Projeto busca por maior sustentabilidade na agricultura

Estudo desenvolvido pelo Departamento de Agronomia trabalha as relações dos biondicadores de solo, com o objetivo de oferecer alternativas para a agricultura

Pro. Dr. Amarildo Pasini, coordenador do projeto “Bioindicadores da qualidade do solo”

Edição: Fernanda Cavassana
Pauta: Laura Almeida
Reportagem: Guilherme Vanzela

O projeto “Bioindicadores da qualidade do solo”, coordenado pelo Prof. Dr. Amarildo Pasini, graduado em Agronomia e mestre em Entomologia pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), com doutorado e pós doutorado em Entomologia pela Universidade de São Paulo (USP), trabalha a relação dos bioindicadores de solo e a incidência da macrofauna em determinadas áreas rurais.

Bioindicadores de solo são “organismos que possuem uma sensibilidade maior as mudanças do ambiente, e que são usados para demonstrar o efeito das mudanças ambientais, e, desta forma, funcionam como um “medidor” de mudanças no estado ambiental”, relata doutor Pasini. Ele complementa dizendo: “Eles possuem características definidas, como: ciclo rápido, criação em laboratório e a biologia toda conhecida. Insetos ou outros organismos de pequeno porte, como minhoca, são exemplos de bioindicadores”.

Um dos objetivos da pesquisa, de acordo com o professor Amarildo Pasini é: “avaliar as conseqüências de determinados tipos de produtos químicos (agrotóxicos), utilizados no tratamento de sementes no campo, sobre os bioindicadores”. O método de pesquisa, consiste em colocar bioindicadores de solo, em determinados substratos padrões, com alguma carga de produto químico, e avaliar a reação deles. Se lhes causar reações adversas, é provável que venha a acarretar certas alterações prejudiciais ao solo”, complementa Pasini.

Os resultados preliminares desta pesquisa, tem apontado efeitos adversos de alguns produtos sobre espécies de bioindicadores. Ou seja, embora estes produtos possam proteger as sementes de fungos e pragas, podem, por outro lado, acarretar mudanças prejudiciais ao meio ambiente, merecendo mais estudos”, pontua professor Dr. Amarildo Pasini. Ele complementa dizendo: “Quando o homem exerce uma ação sobre um tipo de solo, como: tirar a mata, colocar cultura de soja ou utilizar agrotóxicos, gera mudanças na temperatura e na umidade do solo,além de alterar a incidência de raios solares no local. Ao fazer isso, o homem tem noção que causa um impacto, mas alega que precisa produzir alimentos. Porém ele deve produzir alimentos pensando em uma forma mais sustentável de fazer isso”.

Outro intuito da pesquisa, de acordo com Doutor Pasini, consiste em avaliar determinadas áreas do campo, tais como pastagens, culturas convencionais (soja, trigo, milho, etc), matas e verificar a incidência da macrofauna nas regiões. Macrofauna são espécies de animais invertebrados que, geralmente, podem ser vistos a olho nu e que habitam o solo, como formigas, cupins, minhocas, entre outros.

“Tem-se percebido nas pesquisas que há maior diversidade da macrofauna em ambientes mais equilibrados, comparativamente a áreas que sofrem mais ações do homem, como a utilização de maquinas pesadas e agrotóxicos”,coloca o professor Amarildo Pasini. Ele cita entre os ambientes com maior incidência de macrofauna as pastagens e cultivos em plantio direto, sendo que neste último se preserva uma camada de matéria orgânica sobre o solo.

Doutor Pasini conclui dizendo que: “o principal objetivo da pesquisa é avaliar as conseqüências da interferência que o homem realiza no meio ambiente, com o intuito de apontar causas, conseqüências e oferecer algumas alternativas, de modo a proteger o ambiente para que a agricultura possa ter sustentabilidade”.


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