UEL implanta coleta seletiva

A partir de agora, a universidade é responsável pela separação e destinação dos resíduos sólidos gerados por ela, de acordo com Decreto Estadual

De acordo com o prefeito do Campus Teodósio da Silva, "as alterações serão acompanhadas de um processo de conscientização da comunidade universitária"

Edição e pauta: Beto Carlomagno
Reportagem: Karina Constâncio

A Universidade Estadual de Londrina produz, aproximadamente, cinco toneladas de lixo reciclável e nove toneladas de lixo não reciclável por mês. Considerada grande geradora, é responsabilidade da instituição a separação e destinação desses resíduos.  Para cumprir o Decreto Estadual 4167, de 20/01/2009, que obriga a separação seletiva do lixo reciclável gerados pelos órgãos públicos e para seguir o Plano de Gerenciamento Integrado de Resíduos Sólidos (PGIRS) da UEL é que estão sendo estabelecidas algumas mudanças na coleta de lixo da universidade.

O prefeito do Campus, Teodósio Antônio da Silva, afirma que a UEL já teve alguns projetos de extensão que tentaram implantar a coleta seletiva, mas que só agora ela está sendo implantada de forma institucional. “Isso já é uma preocupação há algum tempo, principalmente por causa do meio ambiente. Aqui é uma universidade que ensina a lidar com diversas situações e a questão ambiental é uma delas.” Segundo ele, nesse primeiro momento, a separação será por meio de sacos de plástico distintos, ficando o verde para o lixo reciclável e o preto para o não reciclável (orgânico e rejeitos).

De acordo com o prefeito, está previsto que, dentro de seis meses, uma segunda etapa, que deverá contar com uma estrutura maior, entre em vigor. Está incluída nessa fase, a aquisição de lixeiras com cores distintas para a coleta separada do plástico, papel, metal e material orgânico e a construção das unidades de coleta de cada Centro em áreas cobertas e com piso liso e lavável, seguindo os padrões de higiene.

O responsável pela elaboração do PGIRS, Cleuber Moraes Brito, acrescenta que os resíduos especiais, como lâmpadas fluorescentes, baterias, pneus, óleos e lubrificantes serão enviados para os seus fabricantes. Brito é graduado em Geologia pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) e mestre em Geofísica pela Universidade de São Paulo (USP). Atualmente, ele trabalha como docente da UEL, no Departamento de Geociências, em graduação e pós-graduação, e também atua na área da construção civil.

A destinação desse material também está incluída nas mudanças. Segundo o prefeito, o lixo que antes era mandado para o aterro sanitário (prática proibida com a aprovação da Lei 203/91 pela Câmara Federal), irá para um depósito de coleta instalado dentro do Campus e será recolhido pela Copersil, cooperativa que reúne 29 associações de catadores de Londrina e a única com licença ambiental para realizar o trabalho. A expectativa é que após as adequações ocorra também a compostagem do lixo orgânico. “Estamos vendo com os professores da Fazenda Escola para que isso seja feito dentro de sua própria unidade de maneira que o lixo orgânico seja reaproveitado como adubo”, revelou o prefeito Teodósio da Silva.

Essas alterações, de acordo com o prefeito, virão acompanhadas de um processo de conscientização da população universitária. “Nós pretendemos realizar reuniões setoriais e distribuir folders explicativos para que o processo se estenda aos estudantes e professores”, acrescenta.           Os estudantes da universidade veem as mudanças como de suma importância para a manutenção do campus e também como uma forma de estender o hábito para além da instituição. É o caso de Gabriela Monteiro, graduanda de Letras Vernáculas “É ótimo ter esse tipo de coleta dentro da UEL porque quem aprende a fazer aqui, leva isso para fora”, opinou. Gabriel Paladino, que cursa o primeiro ano de Engenharia Civil, afirma que a separação na fonte, além de ajudar na questão ambiental, facilita o trabalho de quem recolhe o lixo.

Para iniciar a aproximação com o tema, administradores prediais, zeladores, secretários de órgãos e outros servidores assistiram a uma palestra dada pela gestora executiva da Coleta Seletiva de Lixo da Prefeitura de Londrina, Mariliz Garani. Segundo Mariliz, a CMTU está fazendo um trabalho de orientação para que ocorram adequações na separação e destinação dos resíduos sólidos da UEL. Ela destacou que o sistema de coleta de Londrina é considerado, hoje, o melhor do mundo. “Quatro princípios norteiam esse programa: separação na fonte, inclusão do catador no processo (participando da coleta, separação e venda), educação ambiental não formal (panfletagem) e a gestão compartilhada (capacitar o catador para que ele seja o gestor da cooperativa)”, disse.

De acordo com o professor Cleuber Moraes Brito, é importante fazer com que a UEL se alinhe as metodologias de gestão de resíduos praticados por toda a sociedade, adotando práticas sustentáveis e ordenando as ações de forma planejada. “O resultado esperado é reduzir a geração, fazer a UEL economizar com consumo de recursos diversos, ser instrumento de consciência e mudança de comportamento por parte dos seus membros”.

Crédito foto: Mônica Alves

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