Edição 120

junho 20, 2011

Para fazer o download da edição 120 do Conexão Ciência, clique no link abaixo:

http://www.4shared.com/document/zNtUDZOT/Conexo_Cincia_-_18_de_junho_de.html?


Iniciativa ajuda pacientes com o diagnóstico de Transtorno Bipolar

junho 20, 2011

Projeto do departamento de Psicologia da UEL utiliza a terapia em grupo para o tratamento de pacientes bipolares

Pauta: Claudia Yukari Hirafuji 
Edição: Paola Moraes 
Reportagem: Vanessa Tolentino 

A professora doutora Maria Rita Zoega Soares* coordena o projeto “Intervenção psicológica em grupo para o tratamento de pacientes bipolares”, iniciado em abril deste ano, que visa o tratamento de pacientes divididos em grupos, que estão sendo atendidos ou na fila de espera do Hospital das Clínicas, diagnosticados com Transtorno Bipolar.

Conexão Ciência: O que é o Transtorno Bipolar do Humor?
Profª. Drª. Maria Rita Zoega Soares:
 O Transtorno do Humor é uma condição psiquiátrica que consiste em um conjunto de sinais e sintomas persistentes por semanas ou meses e representam uma mudança marcante do desempenho comportamental do indivíduo, que tende a recorrer de forma habitual ou cíclica. A bipolaridade é caracterizada por episódios de mania e depressão e as alterações do humor geralmente levam ao comprometimento social, interpessoal e ocupacional.

Conexão Ciência: Quais são as causas?
Profª. Drª. Maria Rita Zoega Soares:
 As causas ainda não estão bem identificadas. Nós suspeitamos de hereditariedade, pois percebemos que a maioria dos pacientes possui outros casos na família.
Mas também observamos que algumas vezes o indivíduo apresenta a bipolaridade logo depois de passar por condições estressantes, como a morte de um ente querido, perda de um emprego, uma separação conjugal. Essas situações podem fazer com que uma pessoa que já apresenta uma pré-disposição à doença sinta os sintomas do transtorno.

Conexão Ciência: Como se manifesta?
Profª. Drª. Maria Rita Zoega Soares:
 Por um lado na fase de depressão, quando a pessoa não quer sair de casa, se recusa a comer, dorme a maior parte do tempo, apresenta falta de motivação pra desenvolver atividades. Por outro lado a fase da agitação, ou mania. Nesta fase, pode ser que a pessoa comece a gastar seu dinheiro sem limites, se envolver com jogos de azar, ter um aumento do desejo sexual. Então, depende da fase em que a pessoa se encontra.

Conexão Ciência: Quais são os possíveis tratamentos?
Profª. Drª. Maria Rita Zoega Soares:
 Atualmente o que tem demonstrado maior eficácia é a junção do tratamento farmacológico com o tratamento psicológico.

Conexão Ciência: Em que consiste o projeto?
Profª. Drª. Maria Rita Zoega Soares:
 O projeto é um grupo de atendimento psicoeducativo. Então, nós atendemos pacientes do Hospital das Clínicas que têm o diagnóstico de bipolaridade. Esses pacientes são atendidos em grupos, em 16 sessões. Em cada grupo nós trabalhamos tanto o conhecimento da doença, como do tratamento.

Conexão Ciência: Qual o objetivo?
Profª. Drª. Maria Rita Zoega Soares:
 O objetivo é que o paciente possa compreender melhor a doença e o tratamento. Assim, ele tem uma maior adesão e acaba colaborando mais com os profissionais que o atendem.

Conexão Ciência: Como foi feita a escolha das pessoas que participam do projeto?  Profª. Drª. Maria Rita Zoega Soares: Foram pessoas encaminhadas pelos psiquiatras do Hospital das Clínicas, tanto pacientes que estavam em atendimento como aqueles que estavam na fila de espera. São pessoas que estão em uma fase de estabilidade, ou seja, não estãoem crise. Nem muito em fase maníaca nem muitoem depressão. Por estarem nessa fase de estabilidade elas podem se organizar melhor e participar mais ativamente do grupo. Então, elas foram diagnosticadas pelos psiquiatras e encaminhadas. A partir desse encaminhamento elas participaram de uma série de testes para verificarmos se estavam em condições de participar do grupo.

Conexão Ciência: Quais são os benefícios da terapia em grupo?
Profª. Drª. Maria Rita Zoega Soares:
 O grande benefício é quando os pacientes percebem que existem outras pessoas que passam pelas mesmas situações vividas por eles. Eles compreendem melhor a doença e aderem mais facilmente ao tratamento. Além disso, um serve de modelo para o outro. Um paciente que volta a realizar certas atividades, que passa a compreender melhor o problema, pode servir de modelo para aquele outro que participa do mesmo grupo. E sabemos que a aprendizagem interpares é a mais rápida e efetiva que existe. Duas pessoas que vivem a mesma situação conversando, pode ser mais efetivo do que um profissional conversando com um paciente.

Conexão Ciência: Quais são os resultados esperados e os já observados?
Profª. Drª. Maria Rita Zoega Soares:
 O que podemos observar é que os pacientes já conseguem entender uma situação de risco. Eles conseguem perceber o próprio comportamento e talvez evitar entrar em uma crise. Há também uma maior adesão ao tratamento, eles procuram não faltar às consultas. E nós esperamos que esse tipo de trabalho venha auxiliar os pacientes e até mesmo os profissionais que estão atuando.

Conexão Ciência: Vocês já fazem ou pretendem fazer algum trabalho com os familiares desses pacientes?
Profª. Drª. Maria Rita Zoega Soares: Por enquanto os familiares ainda não foram incluídos. Mas é um objetivo do projeto incluir futuramente a participação familiar. Para que esses entendam melhor a doença e o tratamento. Até porque com o apoio e o entendimento da família o paciente se sente mais a vontade no convívio.
Mesmo indiretamente, se esses pacientes têm as crises diminuídas ou mais espaçadas, o relacionamento com a família pode se tornar melhor e mais harmônico.

Haverá  publicações com os resultados?
Profª. Drª. Maria Rita Zoega Soares:
 Sim, é um projeto de pesquisa e há aluno de mestrado envolvido, também dois residentes da psiquiatria. Nós temos programado a publicação de um livro para o próximo semestre, além de artigos científicos com os dados das avaliações que foram aplicadas.

*Possui graduação em Psicologia pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), mestrado em Educação pela mesma instituição e doutoradoem Psicologia Escolare do Desenvolvimento Humano pela Universidade de São Paulo (USP). Elaborou dissertação e tese na área de Psicologia da Saúde e desenvolveu pós-doutorado em Psicologia da Saúde na Universidade de Valencia – Espanha.

Crédito da Foto: Vanessa Tolentino


5º Conpef é realizado na UEL

junho 20, 2011

A quinta edição do evento discutiu principalmente a organização curricular e tratou também de assuntos como bullying e violência na escola

 

Edição: Paola Moraes
Pauta: Claudia Hirafui
Reportagem: Yudson Koga

O 5º Congresso Norte Paranaense de Educação Física Escolar (Conpef) ocorreu do dia 31 de maio a 03 de junho. O evento foi promovido pelo Laboratório de Pesquisaem Educação Física(LaPEF) e pelo Departamento de Estudos do Movimento Humano da Universidade Estadual de Londrina (UEL), em parceria com o Programa de Mestrado em Educação do Departamento de Educação, Comunicação e Artes (CECA).

O que se discutiu nessa quinta edição do congresso foi a organização curricular para ensino da Educação Física, “um tema muito importante e pouco discutido”, expõe o coordenador geral José Augusto Victoria Palma, graduadoem Educação Físicana UEL e com doutorado e mestrado tambémem Educação Físicapela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP).

O evento foi organizado com palestras, conferências, mesas redondas, cursos-oficinas e apresentações de trabalhos, socializando conhecimentos a respeito do tema debatido. Segundo o professor doutor José Augusto Palma, já há bastante estudo sendo desenvolvido e publicado a respeito da organização curricular. Porém, nem todas essas publicações chegam ao professor que está na escola: “A nossa intenção é fazer com que essas produções cheguem ao professor. As produções existem, são feitas e financiadas, mas os professores têm pouco acesso a elas. É o grande problema nosso hoje.”.

O coordenador geral do evento, Prof. Dr. José Augusto Victoria Palma

As oficinas, propostas e ministradas por professores atuantes em sala de aula, discutiram desde a questão técnica docente, sua formação e a violência na escola e como isso interfere na organização curricular, não só na disciplina de Educação Física, mas na dinâmica de toda a escola. Assim, a construção de regras no interior da escola e a forma de encarar, perceber e resolver conflitos em situações de aula foram temas abordados que, segundo João Augusto Palma, atraíram outros profissionais, não ligados à Educação Física: “São cursos que têm uma projeção e dimensão bastante ampla, não ficando restrito à Educação Física. Por isso nós tivemos docentes inscritos que não são dessa área, mas que se interessaram pelas temáticas dos cursos e das palestras.”

Dos 84 trabalhos inscritos, 20 foram no formato de cartazes e pôsteres, e os demais na forma de comunicação oral. “Esse panorama nos revela que o professor quer falar e expressar aquilo que está  produzindo. Em outros eventos, os trabalhos em comunicação oral são em menor quantidade do que os cartazes, mas no nosso foi o contrário.” afirma o coordenador, completando ainda que foram apresentados trabalhos de conclusão de curso de graduação e teses de doutorado, mostrando que o congresso tem uma intensidade e profundidade científica muito interessante.

A respeito do número de participantes, José Palma responde: “Foram mais de 300 inscritos nesse congresso, com um elevado número de professores de Educação Física. Tivemos sim estudantes de graduação, mas a maioria foi de profissionais já graduados, o que avaliamos como uma resposta positiva do congresso.”

De acordo com ele, o estudo da organização curricular é muito importante, pois os professores de Educação Física estão passando por uma reformulação grande na educação nacional. “Em grande parcela das universidades públicas nós temos formações distintasem Educação Física. Existegraduação, licenciatura e bacharelado. Na UEL, esses cursos têm entradas e currículos diferentes.” explica o professor doutor. Dessa forma, quem entra para o curso de licenciatura tem o curso voltado para a preparação e formação dessa área. “Um grande número desses profissionais já estão sendo formados. Eles estão no mercado de trabalho e queremos saber como essa preparação específica repercute hoje na docência.”, finaliza.

Os participantes do Congresso em oficina dentro do ginágio de esportes

O 5º Conpef foi financiado pela Fundação Araucária e apoiado pela Prefeitura Municipal de Ibiporã, gráfica UEL, Pró-Reitoria de Extensão (Proex) e Centro de Educação Física e Esporte (CEFE). Também contou com a ajuda do Centro de Ciências Humanas (CCH) no empréstimo dos auditórios. Foram feitas duas produções: um caderno com os resumos de todos os trabalhos apresentados e um Anais em CD-Rom com artigos.

Crédito das fotos: Yudson Koga


Curso gratuito cria oportunidades para deficientes visuais

junho 20, 2011

Com a utilização de softwares específicos, pessoas com a visão afetada total ou parcialmente aprendem noções básicas de informática

Pauta: Cláudia Hirafuji
Edição: Paola Moraes
Reportagem: Fernando Bianchi

O projeto de inclusão digital ‘Noções básicas de informática e Internet para deficientes visuais’, desenvolvido pelo Departamento de Ciências Exatas da Universidade Estadual de Londrina (UEL), tem melhorado a qualidade de vida e dado oportunidades a pessoas com deficiência visual, dando-lhes condições de interagir com o mundo dos computadores por meio de softwares de leitura de dados transformados em áudio.

O treinamento, coordenado pelo professor do Centro de Ciências Exatas (CCE) Fábio Sakuray, graduado em Ciência da Computação pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) e mestre na mesma área pela Universidade Federal de São Carlos (UFSC), utiliza-se de programas que fazem a leitura das informações apresentadas na tela do computador e as transforma em fala, que chega ao usuário através de um fone de ouvido. Desta forma, o deficiente visual consegue compreender o que está sendo apresentado pelo computador e interagir com ele.

Segundo o professor Fábio Sakuray, existem em Londrina centros voltados para o aprendizado de informática básica, com o objetivo de promover inclusão digital para pessoas de baixa renda sem deficiência visual. Montados com recursos federais do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), estes Telecentros – localizados em alguns pontos da cidade de Londrina como o Terminal Urbano, a Biblioteca Central, a Agência do Trabalhador e até distritos como Lerroville – promovem cursos gratuitos semanais com carga horária total de dez horas para pessoas carentes. ”São ensinadas noções de planilhas eletrônicas, editor de textos, noções básicas de informática e outras um pouco mais técnicas como web designer, montagem e manutenção de computadores e infra-estrutura de redes”, diz o mestre. A partir destes centros já existentes, surgiu em2011 a idéia de expandir os cursos oferecidos para atender pessoas com deficiência visual, mediante utilização de softwares e computadores fornecidos pela UEL.

Conforme diz o coordenador do projeto, os computadores utilizados necessitam somente da instalação dos programas que fazem a leitura e transmissão dos dados para um fone de ouvido ou alto-falante. A partir dessas adaptações, o usuário com deficiência visual total ou parcial pode utilizar-se do teclado para digitar um texto, sendo que cada letra digitada no teclado é pronunciada em áudio para o usuário, e as palavras, quando completadas, também são pronunciadas. “Não há restrições para o uso do programa, porém existem algumas complicações, como páginas na internet que contém informações demais”, diz o entrevistado. “Estas páginas acabam por dificultar a leitura dos dados, e, por isso, procuramos utilizar web sites mais simples, como os desenvolvidos para internet móvel de celulares, que contém menos informações e figuras.” Segundo o entrevistado poucos sites, por enquanto, apresentam acessibilidade compatível com os requerimentos dos softwares.

São utilizados no projeto dois tipos de softwares, sendo um gratuito e outro tarifado. O menos utilizado é o DOSVOX (ou “voz do DOS”), software tarifado desenvolvido no Brasil pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e que é o mais popular no país para este tipo de utilização. O segundo, adotado como preferencial por ser gratuito, denomina-se NVDA (Non Visual Desktop Acess), programa desenvolvido na Austrália que possui suporte para a leitura de tela em vários idiomas, incluindo o português. Segundo Sakuray, “não há diferença significativas entre eles, e os alunos me garantiram que conseguem utilizar bem os dois tipos.”.

“O objetivo é a inclusão digital e social do indivíduo com deficiência visual, criando oportunidades para que ele possa melhorar sua renda, tendo uma atividade remunerada, a partir das noções de informática”, afirma o professor, uma vez que o mercado de trabalho cada vez mais exige conhecimento desse tipo de tecnologia.

A primeira edição do curso para deficientes visuais ocorreu entre os dias 11 e 13 de maio, em um dos laboratórios de informática do Departamento de Computação localizado no CCE da UEL. Já existe uma segunda turma programada para os dias11 a15 de julho deste ano. As inscrições podem ser feitas sem custo pelo telefone do Departamento de Computação, 3371-5856.

Crédito da foto: Agência UEL


Projeto questiona influência da religião no trabalho de assistentes sociais

junho 20, 2011

Motivos que levam pessoas a procurarem as Igrejas Pentecostais e como sua ideologia afeta os profissionais da área de Serviço Social são temas para pesquisa na UEL

Pauta: Cláudia Hirafuji
Edição: Paola Moraes
Reportagem: Ana Carolina Ferezini 

 

Após observar o comportamento de seus alunos com relação à religiosidade, a professora do curso de Serviço Social da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Claudia Neves da Silva resolveu iniciar um projeto de pesquisa com o objetivo de entender os motivos que levam as pessoas a procurarem as Igrejas Pentecostais, a influência que a religião tem sobre elas e, principalmente, como ela afeta os profissionais da área de Serviço Social.

 

“As Igrejas Pentecostais têm como base a cura e a libertação das forças malignas, a benção do Espírito Santo, a emoção e a subjetividade. Diferente das igrejas Neo-Pentecostais que têm como ideologia a ideia da prosperidade, da barganha, ou seja, em troca da fé e do dízimo, os fiéis esperam que Deus lhe dê aquilo que desejam.”, explica Claudia Neves, graduadaem Serviço Sociale Ciências Sociais pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), mestre e doutora em História pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP)

 

A professora conta que ao participar do Conselho Municipal de Assistência Social da cidade de Londrina, reparou que havia muitos pastores presentes, e percebeu a dificuldade que eles tinham em aceitar as políticas de Assistência Social. A partir disso, a doutora passou a relacionar o comportamento desses líderes das Igrejas Pentecostais com o de seus alunos. “Pude notar em muitas moças e rapazes, não só estudantes de Serviço Social, mas de outros cursos também, tanto pelo modo de se vestirem, quanto pelos cabelos e na fala, a religiosidade que eles transmitem.”, pontua Cláudia Neves.

 

Essa pesquisa visa, principalmente, verificar se a religião influencia os assistentes sociais no âmbito de suas funções profissionais. “Imagine uma assistente social que trabalha em um hospital e recebe o caso de uma jovem que foi estuprada ou está correndo risco de vida. Nesses casos o aborto é garantido por lei, mas a assistente alega que é contra as leis de Deus. Como fica isso? Uma coisa é você ter uma religião, outra coisa são os direitos sociais, que nós, assistentes sociais, devemos garantir.” exemplifica a professora.

 

Segundo a coordenadora, o projeto de pesquisa é realizado em etapas, envolvendo alunos do curso de Serviço Social da UEL. O processo, descreve Claudia Neves, começa com a observação dos fiéis e sua participação durante as pregações dos pastores, finalizando com entrevistas a alunos participantes do projeto e também de pessoas que fazem parte das igrejas selecionadas. A seleção das igrejas foi realizada pelos próprios alunos, deixando-os livres para escolher, já que as ideologias pregadas por elas são muito parecidas.

 

Com algumas entrevistas já realizadas, a coordenadora do projeto apresenta resultados parciais que demonstram que o principal motivo que leva as pessoas a procurarem as Igrejas Pentecostais: a questão da sociabilidade, da afetividade. “Vivemos em uma sociedade extremamente consumista e individualista. É cada um por si. E onde fica a questão da amizade? Essa é a resposta que eu tenho recebido ‘lá eu tenho amigos de verdade. ’” afirma a professora doutora. “A religião possibilita respostas para o inexplicável. A doença, a dor, a morte, ela dá um conforto, uma resposta dando um objetivo para a vida daqueles que acreditam.”, conclui.

 

Claudia Neves relata que o projeto se encontra em fase de finalização, o qual consiste na realização de entrevistas com os alunos. Somente após o término das mesmas, resultados finais poderão ser determinados. Dessa forma, a professora não pôde afirmar de forma precisa, como se dá a relação entre a religião e o assistente social.

Crédito da foto: Ana Carolina Ferezini


Edição 119

junho 13, 2011

Para fazer o download da edição 119 do Conexão Ciência, clique no link abaixo:

http://www.4shared.com/document/Q63zClJT/Conexo_Cincia_-_12_de_junho_de.html?


Orquídeas no campus

junho 12, 2011

Projeto de extensão utiliza tecnologia avançada de germinação de sementes

"Temos quase que uma biofábrica de orquídeas, onde são desenvolvidos trabalhos de iniciação cientifica, de mestrado e de doutorado", afirma o professor doutor Ricardo de Faria.

Edição: Beatriz Pozzobon
Pauta: Cláudia Yukari Hirafuji
Reportagem: Roberto Alves

O projeto de extensão “Programa de atendimento à sociedade – cursos de produção de orquídeas, plantas ornamentais e paisagismo para produtores rurais e pessoas interessadas nesse agronegócio” tem por objetivo capacitar produtores rurais e pessoas interessadas no agronegócio de produção de orquídeas como alternativa de renda e diversificação de produtos naturais. O projeto foi desenvolvido pelo professor e engenheiro agrônomo Ricardo Tadeu de Faria. Ele é possui graduação pela Faculdade de Agronomia e Zootecnia Manoel Carlos Gonçalves (FAZMCG) e é doutor em Genética e Biologia Molecular pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP).

Ricardo de Faria ministra aulas de Floricultura e Paisagismo no Centro de Ciências Agrárias (CCA) da Universidade Estadual de Londrina (UEL). Ao chegar em Londrina há mais de dez anos, teve a iniciativa de criar um projeto de floricultura e paisagismo voltado para a produção de orquídea, que é uma planta tropical existente em quase todas as partes do mundo e de fácil adaptação. Confira a entrevista.

Conexão Ciência: Quando surgiu este projeto e como vem se desenvolvendo?
Prof. Dr. Ricardo de Faria : Esse projeto se iniciou em 1997 quando vim pra UEL. Eu trabalhava com cultura de tecidos , ou seja, propagação in vitro de plantas ornamentais junto com a UNICAMP em projetos com a Holambra, e quando vim pra Londrina para trabalhar na área de floricultura e paisagismo já havia uma pequena coleção de orquídeas do técnico que até hoje trabalha conosco, o Geraldo. Então percebemos que faltavam pesquisas com orquídeas e muitas correm risco de extinção.

Conexão Ciência: O projeto tem gerado muitos benefícios?
Prof. Dr. Ricardo de Faria : Com essa técnica que desenvolvemos na UEL desde 1997, temos quase que uma biofábrica de orquídeas, onde são desenvolvidos trabalhos de iniciação cientifica, de mestrado, doutorado visando então a preservação das orquídeas brasileiras e também a criação de novos híbridos.

Conexão Ciência: A produção de orquídeas é um ramo lucrativo?
Prof. Dr. Ricardo de Faria : O mercado de orquídeas movimenta mais de 30 milhões de dólares no mundo e o Brasil com o grande potencial que tem, participa do mercado com apenas 0,5 %. Então nós acreditamos que a orquídea seria uma forma de produção de renda na agricultura familiar, já que seria possível ao produtor uma alta lucratividade em pequenas áreas e inclusive temos trabalhado bastante para que tenhamos o CEASA de flores aqui em Londrina, por que daí o produtor alem de ter toda a tecnologia para a produção, ele também o local para a comercialização.

Conexão Ciência: Quais são os benefícios para a natureza?
Prof. Dr. Ricardo de Faria : As orquídeas são muito cobiçadas e muitas acabam sendo coletadas por índios ou colecionadores e por isso muitas entram em extinção. Através desse projeto nós fazemos então, a polinização artificial, obtemos as sementes e depois de um ou dois anos, quando a planta esta pronta para ser reintroduzida na natureza, nos a amarramos nas árvores tentando preservá-la no se habitat natural.

Conexão Ciência: Quais são os resultados do projeto?
Prof. Dr. Ricardo de Faria : Esse projeto tem gerado grandes resultados na área de pesquisas tais como mais de 5 teses de doutorado, mais 30 trabalhos de iniciação cientifica, além de mais de 50 trabalhos científicos publicados em revistas nacionais e internacionais.

Os interessados em participar do projeto podem buscar informações diretamente no Centro de Ciências Agrárias (CCA) da UEL, ou pelo telefone (43) 3371-4555.

Crédito foto: Roberto Alves