Dificuldades de comportamento: onde tem início e como solucioná-las?

Departamento de Psicologia capacita mães em um programa de intervenção pensando na prevenção de casos de dificuldades comportamentais

Edição e pauta: Beatriz Pozzobon
Reportagem: Yvi Leíse Rosa

A ideia do projeto de pesquisa do departamento de Psicologia Geral, que estuda crianças e adolescentes com dificuldade de comportamento, surgiu com o professor doutor Alex Eduardo Gallo, formado em psicologia pela Universidade Federal de São Carlos, mestre e doutor em Educação Especial pela mesma instituição. Atualmente é professor adjunto do departamento de Psicologia Geral da Universidade Estadual de Londrina (UEL).

De acordo com o professor doutor, o estudo visa capacitar mães de jovens que apresentem dificuldades de comportamento, seja por um problema de agressividade, ou ainda retração excessiva. Alex Gallo relata que o objetivo principal da pesquisa é a melhoria nas relações familiares, principalmente entre pais e filhos, visando à prevenção desses casos. “Fazemos um programa de intervenção com as mães pensando na prevenção, tipo Super Nanny*”, pontua o professor doutor. Para muitos céticos que tinham dúvidas quanto à eficiência da “incrível babá”, Alex Gallo confirma que o método é válido. Ele explica que, de acordo com análises estatísticas, os maiores influenciadores das dificuldades de comportamento são a família e a escola.

“No entanto, não é possível trabalhar no ambiente escolar pela falta de autorização”, relata o professor doutor. Ele afirma que deve-se estudar como a escola lida com os alunos que apresentam dificuldades de comportamento e o estudo deve ser feito com os professores, não com os estudantes. “Por esse motivo, as escolas, as quais muitas vezes visam somente o conteúdo acadêmico, negam as atividades”, diz Alex Gallo. O professor conta que procurou colégios particulares e estaduais e não obteve respostas positivas. “Infelizmente, o governo não dá nenhum incentivo. O Ministério da Educação (MEC) incentivou para capacitar os professores, apenas.” afirma.

Na UEL, o projeto é realizado desde o segundo semestre de 2010, e conta com a participação dos alunos do 3º e 4º ano de psicologia, juntamente com o professor idealizador da pesquisa. No ano passado, o trabalho foi feito com um grupo de 27 mães que frequentavam sozinhas as atividades. A proposta para o ano de 2011 é trazer as mães e seus filhos para assim poder observar e estudar melhor a convivência familiar e apontar possíveis dificuldades. “Fizemos pesquisas com as mães durante e ao final do projeto e foi possível ver uma melhora nas práticas parentais e melhora no stress das mães” relata o professor doutor sobre os resultados obtidos no projeto.

O estudo é feito com crianças e adolescentes agressivos e retraídos. “Para criança tudo está bom, tudo está fácil. Já os adolescentes se rebelam mais e exigem mais de seus pais”, diz Alex Gallo. “Vale lembrar que o papel dos pais é fundamental na construção de valores e que as dificuldades de comportamento vêm dos problemas decorrentes da falta da família em educar”, completa o professor doutor. Ele conta também que os empecilhos comportamentais ocorrem em qualquer classe social.

Ele relata que optou em trabalhar com as mães pelo vínculo afetivo o qual é criado desde os primeiros meses de vida da criança. “Porém, isso não elimina o pai, tios, irmãos, avós a participarem do ambiente familiar e interferirem no comportamento infantil”, convida o professor doutor Alex Gallo.

* Supernanny é um programa de televisão que foi criado por um canal da Inglaterra. A ideia deste programa é mostrar em cada capítulo ao público como impor disciplina as crianças.
Fonte: Wikipedia

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