Projeto analisa a qualidade do Lago Igapó de Londrina

Estudantes de biomedicina realizam a pesquisa com o intuito de monitorar as águas que são utilizadas para fins recreacionais 

O projeto busca avaliar a qualidade microbiológica do Lago Igapó de Londrina

 

Pauta: Claudia Yukari Hirafuji
Reportagem: Flávia Cheganças
Edição: Karina Constancio

“O objetivo do projeto é avaliar a qualidade microbiológica do Lago Igapó de Londrina. Fazendo a identificação tanto de coliformes totais, quanto fecais. Tendo como foco a bactéria Erecherichia coli, pois ela é indicadora do índice de contaminação da água.” Este é o enfoque do trabalho realizado no laboratório de Bacteriologia da Universidade Estadual de Londrina (UEL), pelos alunos Nicole Ribeiro de Lima e Paulo Alfonso Schuroff, ambos alunos do segundo ano da graduação de Biomedicina. Eles são orientados pela professora e coordenadora do projeto, Dra. Jacinta Sanchez Pelayo, que possui graduação em Ciências Biológicas, mestrado em Ciências de Alimentos pela UEL, doutorado em Ciências Biológicas (Microbiologia) pela Universidade de São Paulo (USP).

O lago Igapó, que foi criado em Londrina em 10 de Dezembro de 1959, é um reservatório artificial e pode ser utilizado para atividades recreacionais. “A partir disso, a pesquisa, que teve início em março de 2011 e tem término marcado para agosto de 2012, vai classificar a água como própria ou imprópria para a recreação”, afirma a estudante Nicole de Lima.

Além disso, a coordenadora Jacinta Pelayo afirma que a iniciativa de projetos como esse começaram há uns 14 anos, quando o lago ainda não tinha sido divido em 4 partes. “Naquela época o lago já mostrava problemas, pois havia um mau cheiro e a água estava turva. Acreditava-se que as casas e chácaras que tinham ali por perto jogavam esgoto mal tratado nele. Sendo assim em 1996 teve até que ser feito o esvaziamento do Igapó para saber de onde estava vindo a contaminação. Foi nessa época que eu comecei a fazer a avaliação, coletando várias amostras de bactérias que poderiam ser prejudiciais para as pessoas e animais, como peixes”, explica a professora doutora.

Segundo os estudantes, os resultados obtidos até agora mostram que a quantidade de coliformes fecais se encontra em quantidade variada e a expectativa é que os valores de contaminação continuem aumentando, pois no verão há maiores índices de chuvas. “Até setembro, o nível de coliformes estava dentro de padrões para o contato primário, como natação e para o contato secundário, como a navegação e pesca. Esse aumento de contaminação pode ser explicado pela chuva que ocorreu em outubro, em que o índice de coliformes se mostrou acima do permitido, considerando a água do lago imprópria para o contato primário”, afirma o estudante Paulo Alfonso.

“Nós pegamos no mínimo um ano de análise, para poder avaliar a água em todas as estações. O Lago Igapó não tem uma quantidade grande de mata ciliar, portanto, em época de chuva, não tem terra e nem árvores para a água ser absorvida e ir para o lençol freático. Além do alagamento, isso contribui para o aumento de coliformes fecais”, revela Jacinta Pelayo.

Além disso, de acordo com a estudante Nicole de Lima, a maior contaminação acontece no Lago 4, pois quem o freqüenta são crianças de classes mais baixa, e portanto, de mais difícil conscientização. “Por mais que nós falemos que a água é imprópria, eles continuam sendo o principal público de contaminação”, conta Nicole.

A professora doutora também alerta que não deveria ser permitida a pesca nos lagos, pois algumas águas são consideras próprias, porém dentro do limite mínimo de contaminação permitido, o que pode variar rapidamente de acordo com as chuvas, se tornando impróprias para a pesca.

Jacynta Pelayo afirma também que, devido a outros problemas, como os casos de dengue que estão acontecendo em Londrina, faltam pessoas e carros para fazer a vigilância dos lagos e que a conscientização da população está sendo feito apenas através de matérias veiculadas em jornais e de apresentações em Congressos.

“A análise da qualidade microbiológica dessas águas é de extrema importância, pois fornece dados à sociedade sobre o grau de contaminação a que está sujeita, podendo, desse modo evitar o surto de várias enfermidades.”, conclui a estudante de biomedicina Nicole Ribeiro de Lima.

Crédito foto: Imagem Google – Lago Igapó

 

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