Estudo busca mostrar que é possível aliar desenvolvimento econômico e ambiental

Projeto afirma que, muitas vezes, o investimento em questões ambientais pode ser até mesmo mais rentável que a simples “degradação”

Pauta: Ana Carolina Contato
Reportagem: Leonardo Caruso
Edição: Vitor Oshiro e Guilherme Santana

Muitos ambientalistas protestam que o desenvolvimento econômico traz impactos negativos ao meio ambiente. Mas, você sabia que é possível ter lucros e realizar preservação ambiental? É nesse contexto que se insere o projeto do Departamento de Ciências Econômicas da UEL “Valoração Econômica, Ecologia e Meio Ambiente: Sustentabilidade Regional e Urbana no Mercado Verde”.

Coordenado pela professora Irene Domenes Zapparoli, formada em Ciências Econômicas pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), mestrado em Economia Rural pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e doutora em Educação: História, Política, Sociedade pela Pontífica Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), o projeto atua na formação universitária e na colaboração de questões do meio ambiente, pois a “economia do meio ambiente é um assunto pouco estudado”, afirma a professora Irene Zapparoli.

De acordo com a coordenadora, o projeto tem como metas aprofundar conhecimentos adquiridos ao longo dos cursos de graduação e pós-graduação, educar os participantes para a preservação do ambiente e despertar o interesse de estudantes e empresários em empreendimentos e ações sustentáveis.

A professora afirma que o projeto é “responsável” pela orientação de 16 Trabalhos de Conclusão de Curso (TCC), quatro trabalhos de especialização e um de mestrado. Rafael Lavrador Sant”anna, aluno do último ano de Ciências Econômicas da UEL, teve a professora como orientadora de seu TCC, de título “Bioeletricidade ” Geração de energia elétrica pela biomassa da cana-de-açúcar”. “Sempre tive interesse nos assuntos de geração de energia e meio ambiente e a professora teve papel essencial na orientação do meu trabalho”, conta o estudante. A responsável pelo projeto acrescenta que o tema abordado por Sant”anna está diretamente ligado à Valoração Econômica, Ecologia e Meio Ambiente. “Os conceitos que desenvolvemos no projeto foram utilizados por Rafael”, diz.

A coordenadora explica que o processo de valoração é feito a partir da análise de dados sobre os custos de investimento, viabilidade econômica, viabilidade ambiental e conseqüências sócio-ambientais na região que se pretende instalar o empreendimento. “Realizamos, também, estudos de formas a minimizar impactos ambientais sem interferir, ou interferindo positivamente na geração de lucros. Desse modo, conseguimos valorar os custos e benefícios de um empreendimento, tanto financeiro quanto ambientalmente”, explica a professora Irene Zapparoli
Segundo a coordenadora, baseado em teorias de economia do meio ambiente, e levando em consideração as leis sobre solo, água, resíduos e planejamento urbano, é realizado o Estudo de Impacto de Vizinhança e o Relatório de Impacto de Vizinhança, que consiste na análise da interferência dos empreendimentos sobre o ambiente urbano, tendo por conteúdo mínimo a caracterização do empreendimento, o diagnóstico da área de influência, e a avaliação de impactos significativos. “Muitos dos dados são colhidos no empreendimento, nos equipamentos utilizados e em plebiscitos”, acrescenta Irene Zapparoli.

A professora mostra a importância do projeto afirmando que há falta de estudos econômico-ambientais. Assim, são citadas as grandes usinas hidrelétricas que temos no Brasil como exemplo. Segundo ela, a construção de usinas menores causariam menor degradação ambiental e uma otimização dos recursos naturais e, conseqüentemente, econômicos. A professora explica também que muitas vezes é viável a construção de PCHs (pequenas centrais hidrelétricas) uma vez que a energia produzida pode superar o consumo e servir de renda extra. “Além disso, essas pequenas centrais trazem outros benefícios, como criação de lagos que podem servir para pesca e lazer”, acrescenta.

A professora Doutora Irene Domenes Zapparoli estima que já tenham sido publicados em torno de 20 artigos em congressos e revistas. O projeto atende desde grandes empresas que necessitam de Redução Certificada de Emissão de Gases do Efeito Estufa* a empreendimentos menores.

* Créditos de carbono ou Redução Certificada de Emissões (RCE) são certificados emitidos quando ocorre a redução de emissão de gases do efeito estufa (GEE) http://pt.wikipedia.org/wiki/Créditos_de_carbono

Crédito da foto:

Ano 6 – Edição 82 – 30/nov/2009

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