Software auxilia pais e professores nos cuidados de crianças com necessidades especiais

O dispositivo tem o intuito de ajudar os responsáveis a compreender melhor as crianças que sofrem de distúrbios mentais, além de ensiná-las diversas habilidades sociais

A professora Silvia Aparecida Fornazari, que coordena o projeto

Edição: Tatiane Hirata
Pauta: Laura Almeida
Reportagem: Mônica Alves

 

O projeto do Departamento de Psicologia da Universidade Estadual de Londrina, “Promoção da Saúde Mental por meio de um Programa Educativo Informatizado de Capacitação de Pais e Professores”, coordenado pela Professora Silvia Aparecida Fornazari – Graduada em Psicologia pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp), mestre em Educação Especial (Educação do Indivíduo Especial) pela Universidade Federal de São Carlos (Ufscar) e doutora em Educação Escolar também pela Unesp – , é uma in

 

ovação no estudo de crianças com doenças mentais. O estudo utiliza um conjunto de softwares* desenvolvido em parceria com a UNESP, como ferramenta de auxílio no tratamento dessas crianças, além de instruir seus responsáveis.

 
Desenvolvido durante seu doutorado, o trabalho tem o objetivo de auxiliar na tentativa de reduzir comportamentos auto lesantes entre crianças, tais como a auto flagelação e os distúrbios sexuais. Segundo a coordenadora, o método trouxe resultados muito eficientes quando usado dentro de laboratórios e o desafio atual é transformá-lo em um dispositivo prático tanto para salas de aula, quanto para consultórios. Com base na teoria e nos conceitos, o programa traz exemplos práticos do dia-a-dia e diversas situações já vividas por alguns voluntários, as quais aparecem seguidas de respostas sugeridas.
 
A professora Dra. Silvia Fornazari explica que o desenvolvimento da pesquisa é dividido em três fases: na primeira, são estudados conceitos básicos de análise do comportamento humano, com foco nas necessidades das crianças. A segunda fase passa a ser de caráter funcional – as atitudes infantis são analisadas a partir do ponto de vista da criança, buscando suas razões para a realização de certas ações. Já a terceira fase dedica-se a ensinar os métodos de tratamento aos pais e professores, utilizando técnicas testadas em laboratórios e baseadas nas necessidades específicas de cada paciente.
 
Mesmo com benefícios, o aplicativo ainda apresenta alguns problemas que serão resolvidos conforme sua utilização. De acordo com a professora, a programação dos trabalhos dividida em três fases ainda não pode ser salva, sendo que para passar para a próxima fase, é necessário atingir um aproveitamento de 90%. Dessa forma, todos os períodos devem ser realizados em um só dia, o que demanda um tempo muito grande. Além disso, o sistema de vídeo feedback – as sessões são gravadas em vídeo e depois analisadas junto aos interessados – também é utilizado no projeto, como forma de melhorar o desempenho dos mesmos. Tal sistema, nas palavras da doutora Silvia Fornazari, “deveria transformar todo o processo em algo mais independente, visando a auto análise de pais e professores, mas, infelizmente, as sessões de vídeo feedback são prejudicadas devido aos problemas técnicos ainda existentes no software”. Ainda de acordo com a professora, a atualização nos próximos meses deverá extinguir esses problemas técnicos.
 
Na cidade de Londrina, a pretensão é alcançar não apenas as crianças em salas de educação especial, mas também aquelas inseridas no ensino regular, que precisam da ajuda constante dos pais. “Hoje em dia a criança com necessidades especiais precisa de um apoio ainda maior, pois mesmo que esteja cursando uma escola adequada a ela, a sociedade está repleta de conceitos que ela não entende, e não tem como você excluir uma criança disso, desse convívio com o mundo exterior. Por isso é tão importante que os pais saibam lidar com essas diferenças de uma maneira com a qual a criança se sinta confortável para aprender coisas novas e se livrar de certos hábitos”, completa a docente.
 
A pesquisa, que teve início no ano de 2009 e tem o término previsto para 2011, é conveniada com a Secretaria Municipal de Saúde e conta com financiamento externo da Fundação Araucária, um órgão de fomento do governo estadual. Para mais informações, contatos com o Departamento podem ser feitos diretamente com a professora Silvia Fornazari, pelo telefone (0xx43) 3371 4227.
 
*Conjunto de instruções armazenadas em disco(s) ou em chips internos do computador que determinam os programas básicos, utilitários ou aplicativos a serem usados. (Fonte: Workpedia)
 
 
Créditos da Foto: Arquivo Pessoal
 
Ano 7 – Edição 83 – 21/03/2010

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