Iniciativa contribui na formação de profissionais mais competitivos

Projeto de pesquisa visa encontrar as necessidades das indústrias de confecção em relação à representação gráfica e propor possíveis mudanças nas ementas do curso Design de moda

Pauta e Edição: Paola Moraes
Reportagem: Vanessa Tolentino

Segundo matéria de Alexa Salomão para a revista Exame*, qualquer empresa preza por um profissional qualificado. Algumas vêem no investimento para treinar seus funcionários a saída para garantir o capital humano que precisam, porém esses investimentos podem custar caro para essas empresas. Por isso, quanto mais qualificação e conhecimento o estudante adquirir em seus anos de graduação mais competitivo ele estará no mercado de trabalho.

Preocupada com aquilo que se vem ensinando na graduação e com o que o mercado procura em seus candidatos, a professora do curso de Design de moda da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Paula da Silva Hatadani, coordena um projeto de pesquisa que visa identificar quais são as necessidades das indústrias de confecção de Londrina e região a respeito da representação gráfica. Com os resultados, ela pretende verificar se a ementa de desenho do curso e a literatura especializada estão de acordo com aquilo que o mercado precisa.

A professora, que é graduada em Estilismo em moda pela UEL, coordenadora de estágio na mesma instituição e atualmente é mestranda na Universidade Estadual Paulista, percebeu o problema dialogando com alguns empresários da região e decidiu criar o projeto e utilizá-lo como tese de mestrado. “Sempre quando eu visito as indústrias, os empresários me dão um feedback apontando o que pode melhorar. Foi pela minha experiência na UEL e na coordenação de estágio que decidi fazer o mestrado sobre isso” explicou Paula Hatadani.

A captação das respostas pelas empresas ainda está acontecendo. Segundo a professora responsável houve uma primeira fase, na qual foi aplicado um questionário, apenas como teste.   Nesse resultado ela verificou que havia muitos erros nas respostas dadas pela empresa. Com isso, o modo de se obter as informações foi mudado, e atualmente é utilizado um protocolo de pesquisa. “É quase como um questionário, porém é mais aberto, pois ele me dá possibilidade de mostrar imagens, explicar aquilo que não foi entendido e acompanhar de perto as respostas dadas pelas empresas” esclareceu a entrevistada.

A pesquisa é feita com cinco empresas, no entanto, foram tabulados os dados de apenas três, mas já foi possível detectar diferenças entre as ementas e as necessidades das empresas. Segundo a coordenadora do projeto, não havia na ementa de nenhuma disciplina do curso o ensino do software CorelDRAW, um programa de desenho para design gráfico**. Por meio de sua experiência, Paula Hatadani já sabia que o uso do software era constante nas indústrias e confirmou isso quando iniciou o projeto, em janeiro de 2010. Então, no fim desse mesmo ano houve uma reformulação nas ementas e a professora inseriu o ensino do software, tão importante para a profissão.

A mestranda pretende defender sua dissertação até setembro, mas prorrogou o projeto até o final de 2012.  “O projeto irá continuar para que os alunos tenham oportunidade de trabalhar mais nele e disseminar as informações encontradas” concluiu.

*SALOMÃO, Alexa. O preço da ignorância. Exame, São Paulo, 29 set 2006. Disponível em: < http://exame.abril.com.br/revista-exame/edicoes/0877/noticias/o-preco-da-ignorancia-m0111778&gt;.

**fonte: Wikipédia

Foto: http://www.sfiec.org.br/portalv2/sites/fiec-onlinev2/home.php?st=exibeConteudo&conteudo_id=35698


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