“Educar para valorizar a vida” propõe metodologias para promover um estilo de vida saudável

Livro ensina educadores e profissionais a lidar com a questão da saúde e do bem estar

 

O livro aborda comportamentos de risco, como o vício do tabagismo e do alcoolismo

Edição: Tatiane Hirata
Pauta: Fernanda Cavassana
Reportagem: Leonardo Caruso
 

O Livro “Educar para valorizar a vida”, lançado no dia oito de março deste ano, é uma coletânea de artigos e resultados de trabalhos na área de educação e saúde, que tem por objetivo principal fornecer uma base metodológica no tratamento e cuidados de pessoas com problemas com álcool, drogas, cigarro, estresse, transtornos depressivos, maus tratos, abuso, entre outros. O livro é destinado principalmente a educadores e profissionais da saúde. No seu lançamento, realizado na Associação Médica de Londrina, o Conexão Ciência conversou com a organizadora do livro e também autora, Professora Doutora Sandra Vargas Nunes – graduada em Medicina pela Universidade Estadual de Londrina e em Educação Física pela Universidade Norte do Paraná, mestre e doutora em Medicina e Ciências da Saúde*, também pela UEL -, que atua principalmente com abordagem e tratamento de dependência do tabaco e substâncias psicoativas, abuso sexual na infância e adolescência e esquizofrenia.

 
 
Conexão Ciência: Qual foi o objetivo ao reunir os artigos, o que vocês querem passar para o publico leitor?
Dra. Sandra Vargas Nunes:
O objetivo é ‘educar a saúde’ para que possamos prevenir condutas de risco, tais como: abuso de substâncias psicoativas como álcool, drogas e cigarro, gravidez na adolescência, DST, maus tratos na infância. Para os educadores, indicamos métodos de como lidar com essas questões nas escolas e, para os profissionais da área de saúde, como trabalhar com pacientes para que estes tenham um estilo de vida saudável.
 
Conexão Ciência:  Em que consiste esse estilo de vida que o livro propõe?
Dra. Sandra Vargas Nunes:
Nós motivamos o ser humano a viver de maneira a preservar a saúde e garantir qualidade de vida. Por exemplo, o tabagismo é hoje a maior causa de mortes evitáveis, então nós trabalhamos com motivação dos pacientes para mudar comportamentos como o hábito de fumar. Para cada estagio motivacional, há uma estratégia.
 
Conexão Ciência: O tratamento central que vocês propõem segue essa linha?
Dra. Sandra Vargas Nunes:
Nós acreditamos que o paciente é ator da sua própria vida. Ele deve desejar as mudanças e é necessário um mecanismo neural para que o faça. E para tanto, é preciso que haja motivação.
 
Conexão Ciência: Utilizando essa metodologia, os resultados são satisfatórios?
Dra. Sandra Vargas Nunes:
Mudança de comportamento é um processo de muitas recaídas. No caso do nosso trabalho com tabagismo, cerca de 90% das pessoas desejam parar, mas apenas 25% param, pois não é só o desejo, tem que trabalhar algumas barreiras. Mudança de hábito não é fácil. O livro é reflexo da prática que já tivemos.
 
Conexão Ciência: Desde que vocês começaram esse estudo na década de 90, o que vocês identificam como mudança na prática da prevenção?
Dra. Sandra Vargas Nunes:
A prevenção é um processo que demora de duas a três décadas. Sentimos que o comportamento tem mudado. Em relação ao cigarro, principalmente, o trabalho educativo nas escolas tem mudado. Era bonito fumar nos anos 70, hoje não é mais. Houve uma mudança de política, mas ela pode ser ainda mais aprofundada, focando na população de maior risco e vulnerabilidade – a jovem.
 
Conexão Ciência: Qual foi o critério utilizado para reunião dos artigos que compõem o livro?
Dra. Sandra Vargas Nunes:
Basicamente são  projetos dessa linha de escola, saúde e assistência, como o Centro de Referência de Abordagem e Tratamento do Tabagismo, do Hospital das Clínicas da Universidade Estadual de Londrina, os assuntos interdisciplinares de saúde mental, o próprio programa de tabagismo.
 
Conexão Ciência: E quais os temas abordados?
Dra. Sandra Vargas Nunes:
O livro é composto por 19 capítulos e começa com promoção da saúde e qualidade de vida. Depois, trabalhamos os estágios motivacionais de mudança e, para cada estágio, qual a estratégia. Lidamos também com alguns estados emocionais que dificultam o tratamento, como depressão e ansiedade. Fatores de risco e protetores, substâncias que causam dependência, álcool, as drogas, sedativos, tabaco, gravidez na adolescência, DSTs são alguns dos fatores de risco abordados. Também o mito do prazer, da intimidade e como é que se trabalha isso. Analisamos o ‘aspecto sono’, que é qualidade de vida, adesão ao tratamento, as relações, os maus tratos na infância e tabagismo.
 
Conexão Ciência: A respeito da divulgação e distribuição, como serão realizadas?
Dra. Sandra Vargas Nunes:
Haverá a venda e cem livros ficarão com a APS Down (Associação de Pais e Amigos de Portadores de Síndrome de Down). Nós temos 500 livros – 100 para a APS e os outros 400 vamos vender para conseguir mais 500 livros.
 
*Para os interessados no programa de Doutorado em Medicina e Ciências da Saúde da Universidade Estadual de Londrina, mais informações na página: http://www.uel.br/pos/cienciasdasaude/mmi_index.htm
 
Créditos da foto: http://2.bp.blogspot.com/
 
Ano 7 – Edição 83 – 21/03/2010

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