Arquitetura do comércio de Londrina é analisada em projeto

Estudo sobre plantas de prédios comerciais ajuda estudantes na compreensão das necessidades de diferentes empresários

"Os alunos encontram em projetos como esse a chance de ingressarem no mercado voltado ao comércio", afirma a professora dra. Maria Luiza Grassiotto

Edição: Tatiane Hirata
Pauta: Laura Almeida
Reportagem: Mônica Alves
 
 
As particularidades na arquitetura e desenvolvimento do comércio são o objeto de estudo principal do projeto “Tipologia e características dos espaços comerciais em Londrina”, coordenado pela professora Maria Luiza Fava Grassiotto, do Departamento de Arquitetura e Urbanismo da UEL – Graduada em Geografia pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), Mestre em Estruturas Ambientais Urbanas pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU – USP) e Doutora em Arquitetura e Urbanismo também pela FAU – USP. Com o intuito de discutir as diferenças na projeção dos prédios e a dinâmica desse processo evolutivo, o estudo começou a ser realizado há cerca de dez anos.
O cronograma da pesquisa passa pela análise de pontos estratégicos para o comércio de Londrina, que segundo a professora doutora Maria Luiza Fava Grassioto possui sete subcentros urbanos, sendo eles as avenidas Souza Naves, Madre Leônia, Higienópolis, Bandeirantes, Arthur Tomas, Maringá e Tiradentes. Ainda de acordo com a professora, esses pontos apresentam as lojas que mais se encaixam no contexto internacional de arquitetura, já que possuem características muito parecidas com os espaços comerciais espalhados pelo mundo. A escolha dos melhores pontos comerciais e com uma arquitetura mais propícia para a análise dos estudantes é uma questão muito importante do material de estudo, já que eles são divididos em grupos e enviados para a realização do trabalho de campo, seguido de discussões em sala. “Como o curso de graduação não possui uma disciplina que abriga esses estudos, já que todo o cronograma é baseado em residências e construções maiores, os alunos encontram em projetos como esse a chance de ingressarem no mercado voltado ao comércio, que é uma área muito abrangente hoje em dia”, completa a professora.
Mesmo com semelhanças com construções de fora, o Brasil possui diversas particularidades na área. “Ao analisarmos os shopping centers, por exemplo, percebemos que o país é pioneiro no uso de quiosques nos corredores. Tais construções são a oportunidade que pequenos comerciantes têm para levar seus serviços a um mercado consumidor maior e bem mais abrangente. Cabe ao arquiteto criar um espaço adequado a isso”, explica a professora doutora Maria Luiza Grassiotto. 
As análises acerca das construções vão além do projeto arquitetônico e passam pela disposição dos móveis até o planejamento da iluminação. “A mistura de estilos, predominante no movimento conhecido como ‘novo ecletismo’ *, nos leva a ter uma visão mais ampla em relação aos prédios em Londrina. A cidade tem exemplares de várias tendências, desde galerias como o Centro Comercial até grandes lojas de departamentos dispostas de maneira a agradar o cliente e trazê-lo para dentro do estabelecimento, que é o principal interesse dos empresários”, afirma a doutora. 
De forma prática, o projeto conta com trabalhos de campo em que os estudantes visitam os espaços selecionados e conversam com os responsáveis pelas construções. Com término previsto para julho desse ano, a pesquisa já foi muito elogiada em palestras proferidas pela professora Maria Luiza Grassiotto, sendo premiada com mil dólares na IX Conferência Lores, realizada pela Escola Politécnica da USP e com visibilidade internacional. Com participação de cerca de oito estudantes (dois contemplados com bolsas de iniciação científica) e 5 professores, os resultados do projeto devem compor um livro sobre a história da arquitetura no comércio de Londrina. Para mais informações, entrar em contato com o Departamento de Arquitetura pelo telefone (43) 3371 4535.

* Movimento arquitetônico predominante no país desde meados do século XIX, em que se utiliza a mistura de stilos arquitetônicos do passado para a criação de uma nova linguagem arquitetônica. Fonte: ARCOWEB – Arquitetura e Design (http://www.arcoweb.com.br/)

 

Crédito da Foto: Mônica Alves

 
Ano 7 – Edição 86 -11/04/2010

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