Diretora do NECJ ministra palestra sobre bolsas de estudos no Japão

O Núcleo de Estudos de Cultura Japonesa da UEL auxilia interessados em intercâmbio para o páis asiático

A diretora do NECJ Estela Okabayashi Fuzii

Edição: Beto Carlomagno
Pauta: Laura Almeida
Reportagem: Marcia Boroski

Buscar um entendimento da cultura japonesa e fomentar as relações com o Japão, especialmente no meio acadêmico. Esse é o principal objetivo do Núcleo de Estudos de Cultura Japonesa (NECJ) da Universidade Estadual de Londrina (UEL), segundo Estela Okabayashi Fuzii, diretora do órgão. Como parte das atividades prestadas pelo NECJ, nos dias 29 e 30 de abril a diretora presidiu uma palestra sobre Bolsas de Estudos no Japão financiadas pelo Ministério da Educação, Cultura, Esporte e Tecnologia do Governo Japonês (MEXT). A diretora falou com o Conexão Ciência sobre as bolsas, quem pode se inscrever e as atividades do núcleo.

Conexão Ciência: O Núcleo visa aproximação da cultura nipônica à brasileira. Quais são as principais atividades que ele desenvolve para tentar alcançar isso?
Estela Okabayashi:
O órgão oferece cursos de línguas, cultura, artes e também cuida da divisão bolsas de estudo e intercâmbios. Além disso, o núcleo oferece apoio à intercambistas oriundos do Japão, disponibilizando cursos de português para japoneses e de cultura brasileira, além de apoio acadêmico para estudantes ou para a comunidade em geral. Dentre os serviços que o Núcleo presta, intercambio e bolsa de estudos são os mais procurados.

Conexão Ciência: De quem foi a iniciativa da palestra?
Estela Okabayashi:
Eu ministrei a palestra a pedido do Consulado Geral do Japão, que tem sede em Curitiba. O MEXT fez contato com o consulado, e este buscou apoio em núcleos de cultura japonesa para difundir o programa de bolsas. Mas, em Londrina, a divulgação e organização foram feitas pelo NECJ com apoio da Aliança Brasil-Japão.

Conexão Ciência: Quais modalidades de bolsas de estudo no Japão o programa do MEXT está oferecendo? Qual o público alvo?
Estela Okabayashi:
O público é a comunidade em geral, desde que o indivíduo se encaixe em uma das categorias que são: graduação, pós-graduação, escola técnica, escola profissionalizante, curso de atualização para ensino fundamental e médio e para pesquisadores na área da educação. Cada categoria tem uma faixa etária. A pós-graduação é até 34 anos e as demais de 17 a 21 anos.

Conexão Ciência: Sendo qualificado para uma das categorias, qual deve ser o procedimento de quem quer fazer a seleção para pedido de bolsa?
Estela Okabayashi:
O candidato deve entrar em contato com o Consulado Geral do Japão, eles fornecerão os formulários para efetuar a inscrição. Quem escolhe a universidade, escola ou instituto no Japão que o candidato vai estudar é o MEXT, porém ele mesmo pode sugerir. Para isso, o NECJ disponibiliza apoio para o preenchimento dos formulários, de uma forma geral. Depois dos formulários devidamente preenchidos, eles devem ser enviados, via correio, para o consulado.

Conexão Ciência: E depois disso, quais as etapas seguintes?
Estela Okabayashi:
Primeiramente o Consulado avalia a documentação, se estiver tudo correto, o candidato é convidado a fazer uma prova. Esta prova é de inglês e japonês. Sendo aprovado ele segue para uma entrevista, também em inglês e japonês. Tendo aprovação em todas estas etapas, a documentação e as provas de seleção do candidato são enviadas para o MEXT, no Japão, que reavalia e distribui os selecionados para as instituições disponíveis.

Conexão Ciência: Qual o tempo de duração da bolsa, qual o valor das bolsas e quais outros benefícios o bolsista recebe?
Estela Okabayashi:
A passagem de ida e volta é paga pelo MEXT. O período da bolsa varia conforme o tempo de duração do curso escolhido, podendo ter duração de até seis anos. A bolsa varia conforme a modalidade, indo de R$ 2828,00 até R$ 3471,00. Enquanto bolsista, o estudante não precisa arcar com as taxas que a instituição possa cobrar, o MEXT paga também estes custos. Além disso, quando o bolsista desembarca no Japão, haverá alguém do consulado, ou da instituição para apoiá-lo no que precisar, como escolha de moradia e locomoção.

Conexão Ciência: Quais os benefícios adquiridos para quem vai para o Japão estudar?
Estela Okabayashi:
No sentido geral, é igual ao estudante que vai para qualquer outro país. O contato com a cultura, a língua, o diferente, proporcionam conhecimentos ímpares que provocam amadurecimento no estudante. Ele volta para o país de origem cheio de contribuições e mais aberto para a vida pessoal e profissional. Especificamente no Japão, país cuja hierarquia de valores é milenar, assim com sua história, a apropriação se dá de forma diferente. Ela é assimilada facilmente. Valores como disciplina, cordialidade e respeito, independente da hierarquia e gratidão tornam-se algo diário na vida dos estudantes, como é na vida dos japoneses. Além disso, os japoneses cultivam amor e dedicação pela educação, por isso, inevitavelmente, o estudante que for contemplado pela bolsa e for estudar no Japão, absorverá, pelo menos em parte, estes valores.

Serviço

O período de inscrições para as Bolsas de Estudo do MEXT já está aberto. Confira:

Para Pós-Graduação: de 04 até 28 de maio.
Demais Categorias: 01 de junho até 30 de junho.
Informações
NECJ: (43) 3371-4189
Consulado Geral do Japão: (41) 3322-4919

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