Uma vida melhor por meio do Esporte

Parceria entre o Centro de Educação Física e Esporte da UEL e o Hospital Universitário faz diferença na vida de pessoas vítimas de paraplegia por lesão medular

Créditos: Ananda Ribeiro

Edição: Fernanda Cavassana

Pauta e Reportagem: Ananda Ribeiro

O projeto de pesquisa O Esporte na Saúde e na Qualidade de Vida de Pessoas com Paraplegia por Lesão Medular teve início em novembro de 2007. Coordenado pela professora doutora Rosângela Marques Busto, formada em Educação Física e especialista em Educação Especial pela UEL e mestre e doutora em Educação pela Universidade Extremadura – Espanha, o projeto visa avaliar os benefícios da prática esportiva sistematizada na saúde e na qualidade de vida de pessoas com paraplegia por lesão medular.

Em 2006, o professor Fausto Orsi Medola, fisioterapeuta e especialista em Fisioterapia Neurofuncional pela UEL, teve a idéia de desenvolver um projeto que integrasse o departamento de Ciências do Esporte da Universidade Estadual de Londrina (UEL) e os pacientes de fisioterapia do Hospital Universitário (HU), vítimas de paraplegia por lesão medular. No início, a convite de Medola, a professora Rosângela Busto realizou uma pesquisa com os pacientes do HU por meio de questionários e os convidou para irem até a UEL. Na Universidade, eles tiveram contato com seis modalidades esportivas: atletismo, basquete, halterofilismo, natação, tênis de campo e tênis de mesa, todas adaptadas para pessoas com paraplegia.

Entre todas essas modalidades propostas, a maior parte dos pacientes optou pelo basquete em cadeira de rodas. “Eles já vinham de um atendimento individual e esta modalidade permite um contato maior com outras pessoas”, acredita a professora.

Cerca de 50 pessoas, em idades entre 19 e 50 anos, já passaram pelo projeto e atualmente são atendidos aproximadamente 20.  Os estudos são feitos por meio de avaliaçãoantropométrica, método utilizado para medir partes do corpo, testes motores relacionados à saúde, exames laboratoriais, avaliação cardiorrespiratória e questionário de qualidade de vida. Segundo a coordenadora, pode-se observar entre outros resultados, melhora na resistência respiratória dos participantes, mais agilidade e força nos membros superiores.Mas, o que ela considera mais significativo é a melhora da auto-estima e da autonomia de cada um. “Quando você se sente um paciente, você se sente doente. Mas como atleta,volta a sonhar”, afirmou Rosângela Busto.

“Minha vida mudou totalmente”, disse Wesley Alves de Almeida, 23 anos, que participa do projeto desde o final do ano passado. Wesley mora em Rolândia – PR e contou que o basquete tem o ajudado muito a desenvolver sua autonomia e que agora está bem mais fácil fazer sua transferência da cadeira para o banco de um carro, por exemplo. Disse também que gosta muito dos treinos e que por ele jogaria todos os dias. Wesley, que antes passava a maior parte do tempo em casa, hoje participa até de campeonatos de basquete e não descarta a possibilidade de levar o esporte como profissão.

Alguns, dentre esses novos atletas, já participaram de campeonatos nacionais e estaduais. Outros que participam das modalidades de Halterofilismo e Atletismo, incluindo mulheres, recebem bolsas da Comissão Paraolímpica para treinar. Os treinos de basquete acontecem todas as terças e quintas, das 14h às 16 horas, no Centro de Educação Física e Esporte (CEFE) da UEL.

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