Projeto prevê controle biológico do mofo branco

Pesquisa busca algumas medidas para amenizar a aparição da doença que atinge culturas de grande interesse econômico

Pauta: Daniela Brisola

Reportagem: Juliana Benetti

Edição Beatriz Assumpção e Fernanda Cavassana

Segundo o site da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (SEAB)*, acessado no dia 28 de setembro de 2009, o plantio da soja vai aumentar na safra do próximo verão. A SEAB afirma que a soja é uma das principais culturas de plantio do estado, tem elevada importância econômica e que os produtores preferem o plantio desse grão “pelos preços mais compensadores, pela maior liquidez no mercado e menor risco na condução das lavouras”.

Entretanto, de acordo com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o plantio da soja e de outras culturas pode ser comprometido devido à existência de pragas. Uma das doenças mais relevantes é o mofo branco, causado pelo fungo Sclerotinia sclerotiorum, hospedeiro de mais de 300 espécies de plantas. A partir desta informação, o professor Martin Homechin, docente do curso de Agronomia na Universidade Estadual de Londrina (UEL), graduado em Agronomia pela Fundação Faculdade de Agronomia Luiz Meneghel, mestre e doutor em Agronomia pela Universidade de São Paulo (USP), desenvolveu o projeto de controle biológico da podridão ou mofo branco da soja.

Segundo Homechin, o projeto surgiu devido a dificuldade do controle biológico de seu agente causador (o fungo Sclerotinia sclerotiorum), que consegue sobreviver por um período prolongado e acaba formando uma estrutura de resistência às tentativas de controle, como o uso de fungicidas. Além disso, Martin Homechin observa que tentar amenizar a ocorrência do fungo é de extrema necessidade, porque ele afeta diferentes culturas de grande importância econômica, como a soja, o feijão e o algodão.

O projeto, que foi iniciado em 2007 e ainda está em desenvolvimento, tem como objetivo avaliar as alternativas de controle integradas do fungo. Homechin exemplifica algumas delas, como o emprego de tecnologias de microorganismos como biocontroladores e o teste de diferentes tipos de sistemas de aplicação – o que inclui desde a maneira de plantar as sementes, o melhor tipo de solo e a melhor época para o plantio. Após as alternativas de controle serem aplicadas, é feito o acompanhamento da sobrevivência do patógeno (agente causador da doença) para avaliar se a medida foi eficaz.

Homechin ressalta que outro ponto importante do projeto é tentar reduzir a utilização de componentes químicos nas culturas, o que, atualmente, é uma exigência do consumidor, que busca alimentos mais saudáveis, e porque existem leis que limitam o uso de tais componentes. Ele ainda afirma que “hoje em dia a linha de pesquisa do projeto tem interesse relevante, pois leva em consideração a saúde humana e o controle de doenças e pragas”.

 

* http://www.seab.pr.gov.br/modules/qas/aviso.php?codigo=2084

 

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