Edição 112

abril 17, 2011

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Projeto visa a educação ambiental por meio da comunicação

abril 17, 2011

Estudantes de Engenharia Civil produzem documentários e concurso de fotografia para estimular a consciência ambiental

Edição: Beatriz Pozzobon
Pauta: Karina Constâncio
Reportagem: Gabriel Bandeira

O projeto de pesquisa “O lançamento clandestino de resíduos sólidos urbanos junto a regiões periféricas e fundos de vales de Londrina: uma proposta de conscientização popular”, do Departamento de Construção Civil da Universidade Estadual de Londrina (UEL); coordenado pelo professor doutor Gilson Morales, tem o objetivo de conscientizar a população, particularmente os estudantes universitários e do ensino médio, sobre a importância da preservação ambiental e do desenvolvimento sustentável através de uma campanha de conscientização ambiental.
O professor doutor Gilson Morales é graduado em Engenharia Civil pela UEL, com mestrado e doutorado na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP) voltados para a área de reciclagem do lodo de esgoto sanitário, estágio doutoral na École des Ponts et Chaussées de Paris sobre o mesmo tema e pós-doutorado na Universidade Federal de Florianópolis (UFSC) na área de Gestão Ambiental.

Conexão Ciência: Qual é o objetivo do projeto?
Prof. Dr. Gilson Morales: Identificar os pontos de lançamentos clandestinos de resíduos na cidade de Londrina. A partir dos dados obtidos, será produzido material de divulgação que conscientize as pessoas sobre a importância da preservação ambiental e desenvolvimento sustentável. O foco principal são os estudantes universitários e do ensino médio. O importante é estimular os estudantes de engenharia civil a desenvolverem propostas de conscientização ambiental. Atuar também no ensino médio porque eu acredito muito na formação básica. O indivíduo que até os 13 anos não desenvolveu a cidadania, vai ser difícil desenvolver depois dessa idade. A educação começa em casa.

Conexão Ciência: Como funciona o projeto?
Prof. Dr. Gilson Morales: A cidade foi dividida em cinco áreas: norte, sul, leste, oeste e centro. Os alunos foram divididos em grupos e fizeram inspeções locais para identificar quais eram os pontos mais críticos de lançamentos clandestinos em terrenos baldios, praças públicas, vales e locais onde não havia vigilância. Também foram realizadas entrevistas com a população em feiras livres, áreas de lazer, escolas, universidades e no centro da cidade na tentativa de verificar o nível de informação das pessoas sobre preservação ambiental.

Conexão Ciência: Quais foram os resultados obtidos?
Prof. Dr. Gilson Morales: Constatou-se que a situação mais crítica está na zona norte com 35% dos pontos de lançamentos de resíduos em Londrina, seguido pela zona sul – 24%, zona oeste – 22% e zona leste – 19%. A maior parte dos resíduos despejados são produtos de material de construção civil como cerâmicas, argamassas, concreto e madeira. Os impactos causados, com diferentes porcentagens em cada região, foram os seguintes: poluição visual, degradação da vegetação, proliferação de insetos vetores de doenças, obstrução de vias públicas, assoreamento de rios, lagos ou córregos e entupimento da rede de drenagem urbana. Sobre o resultado das entrevistas realizadas com a população, ficou evidente a falta conhecimento sobre o que é sustentabilidade, agressão ao meio ambiente, quais resíduos podem ser reciclados ou não, etc. E isso não depende de condição socioeconômica. Depois desse levantamento, começamos a pensar as propostas de criação de material para conscientização da população sobre preservação ambiental.

Conexão Ciência: O que já foi feito para divulgar a importância da preservação ambiental?
Prof. Dr. Gilson Morales: Este ano (2011), é o ano das propostas. Nós temos dois documentários em fase de produção. Os alunos já fizeram várias tomadas nas quais eles são os atores em alguns momentos. Existe também uma parte de desenho animado. Depois que os documentários estiverem prontos, a intenção é apresentá-los em escolas públicas, em locais de concentração de pessoas, aqui na UEL também, com o objetivo de chamar a atenção da população. O documentário tem uma linguagem provocante, atual, de questionamento e vai mostrar cenas do cotidiano. Talvez as pessoas se “vejam” no documentário ao lembrar de situações parecidas quando os mesmos erros foram cometidos. Este documentário está sendo orientado pelo engenheiro civil e diretor de curta metragem Guilherme Peraro, que já trabalhou na produção de filmes ligados à Kinoarte* em Londrina, e pela jornalista Débora Morales. Então, nós pretendemos finalizar com um curta-metragem e apresentá-lo em algum festival. Não sei se é muita pretensão, mas acreditamos que seja possível.

Conexão Ciência: Quem está financiando esse documentário?
Prof. Dr. Gilson Morales: Nós que estamos envolvidos no projeto. A pró-reitoria de extensão da UEL tem dado uma pequena ajuda, mas a maior parte somos nós que financiamos.

Conexão Ciência: Qual é a previsão para o documentário ser finalizado? Já existe a negociação de alguma mostra para o documentário ser exibido?
Prof. Dr. Gilson Morales: A ideia é finalizar o documentário até o final deste ano. Estamos na fase de edição e sonorização que leva tempo. Sobre a exibição em alguma mostra, ainda não existe nada definido.

Conexão Ciência: Além do documentário, existe algum outro projeto de divulgação?
Prof. Dr. Gilson Morales: Ainda temos para este ano a ideia de um concurso de fotografias voltado para a temática do lançamento de resíduos. O concurso será aberto aos estudantes do ensino médio e aos universitários de outras instituições além da UEL. As fotos serão escolhidas por especialistas da área de fotografia para depois ser montada uma exposição em espaços públicos. O objetivo é sensibilizar ainda mais as pessoas sobre a importância de preservar a natureza. A linguagem visual é muito importante para isso.

Conexão Ciência: O resultado da pesquisa será publicado em alguma revista cientifica ou publicação do gênero?
Prof. Dr. Gilson Morales: O artigo será publicado na revista Semina Tecnologia da UEL e na Acta Scientiarum da UEM. Existe também a intenção de publicar em um veículo que seja da área de engenharia ambiental.

*A Kinoarte é uma associação cultural sem fins lucrativos criada em julho de 2003 e com atuação em quatro áreas: produção, exibição e preservação de filmes, além da realização de projetos de formação audiovisual. Em seis anos e meio, a Kinoarte produziu cerca de 20 filmes nos mais variados suportes (35mm, HDV, mini-DV, super-8), conquistando mais de 20 premiações em festivais nacionais e internacionais.


Gestão de Design pode ajudar pequenas indústrias

abril 17, 2011

Projeto do departamento de designe gráfico trabalha com estratégias para tornar um produto artesanal competitivo no mercado globalizado

Edição e reportagem: Beatriz Pozzobon
Pauta: Laura Almeida

A globalização mudou a dinâmica de mercado. Se antes a competição se dava entre vizinhos, hoje a concorrência está em âmbito mundial. “Com a globalização, eu tenho produtos da China, da Itália, da Alemanha competindo dentro do meu mercado. Vender só para o meu vizinho, ou para um grupo mais próximo deixou de ser uma estratégia competitiva e eficaz. Então, a gente tem que pensar além”, explica a professora Ana Paula Perfetto Demarchi.

Ela se prepara para a defesa do seu doutorado em Engenharia e Gestão do Conhecimento pela Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC. Ana Paula Demarchi é graduada em Desenho Industrial pela Faculdade Mackenzie, de São Paulo, fez um curso de especialização em Computação Gráfica, na Inglaterra e, quando retornou ao Brasil concluiu mestrado em Administração pela Universidade do Norte do Paraná – Unopar. Atualmente, é docente da Universidade Estadual de Londrina – UEL, onde leciona aulas de gestão de design, metodologia e criatividade para os cursos de graduação de Design Gráfico e Design de Moda. Ana Paula Demarchi é também docente da especialização em Gestão de Design.

De acordo com a professora, o sistema de gestão de design, dentro do mundo globalizado, pode ajudar as pequenas indústrias a competir no mercado atual. “A globalização mudou essa dinâmica de mercado e o sistema de gestão de design vai ajudar essa pequena indústria do interior, uma pequena propriedade transformar seu produto em um produto que possa competir no mundo globalizado”, afirma Ana Paula Demarchi. É dentro desse contexto, que o projeto “Sistema de Gestão Estratégica de Design”, que é coordenado por ela, atua.

Ana Paula Demarchi conta que a ideia do projeto surgiu em 2000, e que a área “gestão de design” é muito nova no Brasil, sendo que as discussões sobre esse tema começaram no fim da década de 90. “Eu me interessei e comecei a trabalhar com a gestão em design já em 2000”, diz a professora. Segundo ela, esse já é o terceiro projeto sobre gestão de design dentro da UEL. Ana Paula Demarchi conta também que a cidade se tornou uma das referências sobre o assunto, juntamente com Santa Catarina, São Paulo e Bahia.

O projeto é desenvolvido em pequenas organizações agro-industriais que trabalham com produtos artesanais. A professora explica que dentro dessas organizações é trabalhado também o aprendizado. “Tem um modelo que trabalha com a extração do conhecimento de maneira mais elaborada e a conversão considerando os aspectos do design thinking, maneira do designer de pensar, que prospecta o futuro e trabalha sempre com a ideia de criatividade e inovação. E tem também uma etapa final, que era esquecida pela gestão de design, que é o aprendizado, ou seja, ensinar a trabalhar com inovação”, explica Ana Paula Demarchi.

Segundo a professora, no projeto é trabalhada não apenas a imagem do produto, mas também as estratégias de inovação, para que a indústria possa competir com outras maiores. “A gente trabalha desde imagem, embalagens, estratégia de divulgação, estratégia de entrada no mercado, agrega valor e tenta traduzir o valor cultural que aquela organização tem”, afirma a professora. Mas ela reforça dizendo que “trabalhamos também em um âmbito maior, dentro da estratégia de como a organização pode entrar com aquele produto artesanal no mercado e conseguir sobreviver e competir com as grandes indústrias”.

De acordo com Ana Paula Demarchi, algumas vezes é necessário buscar a ajuda de outras áreas visando à qualidade do produto, como a Química e a Agronomia, já que alguns podem perecer dependendo da embalagem escolhida. Como os produtos são mais trabalhados, a professora afirma que os preços também são maiores, mas que é papel do designer mostrar para o consumidor as vantagens do produto, mesmo com um preço um pouco mais elevado. “Eles têm toda uma essência artesanal, e é justamente isso que os diferencia”, afirma.

Ana Paula Demarchi diz também que a qualidade do produto, nos olhos do designer, é saber o que o consumidor espera do produto em questão. “Os produtos ficam com um peso maior porque agregamos valor a ele. Valor sustentável, valor cultural. A sensação de culturalidade que a gente agrega na imagem, vai também agregar valor”, explica.

“É por isso que o papel do designer torna-se essencial”, destaca Ana Paula Demarchi. A professora explica essa questão dizendo que “o nosso papel como designers gráficos é converter todo e qualquer valor emocional, cultural, qualquer conhecimento que a organização tenha em identidade e trabalhar de uma maneira que eu construa uma imagem em cima dessa marca, que as pessoas vejam a cultura, o valor que eu quero que elas vejam”.

Café, vinho, chocolate, carne, macadâmia (noz oriental) são exemplos de produtos trabalhados pelo projeto de Gestão de Design. As organizações atendidas pelo projeto são próximas da cidade de Londrina, com exceção dos vinhos que são do Rio Grande do Sul.

“A intenção é publicar dois livros com os resultados do projeto. Os livros terão duas abordagens, uma sobre a parte de extração e conversão do conhecimento, o conhecimento cultural do grupo, traduzido em marca e construído uma imagem. E o outro livro contará o aprendizado das organizações e os mecanismos utilizados”, afirma a professora Ana Paula Demarchi.


Uma nova perspectiva sobre a aprendizagem nas escolas

abril 17, 2011

Grupo de pesquisa do departamento de pedagogia a Universidade Estadual de Londrina busca novas alternativas para o processo de aprendizagem de alunos e professores

Edição e pauta: Beatriz Pozzobon
Reportagem: Ana Maria Simono

Apesar do empenho e de alguns investimentos na formação de professores, os dados divulgados pelo Ministério da Educação revelam que ainda há muito a ser feito. Os resultados obtidos em avaliações nacionais e internacionais, como a Prova Brasil, o Sistema de Avaliação da Educação Básica (SAEB) e o Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA), não apenas confirmam como reforçam as críticas sobre a aprendizagem no país.

Incomodada com a abordagem essencialmente negativa da questão escolar, a professora doutora Sandra Regina Ferreira de Oliveira, graduada em História pela Universidade Estadual de Londrina (UEL) e doutora em Educação pela Universidade Estadual de Campinas, mobilizou-se na elaboração de um projeto de pesquisa através do qual as pessoas, de um modo geral, pudessem visualizar as possíveis causas do fracasso escolar sob uma nova perspectiva. “Se já sabemos há 30 anos que a forma como estamos nos organizando não traz os resultados que gostaríamos de ter, por que ainda continuamos nos organizando desta forma? Há outras possibilidades?” questiona a professora doutora, coordenadora do projeto.

A pesquisa iniciou-se em junho de 2010 e recebeu o nome “Histórias de Sucesso Pedagógico: Outros olhares para o Ensino e a Aprendizagem na Escola”. O projeto foi aprovado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e pela Fundação Araucária, e pretende, à primeira instância, analisar o processo de aprendizagem de alunos e professores e entender quais são os princípios pedagógicos que sustentam uma experiência bem sucedida. Segundo a professora doutora, a proposta principal é convidar alunos, professores e funcionários das escolas municipais e estaduais de Londrina para relatar suas histórias de sucesso pedagógico e, a partir delas, pensar as falhas escolares.

“Precisamos nos reinventar para podermos entender e propor um modelo de aprendizagem com alternativas. Pensei em um jeito de chegar aos problemas da escola por outro caminho, e esse jeito foi convidando alunos, professores, zeladores, gestores e quem mais quisesse, a contar sobre o ambiente escolar na sua perspectiva de sucesso. O projeto não ‘fecha os olhos’ para os problemas que o ensino tem. É por ter ciência desses problemas que estamos tentando suplantar as dificuldades e estabelecer novas possibilidades de aprendizagem”, explica Sandra Regina Oliveira.

De acordo com ela, a coleta total de dados ainda não tem previsão porque o projeto está atrasado em um mês no cronograma.”Mas já estão ocorrendo visitas a algumas escolas para explicá-lo. Ela será realizada por meio de cinco caixas que ficarão expostas em vinte escolas de Londrina, dez municipais e dez estaduais, nas quais todos os alunos, professores e funcionários poderão depositar depoimentos sobre as suas experiências de sucesso no ambiente de ensino, embora estes relatos possam ser enviados também via internet. A caixa ficará na escola por cerca de duas semanas”, esclarece a professora doutora. Ela afirma também que esta será uma forma de vínculo, mediação, que “levará o pesquisador para a escola sem que ele esteja necessariamente lá”. “Das histórias coletadas, cinqüenta serão escolhidas, e as pessoas que as relataram serão convidadas a formar um grupo focal. A idéia será formar de dois a três grupos focais com cerca de quinze alunos cada para discutir essas histórias e fazer seu mapeamento”, conta Sandra Regina Oliviera.

De acordo a professora doutora, a metodologia aplicada deverá basear-se em três fases principais: o processo de aprendizagem de alunos e professores, a forma como se dá a relação tempo/espaço na escola e a relação com o saber, que deverá ser obtida através da análise do banco de dados. “Não se sabe se as histórias coletadas serão muito distintas umas das outras ou se haverá homogeneidade entre elas, nem mesmo se esses relatos se aproximarão mais dos fazeres do que necessariamente da aprendizagem. Aquilo que a gente vê de fora como sucesso pedagógico pode não se concretizar na visão daqueles que estão lá dentro, e então temos uma lacuna muito grande; se a Universidade fala uma língua e a escola fala outra, dificilmente nos entenderemos se não criarmos meios para interpretar essas diferenças”, afirma Sandra Regina Oliveira.

A intenção final será promover um grande debate aberto ao público para “pensar a escola” e então elaborar um livro sobre a realidade escolar. Para a professora doutora, essa será uma forma inovadora e democrática de apresentar e consolidar novas possibilidades para o enfrentamento dos problemas escolares.

Crédito imagem: Divulgação



Dificuldades de comportamento: onde tem início e como solucioná-las?

abril 17, 2011

Departamento de Psicologia capacita mães em um programa de intervenção pensando na prevenção de casos de dificuldades comportamentais

Edição e pauta: Beatriz Pozzobon
Reportagem: Yvi Leíse Rosa

A ideia do projeto de pesquisa do departamento de Psicologia Geral, que estuda crianças e adolescentes com dificuldade de comportamento, surgiu com o professor doutor Alex Eduardo Gallo, formado em psicologia pela Universidade Federal de São Carlos, mestre e doutor em Educação Especial pela mesma instituição. Atualmente é professor adjunto do departamento de Psicologia Geral da Universidade Estadual de Londrina (UEL).

De acordo com o professor doutor, o estudo visa capacitar mães de jovens que apresentem dificuldades de comportamento, seja por um problema de agressividade, ou ainda retração excessiva. Alex Gallo relata que o objetivo principal da pesquisa é a melhoria nas relações familiares, principalmente entre pais e filhos, visando à prevenção desses casos. “Fazemos um programa de intervenção com as mães pensando na prevenção, tipo Super Nanny*”, pontua o professor doutor. Para muitos céticos que tinham dúvidas quanto à eficiência da “incrível babá”, Alex Gallo confirma que o método é válido. Ele explica que, de acordo com análises estatísticas, os maiores influenciadores das dificuldades de comportamento são a família e a escola.

“No entanto, não é possível trabalhar no ambiente escolar pela falta de autorização”, relata o professor doutor. Ele afirma que deve-se estudar como a escola lida com os alunos que apresentam dificuldades de comportamento e o estudo deve ser feito com os professores, não com os estudantes. “Por esse motivo, as escolas, as quais muitas vezes visam somente o conteúdo acadêmico, negam as atividades”, diz Alex Gallo. O professor conta que procurou colégios particulares e estaduais e não obteve respostas positivas. “Infelizmente, o governo não dá nenhum incentivo. O Ministério da Educação (MEC) incentivou para capacitar os professores, apenas.” afirma.

Na UEL, o projeto é realizado desde o segundo semestre de 2010, e conta com a participação dos alunos do 3º e 4º ano de psicologia, juntamente com o professor idealizador da pesquisa. No ano passado, o trabalho foi feito com um grupo de 27 mães que frequentavam sozinhas as atividades. A proposta para o ano de 2011 é trazer as mães e seus filhos para assim poder observar e estudar melhor a convivência familiar e apontar possíveis dificuldades. “Fizemos pesquisas com as mães durante e ao final do projeto e foi possível ver uma melhora nas práticas parentais e melhora no stress das mães” relata o professor doutor sobre os resultados obtidos no projeto.

O estudo é feito com crianças e adolescentes agressivos e retraídos. “Para criança tudo está bom, tudo está fácil. Já os adolescentes se rebelam mais e exigem mais de seus pais”, diz Alex Gallo. “Vale lembrar que o papel dos pais é fundamental na construção de valores e que as dificuldades de comportamento vêm dos problemas decorrentes da falta da família em educar”, completa o professor doutor. Ele conta também que os empecilhos comportamentais ocorrem em qualquer classe social.

Ele relata que optou em trabalhar com as mães pelo vínculo afetivo o qual é criado desde os primeiros meses de vida da criança. “Porém, isso não elimina o pai, tios, irmãos, avós a participarem do ambiente familiar e interferirem no comportamento infantil”, convida o professor doutor Alex Gallo.

* Supernanny é um programa de televisão que foi criado por um canal da Inglaterra. A ideia deste programa é mostrar em cada capítulo ao público como impor disciplina as crianças.
Fonte: Wikipedia