originadas, na maioria das vezes, pela quebra de moléculas de água, e que eles desestabilizam nosso organismo. Por isso, o projeto busca encontrar moléculas antioxidantes (substâncias que inibem a oxidação de moléculas biológicas importantes) capazes de evitar a formação destes radicais livres e as lesões por eles ocasionadas. “A melanina é o pigmento natural da epiderme, produzida pelos melanócitos, que a protege e absorve a radiação ultravioleta. Ela é um antioxidante natural que temos e, no projeto, buscamos outros compostos que ajam da mesma forma”, explica Alessandra Cecchini.

A coordenadora do projeto acrescenta que a pele costuma se proteger por si só, mas ao longo da vida há a diminuição dessa capacidade. Assim, inflamações freqüentes e seguidas no tecido epitelial (aquela vermelhidão que causa ardor e pode causar descamação) podem acarretar em câncer de pele. São três os tipos, de acordo com a professora Alessandra Cecchini: o melanoma, que é o mais grave, o carcinoma espinocelular e o carcinoma basocelar, o mais leve deles. Apesar de corresponder a cerca de 25% de todos os tumores malignos registrados no Brasil, os cânceres de pele têm alto percentual de cura desde que detectado precocemente e retirado com intervenção cirúrgica .

A doutora Alessandra Cecchini certifica que o projeto terá continuidade em 2010. Primeiro, no início do ano, um artigo sobre o envelhecimento da pele será publicado. Depois, ao longo dos meses, o estudo avançará de células animais para humanas, com a cultura de fibroblastos, células da pele.  Dessa forma, biomoléculas antioxidantes provenientes de plantas, principalmente da soja, serão transformadas em fórmula farmacêutica e testadas, para agirem na prevenção de lesões celulares ocasionadas pela exposição ao sol.

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