Encontro discute a inserção das culturas africana e indígena nas escolas públicas do Paraná

Com a realização de palestras, debates e oficinas, o evento contou com a participação de educadores de todo o estado.

Edição: Fernanda Cavassana
Pauta: Laura Almeida
Reportagem: Lucas Martins

A fim de discutir a inserção das culturas afro-brasileira e indígena nas escolas públicas do Paraná, o Fórum Permanente de Educação e Diversidade Étnico Racial do estado (Fpeder – PR), junto com outras 23 instituições – entre elas, o FENEL (Fórum das Entidades Negras de Londrina);  o NEREA (Núcleo de Educação das Relações Étnico Raciais e Afro-descendência e o NEEA (Núcleo de Estudos Afro-Asiáticos) – promoveu um encontro na Universidade Estadual de Londrina (UEL) no final de abril.

Segundo um dos organizadores do evento, o professor Edmundo Novaes – formado em Educação Física pela UEL e pós-graduado em Recreação e Lazer Sócio-cultural e em História e Cultura Africana e Afro-brasileira – “o encontro é a reunião de diversas entidades do movimento negro do estado e que discutem sobre a questão educacional.” Novaes também explica que esse evento é produzido todo ano pelo Fórum e que, ao todo, já foram realizadas sete reuniões dessas entidades.

De acordo com o professor, a ideia de implantar um Fórum que discuta as questões étnico raciais nas escolas públicas do Paraná também surgiu há sete anos. Ele explica que, em 2003, o MEC (Ministério da Educação) criou grupos que se interessassem sobre esses assuntos em todo o território nacional. Assim, no mesmo ano, nasce o Fpeder em Curitiba, que iniciou o debate sobre o cumprimento da lei nº 10 639 de 9 de janeiro de 2003 . Esta lei declara obrigatório o ensino da História, da Cultura e da Literatura africanas e afro-brasileiras em todas as escolas do país.

Segundo Novaes, a iniciativa de criar um fórum como esse já produziu alguns efeitos no Paraná. Ele afirma que em 2007, a Secretaria Estadual de Educação fundou o Departamento da Diversidade e no ano seguinte, inaugurou o NEREA. O professor ainda afirma que “a partir da criação desses órgãos, a implementação da lei nº 10.639 ganhou mais força e agilidade.”

O organizador do encontro que ocorreu na UEL também afirma que o evento é resultado das ações desse Fórum. Segundo ele, nesse ano, houve várias palestras, mesas redondas e oficinas que retratavam a inserção das culturas afro-brasileira e indígena no país. O professor Novaes ainda explica que as atividades realizadas durante os três dias eram voltadas para os educadores da rede pública de ensino do Paraná e que houve grande participação desse público no encontro.Foram abertas 1.200 vagas e 1.164 preenchidas. Atingimos, em relação a quantidade de público, o nosso objetivo”, afirma.

Edmundo Novaes explica que o Encontro continuará a ocorrer nos próximos anos. Segundo ele, o evento seguinte está marcado para 2011 e será na cidade de Pinhais. Entretanto, o professor destaca que a proposta mais importante do Fórum é atingir o objetivo proposto na sua criação em âmbitos maiores. “Os principais planos que temos é que tanto o Estado quanto o Ensino Superior possam conhecer um pouco mais sobre a lei. E, que possam inserir mais o que ela prega, pelo menos, nos cursos de licenciatura. Pois, um cidadão ou um profissional só sairá da universidade com uma visão sem estereótipos e sem folclorismos se conhecer um pouco mais das culturas dos povos que construíram o país”, afirma.

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