Política e Religião são focos de projeto do departamento de Ciências Sociais

A pesquisa tem como objeto de estudo o discurso-memória de lideranças religiosas da Igreja Católica na Arquidiocese de Londrina

Edição: Fernanda Cavassana
Pauta e Reportagem: Bruna Letícia Gonçalves

O projeto de pesquisa “Religião e Política em Londrina-PR: O Discurso- Memória das Lideranças Religiosas” orientado pelo doutor Fábio Lanza ” graduado em Ciências Sociais pela Universidade Estadual Paulista (Unesp), com doutorado na área pela mesma universidade e docente deste mesmo curso na Universidade Estadual de Londrina (UEL) “visa estabelecer relações entre as posturas assumidas pelos diversos setores da Igreja Católica em Londrina, a experiência pessoal dos futuros entrevistados, pertencentes ao clero católico londrinense, e os posicionamentos político-ideológicos do período da Ditadura Militar (1964-1985).

Durante a graduação, o professor enveredou na pesquisa sobre “a Ditadura Militar e a Igreja Católica” e, com uma proposta de mestrado sobre “Discurso-Memória do Clero da Arquidiocese de São Paulo”, trouxe esta mesma idéia de estudos para Londrina.

O Projeto abrange tanto a disciplina de Ciências Sociais, como as de História e de Serviço Social. Assim, está associado com o Laboratório de Estudo sobre Religiões e Religiosidades (LER) – vinculado com a Associação Nacional de História (ANPUH) – e com a disciplina Sociologia das Religiões, além de contar com a colaboração de professores e de alunos das áreas citadas.

A maior referência em pesquisa na área de história oral utilizada é o Centro de Documentação e Pesquisa Histórica (CDPH) da UEL. Porém, grande parte do acervo encontrada envolve apenas os pioneiros, com poucas contribuições no campo religioso. “É urgente buscar constituir esses arquivos históricos a partir dos depoimentos, das entrevistas. Temos uma exigência e uma necessidade que envolve tanto a historiografia como a sociologia que é fazer essas entrevistas e procurar prepará-las e disponibilizá-las para o CDPH”, antes que essas memórias sejam perdidas,
alerta o professor.

Com menos de um ano de implantação, o projeto ainda está no começo das pesquisas e entrevistas. “Inicialmente, o nosso foco é privilegiar as fontes, os depoimentos dos possíveis entrevistados que vivenciaram o período da ditadura militar”, conta Lanza e complementa que futuramente pode abranger a atual situação das relações políticas da arquidiocese. Apesar do pouco tempo, o projeto já conta com, em média, dez entrevistas realizadas pelos alunos das
matérias envolvidas e com o desenvolvimento do mesmo, outras ainda serão feitas. Elas podem não possuir um conteúdo muito aprofundado, mas “são referências que não existiam e que vão ser todas doadas para o CDPH”, finaliza o orientador.

Ano 7 – Edição 87 -18/04/2010

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