Projeto auxilia a luta contra a doença da toxoplasmose congênita

HU registrou diminuição de cerca de 60% no número de gestantes com a doença no ano passado; estatística indica melhora no diagnóstico laboratorial

Edição: Fernanda Cavassana
Pauta: Laura Almeida
Reportagem: Beatriz Bevilaqua

Desde 2006, Londrina conta com um programa de controle e prevenção da Toxoplasmose Congênita. Tudo começou com a tese de doutorado da docente Dr. Regina Mitsuka Breganó ” graduada em medicina veterinária pela UEL, mestra em microbiologia e doutora em ciência animal pela UEL. Em seu trabalho, elaborou um projeto para a interpretação de exames e tratamento de gestantes e crianças. A equipe que participa do projeto produz materiais que tratam basicamente de medidas profiláticas e também com orientações a profissionais da área da saúde. Dentre os materiais que o programa oferece estão folders, cartilhas e cartazes que foram distribuídos para todas as unidades básicas de saúde de Londrina.

O “Programa de Vigilância em Saúde da Toxoplasmose Congênita em Gestantes Atendidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no Estado do Paraná surgiu como uma parceria entre a Secretaria de Saúde do Estado, a Secretaria Municipal de Saúde e a Universidade Estadual de Londrina. A equipe é multiprofissional e conta com a participação de Médicos, Bioquímicos, Matemáticos, Veterinários, Biólogos, Enfermeiros e outros. Integrantes da UEL e da Secretaria de Saúde de Londrina.

A toxoplasmose é uma doença infecciosa, causada pelo parasita Toxoplasma gondii, que incide em animais e no homem. A toxoplasmose congênita em gestantes é mais grave quando a mãe é infectada no início da gravidez, podendo ocorrer aborto ou malformações no feto. Esta é considerada uma doença perigosa e de difícil diagnóstico clínico já que a mulher infectada pode não ter sintomas ou apresentá-los de uma maneira mais branda, assemelhando-se a uma gripe.

Segundo as estatísticas da Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (SETI), mais da metade da população mundial possui anticorpos contra a doença. No Brasil, a prevalência varia de região para região. Em Londrina, cerca de 50% das gestantes teriam tido toxoplasmose antes da gravidez, neste caso, não há risco de transmitir a doença aos bebês.

O programa tem obtido excelentes resultados. Em 2009 houve uma diminuição de cerca de 60% no número de gestantes encaminhadas para o HU por toxoplasmose. Segundo Regina Mitsuka Breganó, autora do projeto, isto se deve ao fato de que houve além do programa de prevenção também a melhora no diagnóstico laboratorial, assim apenas as gestantes com toxoplasmose confirmada ou suspeita é que passaram a ser encaminhadas ao HU , muitas tiveram o diagnóstico de toxoplasmose descartado ainda na Unidade Básica de Saúde. Como resultado houve uma diminuição do número de gestantes e crianças tratadas desnecessariamente.

A implantação do programa em outras cidades vem ocorrendo desde 2007. Cidades como Cambé, Rolândia e Cascavel também estão no programa de controle e prevenção da Toxoplasmose. “A intenção era que a secretaria de saúde do estado do Paraná assumisse a implantação deste programa no estado inteiro, mas por algumas questões eles ainda não conseguiram”, afirma Dra. Regina Mitsuka. Outros Estados do país também estão interessados na implantação do programa. Roraima, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul já entraram em contato.

Para mais informações,  o telefone do departamento de medicina veterinária preventiva da UEL é 3371-4485 e o do departamento de ciências patológicas é 3371-4539.

Legenda da foto: Da esquerda para a direta estão: Profa. Ms. Fabiana Maria Ruiz Lopes Mori, Prof. Dr. Italmar Teodorico Navarro e Profa. Dra. Regina Mitsuka Breganó

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