Shoppings inovam na arquitetura

Projeto realizado pelo departamento de Arquitetura da UEL estuda a utilização de novas tecnologias em Shoppings Center e sua função na sociedade

“A sustentabilidade tornou-se algo indispensável para os dias de hoje. Ela tornou-se um forte argumento de venda, muito explorada nas questões de marketing", pontua a professora doutora Maria Luiza Fava Grassiotto.

Edição: Karina Constancio
Pauta: Cláudia Yukari Hirafuji
Reportagem: Guilherme Vanzela

O projeto de pesquisa “A influência das novas tecnologias no planejamento e projeto de espaços comerciais” coordenado pela professora doutora Maria Luiza Fava Grassiotto, que é Graduada em Geografia pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), Mestre em Estruturas Ambientais Urbanas pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU – USP) e Doutora em Arquitetura e Urbanismo também pela FAU – USP, estuda a aplicação de novas tecnologias na construção de ambientes comercias. A pesquisa analisa cinco lugares pré-determinados, são eles: o Shopping Iguatemi, o Shopping Cidade Jardim, o Shopping Tatuapé, o Shopping Parque Dom Pedro e o Catuaí Shopping Center.

Maria Luiza Grassioto explica que os lugares foram escolhidos por serem propícios para o estudo de novas tecnologias, já que realizam, constantemente, altos investimentos em reformas e remodelamentos, e, para isso, utilizam tecnologias de ponta. “Os shoppings foram escolhidos no estudo devido ao alto investimento neles realizado, eles tem condições de experimentar e incorporar novas tecnologias; e isto acaba por ajudar no desenvolvimento científico,” coloca a coordenadora do projeto.

Segundo a professora doutora, os shoppings Center devem buscar sempre se adequar às novas tendências. Para Maria Luiza Grassioto a sustentabilidade retrata bem uma destas tendências. “A sustentabilidade tornou-se algo indispensável para os dias de hoje. Ela tornou-se um forte argumento de venda, muito explorada nas questões de marketing”. A Doutora citou algumas das mudanças decorrentes desta nova perspectiva. Entre elas está a perspectiva de manter árvores no ambiente e a utilização de estruturas metálicas ao invés das de concreto.

Ao ser indagada se com constantes reformas os shoppings não poderiam perder seu valor histórico, a professora fez a ponderação de que eles, ao contrário de outras construções, não devem estar atrelados a tal valor. “O shopping representa a modernidade e ela está sempre se alterando. Ele deve estar sempre se readequando, tentando incorporar as necessidades do consumidor, para não caírem no ostracismo”.

De acordo com a professora doutora, os shoppings, atualmente, deixaram de ser um local exclusivo de compras. “Hoje o atrativo do shopping não é só a compra, ela deixou de ser prioridade. Daí a necessidade de buscar inovações, para fazer com que as pessoas sintam-se a vontade no ambiente, e, em conseqüência, também comprem e consumam coisas, para ele não deixar de ser economicamente viável”. A professora doutora, em seu estudo, comparou o Shopping a uma praça, sendo um ponto de encontro e entretenimento para as pessoas. “Daí a importância em estudá-lo, já que é de grande importância para toda sociedade e reflete as novas tendências”, concluiu a professora doutora Maria Luiza Fava Grassiotto.

Crédito foto: Guilherme Vanzela

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