Projeto da UEL monitora áreas de reflorestamento

Pesquisa do LABRE da UEL avalia os danos causados pela invasão de vegetais na mata ciliar do Reservatório de Capivara

Equipe do LABRE-UEL monitorando reflorestamento com sete anos de implantação

Pauta: Laura Almeida
Reportagem: AmandaTostes
Edição: Fernanda Cavassana

O projeto “Espécies exóticas invasoras em sítios de restauração de floresta estacional” monitora as áreas de reflorestamento à beira do Reservatório de Capivara, que banha onze municípios paranaenses, somando o equivalente a 4200 hectares em 900 quilômetros de margem.
O orientador é José Marcelo Domingues Torezan, doutor em Ciências da Engenharia Ambiental pela Universidade de São Paulo (USP), que é pesquisador no Laboratório de Biodiversidade e de Restauração de Ecossistemas (LABRE), no Departamento de Biologia Animal e Vegetal da UEL.
Segundo o professor Torezan, depois do estudo da destruição de habitats, o das espécies invasoras é a segunda maior causa de perda de biodiversidade no mundo. Esses invasores podem ser animais ou vegetais e a pesquisa se volta para o último tipo.
A pesquisadora Jézili Dias, orientada pelo professor Torezan, desenvolve essa pesquisa para a sua dissertação de mestrado do Programa de Ciências Biológicas da Universidade Estadual de Londrina (UEL). Ela é graduada em Ciências Biológicas pela Faculdade Estadual de Filosofia, Ciências e Letras de União da Vitória (FAFIUVI) e especialista em Meio Ambiente, manejo integrado de fauna e flora pela mesma instituição.
Jézili Dias conta que o primeiro plantio foi realizado em 2002. Agora, o projeto está em fase de monitoramento e produção de estatísticas. De acordo com a pesquisadora, no início do reflorestamento, há muita entrada de sol, fator que favorece o desenvolvimento de gramíneas responsáveis pelo sufocamento das árvores plantadas. Com o tempo, em torno de seis ou oito anos, a área fica mais sombreada e as espécies nativas se livram dos capins invasores.
Foi observado que por volta de cinco a seis anos depois do plantio, surge a outra categoria invasora: espécies arbóreas  trazidas principalmente  por morcegos, que se alimentam nos pomares das intermediações e ao defecar durante o vôo espalham sementes e disseminam algumas espécies, dentre estas os exemplos mais comuns são a sete-copas (Terminalia catappa) e  ameixa-amarela (Eriobotrya japonica).
O professor Torezan explica que a invasão dessas espécies exóticas (plantas inseridas fora do seu lugar de origem) provoca perda da biodiversidade porque, já que elas não possuem inimigos naturais, podem atingir elevada densidade populacional. Isso desestabiliza o ecossistema, à medida que essas plantas acabam substituindo as outras que frutificavam o ano todo, obrigando os animais a migrar.
Segundo os pesquisadores, sem a mata ciliar, responsável pela proteção dos mananciais, o tratamento da água se torna mais dispendioso. Pesticidas, fertilizantes e sedimentos diversos atingem essas fontes com facilidade e se o tratamento não for adequado, doenças poderão atingir os consumidores desse recurso natural. Portanto, além do custo ambiental, o ecossistema deixa de prestar serviço à comunidade.
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