Estudo analisa os efeitos de anestésicos

Experiência com ratos auxilia a comparação das respostas metabólicas

Edição: Tatiane Hirata
Pauta e Reportagem: Claudia Yukari Hirafuji

Projeto analisa efeito de anestésicos

A professora Cassia Thais Bussamra Vieira Zaia, graduada em Biomedicina na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp); doutora em Biologia Molecular (Fisiologia Neuroendócrina), também pela Unifesp; e pós-doutora em Fisiologia Neuroendócrina pela The Rockefeller University, Nova York, NY, EUA; coordena o projeto de extensão da UEL, ‘Papel de anestésicos sobre respostas metabólicas em situação de repouso ou estresse’. Este estudo pertence ao departamento de Ciências Fisiológicas, laboratório de fisiologia neuroendócrina e metabolismo da Universidade Estadual de Londrina. O principal objetivo é avaliar o efeito de anestésicos em respostas metabólicas em animais normais e animais submetidos ao estresse e, assim, analisar o quanto isto pode interferir no humano perante uma cirurgia.

A Dra. Cassia Thais Bussamra explica que uma cirurgia não é uma atividade frequente na vida da maioria das pessoas, portanto a reação mais natural é a de ansiedade, angústia e medo. Para auxilio dessa operação existem os anestésicos gerais que visam tornar o paciente inconsciente e insensível a estimulação dolorosa.

O projeto iniciou-se em 2007 e tem seu término previsto para julho deste ano. Porém, a parte experimental foi concluída em dezembro do ano passado. O estudo resultou em três monografias de estudantes de Biomedicina e uma tese de doutorado. A coordenadora revela que a ideia partiu dela e do Doutor Edson Amaral, na época, doutorando. Enquanto a professora Cassia Thais Busamra tinha como prioridade as respostas metabólicas, Dr. Edson Amaral tinha o interesse de utilizar fármacos, associar com resposta biológica e testar com animais em experimentação.

Segundo a coordenadora Cassia Thais Bussamra, para se obter resultados precisos, foram analisadas várias experiências por meio da coleta de sangue de ratos. Ela explica que a pesquisa trabalhou com dois grandes grupos: o controle e o experimental. No grupo controle, havia o animal normal, que não recebia aplicação de nenhuma substância; aquele que recebia a injeção de salina; e o que ficava em contenção (tubo apropriado para prender o rato), submetido ao estresse proposital. No grupo experimental, havia os ratos que recebiam a injeção de anestesia em contenção e sem contenção. Em cada subgrupo, eram aplicados três conjuntos de anestésicos. Enfim, inúmeras experiências avaliaram que há a alteração, como relata a professora: “animais com estresse respondem pior a anestesia e, dependendo do anestésico, a resposta pode ser mais ou menos alterada, pois foi provado que a própria substância provoca alterações metabólicas. Deve-se ter o cuidado, portanto, na anestesia que será utilizada, porque pode alterar o procedimento da cirurgia”.
De acordo com Cassia Bussamra, o projeto que se utiliza do modelo de contenção (já utilizada na literatura da área de fisiologia) possui a aprovação do Comitê de Ética em experimentações em animais na UEL. “No estresse de imobilização –  momento em que o rato é colocado no tubo e encurralado em um lugar apertado para passar por momentos de estresse, medo, susto e estranheza –  simula-se a situação de estresse de um paciente numa sala pré-cirúrgica, na hora da aflição, espera e preocupação”, conclui.
Créditos da imagem: Google

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