Museu de Ciência e Tecnologia expõe projetos para a população

Estudantes exibem seus experimentos nos salões da instituição no campus da UEL

Edição: Fernanda Cavassana
Pauta: Laura Almeida
Reportagem: Lucas Martins

“Divulgar a Ciência e a Tecnologia inseridas num contexto cultural mais amplo”. Segundo o Prof. Sérgio de Mello Arruda – bacharel em Física, mestre em Ensino de Ciências e doutor em Educação pela Universidade de São Paulo (USP) – esse é o principal objetivo do Museu de Ciência e Tecnologia, instituição que faz parte do Centro de Ciências Exatas (CCE) e que expõe os projetos experimentais desenvolvidos pelos próprios alunos da Universidade Estadual de Londrina (UEL) para a população da cidade e de outros locais.

Localizado próximo a AINTEC (Agência de Inovação Tecnológica), o museu iniciou suas atividades em 2005. De acordo com Arruda, a ideia de construir uma instituição parecida surgiu no começo da década de 90 e, só depois de dez anos, é que foi possível adquirir os recursos para a realização da obra. O professor ainda explica que, no começo, só foram construídos os dois salões que hoje abrigam as experiências dos estudantes da universidade e anos mais tarde, foram inaugurados os outros setores, como o Planetário e o Observatório.

Segundo Arruda, uma das atividades realizadas pelo Museu de Ciência e Tecnologia de Londrina (MCTL) é o atendimento voltado para alunos do Ensino Fundamental e Médio, tanto de escolas públicas, quanto de particulares. O professor explica que já foram feitas várias visitas de estudantes de diversas cidades do interior do Paraná e de outros estados. Entretanto, ele destaca que esse projeto foi interrompido em consequência da construção de outros setores e só retornou dois anos depois.

A ciência e a tecnologia não ficam só em Londrina. Por meio do projeto “Museu Itinerante” desenvolvido pelo MCTL, elas também viajam para outras cidades do interior do Paraná e de São Paulo. Arruda explica que essa atividade faz parte de tantos outros trabalhos desenvolvidos pelo “Universidade sem Fronteiras” da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná.1 “Em 2008 e 2009, visitamos 75 municípios ao longo das diversas regiões do estado, o que deu em média um atendimento a 40 mil alunos”, afirma o professor. Segundo ele, essa atividade tem como principal objetivo levar a ciência e a tecnologia para cidades que apresentam um baixo IDH (Índice de Desenvolvimento Humano)2 e garante que em todos os núcleos visitados essa meta foi alcançada.

“Além dessas atividades, também temos os estudos de Astronomia que são realizados no Planetário, no centro da cidade – onde existem equipamentos voltados para o céu – e no Observatório localizado no museu”, afirma Arruda. Segundo ele, essa atividade se concentra em cursos para professores que dão aulas para o Ensino Médio e Fundamental e para estudantes de diversos níveis. O professor também explica que, desses estudos, são montados cursos, jornadas e projetos de iniciação científica.

De acordo com Arruda, as atividades desenvolvidas pelo MCTL fazem parte de uma nova forma de ensino: a educação não-formal. O professor afirma que a intenção é aglutinar conhecimento e adotar a educação continuada, assim como divulgar sua pesquisa para a comunidade. Segundo ele, o ensino de ciência e tecnologia está cada vez mais fora do controle das escolas, pois, nessas instituições, o currículo não abrange todo o conhecimento e fica difícil de competir com mídias que tem uma forma mais eficaz de transmitir informações, como a internet.

O professor explica que o MCTL planeja ampliar o atendimento. Ele afirma que, desde o início, apenas estudantes foram atendidos e puderam visitar o museu. No entanto, Arruda pretende abri-lo para a visitação de outras comunidades, independente de agendamento. “ Nós, até então, temos atendido mais a comunidade escolar. Mas, temos um objetivo maior: atender toda a população, não só as escolas”, comenta. Ele explica que isso ainda não foi possível, pois precisa terminar a fase de implantação e o quadro de funcionários ainda não é o adequado para esse tipo de projeto.

Para agendar uma visita ao Museu de Ciência e Tecnologia de Londrina, os interessados devem entrar em contato pelo telefone (43) 3371-4804 ou (43) 3371-4805 e falar com a secretária.

1.Universidade Sem Fronteiras: Programa desenvolvido pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná, cujo objetivo é promover a relação entre estudantes e profissionais das universidades estaduais e a população. Essa parceria entre a Secretaria e as universidades se dá por meio de financiamento de projetos que atendam a comunidade em geral. (Fonte: http://www.seti.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=27)

2. IDH: O Índice de Desenvolvimento Humano representa o nível de qualidade de vida de uma população. Ele é medido através dos indicadores de riqueza, educação e expectativa de vida. (Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/IDH)

Ano 7 – Edição 84 – 28/03/2010

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