Alunos de Relações Públicas desenvolvem projeto no Colégio Aplicação

outubro 2, 2011
Em conjunto com o NEAA, alunos desenvolvem trabalho de conclusão de curso através de histórias infantis contadas para alunos da primeira série
Na foto, a estudante de Relações Públicas, Amanda Favoretto, conta às crianças história infantil sobre a cultura africana.

Edição: Beatriz Pozzobon
Pauta: Cláudia Hirafuji
Reportagem: Pamela Oliveira 

O Conexão Ciência desta semana conversou com a aluna Alana Nogueira Volpato, do quarto ano de Relações Públicas da Universidade Estadual de Londrina (UEL), sobre o projeto “Lê uma historinha pra mim”. Ela, junto ao seu grupo, formado por Amanda Vieira Favoretto e Alessandro Marques, desenvolveu seu trabalho de conclusão de curso sobre Comunicação Pública. Segundo Alana Volpato, o projeto aprovado pelo Núcleo de Estudos Afro-Asiáticos (NEAA) da UEL visa divulgar às crianças, de maneira lúdica, a cultura negra. O projeto se desenvolveu durante quatro encontros, em que foram contadas histórias que trazem marcas da cultura africana.

Conexão Ciência: Por que decidiram desenvolver esse projeto?
Alana Volpato: Comunicação pública fala, basicamente, sobre como as discussões sobre a sociedade acontecem. Discussões que envolvem tanto a sociedade quanto as empresas, o governo, as organizações em geral. A partir disso, a gente resolveu fazer um trabalho prático no Núcleo de Estudos Afro-Asiáticos (NEAA), que tem como objetivo tanto colocar em pauta a desigualdade social, como também divulgar as culturas contra-hegemônicas. Dentro do trabalho de conclusão de curso, nós criamos um “Plano de Relações Públicas”, que tem como objetivo discutir sobre a desigualdade racial, sobre racismo e divulgar a cultura negra. O projeto foi desenvolvido com a primeira série do Colégio Aplicação.

Conexão Ciência: Como surgiu a ideia de trabalhar a divulgação da cultura negra com crianças?
Alana Volpato: A ideia surgiu porque, desde 2003, existe a lei 10.639/03, que inclui o ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana nas grades curriculares do Ensino Fundamental e Médio. Mas, até hoje poucas escolas conseguiram aplicar a lei efetivamente. Até por falta de iniciativa e de saber como inserir esse conteúdo. O que tentamos fazer é dar uma ideia de como trazer um pouco da cultura negra para as crianças. Assim, escolhemos a primeira série porque eles têm um conteúdo mais maleável e uma programação menos definida, além de serem bem pequenos e mais abertos às novidades.

Conexão Ciência: Como é realizado o projeto “Lê uma historinha pra mim”?
Alana Volpato: Nós ensinamos contando histórias para eles. O NEAA tem uma biblioteca específica sobre a cultura africana e pudemos encontrar vários livros com histórias e mitos africanos infantis. Na primeira visita, contamos uma história sobre um escravo que foi liberto e, mesmo tendo sido escravo e pobre, ele conseguia construir coisas lindas. A história serviu para explicar que no Brasil tem gente colorida, diferente e como surgiram essas diferenças, além de mostrar que todos são capazes de construir coisas bonitas. Depois das histórias, nós sempre fazemos uma atividade. Nesse caso, nós fizemos a casa do escravo, uma casa de papelão que era feia e eles teriam que deixá-la bonita. Buscamos fazer algo lúdico depois das histórias.

Conexão Ciência: Você presenciou alguma experiência interessante durante os encontros?
Alana Volpato: Uma coisa que reparei foi quando perguntamos a eles quais locais “conheciam”, eles respondiam Alemanha, Itália, Estados Unidos, Inglaterra e só um aluno mencionou a África. Hoje, se entrarmos na sala e fazemos a mesma pergunta, eles respondem em coro “África”. Eles desconheciam completamente, pois é algo que não está tão em evidencia na mídia quanto outros países e continentes.

Conexão Ciência: Vocês realizarão o projeto com outras turmas?
Alan Volpato: Sim, na próxima semana começamos o mesmo trabalho com uma turma da primeira série do período vespertino.

Conexão Ciência: Quais os resultados do projeto?
Alana Volpato: Achei muito bom. Eles ficam muito animados quando a gente chega, perguntam sobre a próxima visita. E foi interessante nossa abordagem, pois nós conseguimos falar da África de um modo diferente, com as ilustrações dos livros, mostrando que há outras culturas a serem ensinadas.

Crédito da foto: Pamela Oliveira
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Funcionários do CEFE participam do curso de Autoestima

setembro 12, 2011
Curso de autoestima é aplicado por pedagoga para 30 funcionários do Centro de Esporte e Educação Física da UEL
 
Edição: Beatriz Pozzobon
Pauta: Cláudia Hirafuji
Reportagem:Pamela Oliveira
O Conexão Ciência conversou esta semana com a professora Maurenia Nielsen do Centro de Educação, Comunicação e Artes (CECA) da Universidade Estadual de Londrina, formada em pedagogia pela UEL. Ela é a responsavel pelo curso de autoestima no ambiente de trabalho, que está sendo aplicado aos funcionários do Centro de Esporte e Educação Física (CEFE), totalizando um número de 30 pessoas.

O curso é ofertado desde 2006 nos diversos departamentos da UEL, coordenado pela Divisão de Acompanhamento e Treinamento (DAT) e pela Pró-Reitoria de Recursos Humanos (PRORH). O curso visa despertar nos funcionários a idéia de que, para uma vida mais saudável e tranquila, é necessário estar bem consigo mesmo.

Conexão Ciência: O que é o curso de autoestima no ambiente de trabalho?
Profa. Maurenia Nielsen: É um curso que busca resgatar e subsidiar as pessoas para que elas se cuidem e se conheçam. Criei o curso, pois, convivendo com outros colegas – professores e alunos – percebi que as pessoas têm dificuldade de lidar com esse lado emocional e psicológico. Por conta disso, se atrapalham no ambiente de trabalho, passando a dizer que os outros estão errados, mas esquecem de olhar dentro de si mesmo para verem o que é que está errado e que pode incomodar outras pessoas.

Conexã Ciência: Como é realizado o curso de autoestima?
Profa. Maurenia Nielsen: No curso eu trabalho com dinâmicas, brincadeiras, apresento slides e conceitos de outros autores, para que as pessoas possam entender a autoestima de forma concreta. Eu tento trazer para os momentos do dia-a-dia, para que eles compreendam mais facilmente a idéia que eu quero passar. Em locais de bastante espaço, como o HU, por exemplo, vamos para o ar livre e fazemos atividades lúdicas, para explicar o conteúdo. Depois conceituo com algum autor, trazendo a teoria. Faço uma retrospectiva tentando fazer com que olhem para si mesmos e descubram o que é que fazem de bom para si e para os outros.

Conexão Ciência: Qual o perfil das pessoas que procuram este curso?
Profa. Maurenia Nielsen: Na UEL temos os funcionários que precisam preencher suas horas de cursos requeridas pela própria universidade, assim como os alunos, então eles procuram este curso. Também observo que há aqueles que estão buscando conhecer a si mesmo. Normalmente há pessoas que estão magoadas, insatisfeitas com o trabalho, pensando que há problemas. A idade varia desde 20 anos até mais de 60. É bem diversificado.

Conexão Ciência: Como é trabalhada a autoestima no ambiente profissional?
Profa. Maurenia Nielsen: As pessoas acreditam que, para ter boa autoestima, o local de trabalho tem de ser maravilhoso. Porém, é necessário entender que uma boa autoestima tem a ver com a própria pessoa, pois é você quem precisa estar bem. É você quem deve fazer o bem para que as pessoas percebam e retribuam isso.

Crédito da foto: Pamela Oliveira

Agricultura sem agrotóxicos

agosto 22, 2011
Alunos do curso de agronomia da UEL promovem conscientização ambiental e alimentar com a criação de hortas educativas 

Posto de venda na Fazenda Escola da UEL (FAZESC). Todas as sextas-feiras mulheres do assentamento de reforma agrária Iraci Salete, Alvorada do Sul – PR e integrantes da Horta comunitária Campus Verdes, Cambé – PR vendem os alimentos no Campus da UEL.

Edição: Beatriz Pozzobon
Pauta: Cláudia Yukari Hirafuji
Reportagem: Gabriel Bandeira
O projeto de extensão “Hortas educativas produzindo alimento e melhorando a qualidade de vida” tem o objetivo de incentivar a melhoria na qualidade de alimentação, assim como demonstrar a importância da relação do homem com o meio ambiente e a necessidade de sua conservação através da educação ambiental. O projeto, do departamento de Agronomia da Universidade Estadual de Londrina (UEL), é coordenado pelo professor doutor Adilson Luiz Seifert, graduado em agronomia pela UEL e possui o título de mestre e doutor em agronomia pela mesma instituição.

Conexão Ciência: Como surgiu a ideia e qual o objetivo do projeto?
Prof. Dr. Adilson Luiz Seifert: O projeto surgiu há dez anos com a professora Dra. Cristiane de Conti Medina, do departamento de Agronomia da UEL. A proposta de trabalho do projeto é a transferência de conhecimento para a construção de hortas nas quais são cultivados alimentos sem a utilização de defensivos agrícolas químicos. Isso incentiva uma alimentação mais saudável, assim como demonstra a importância da relação do homem com o meio ambiente e a necessidade de sua conservação através da educação ambiental. Os alimentos produzidos geram renda para as pessoas envolvidas. O benefício para os alunos do curso de agronomia é a possibilidade de aplicação prática da teoria aprendida em sala de aula. Promove também uma maior interação com a comunidade externa. É a retribuição do investimento que a sociedade faz na universidade.

Conexão Ciência: Onde é realizado e como é feito o trabalho?
Prof. Dr. Adilson Luiz Seifert: O projeto é desenvolvido em cinco locais: Colégio Aplicação e creche da UEL; Escola Mundo Encantado; Horta Comunitária Campus Verdes, Cambé – PR; Centro de recuperação de vidas – CARV, Londrina – PR; e assentamento de reforma agrária Iraci Salete, Alvorada do Sul – PR. As principais atividades desenvolvidas são: construção de canteiros, semeadura e plantio de hortaliças, orientação na condução e manutenção das hortas, construção de estufa para produção de mudas, produção de composto e palestras sobre temas relacionados às atividades do projeto.

Conexão Ciência: Qual é o benefício do cultivo de hortaliças sem a utilização de defensivos agrícolas químicos?
Prof. Dr. Adilson Luiz Seifert: A não utilização de defensivos agrícolas químicos segue o preceito da agroecologia. O objetivo é conscientizar as pessoas sobre a importância de praticar uma agricultura auto-sustentável, menos agressiva à natureza. A alimentação saudável é outra consequência do projeto. Todas as pessoas envolvidas no projeto, tanto crianças como adultos, entenderam que o cultivo de alimentos sem defensivos agrícolas químicos é benéfico por não agredir o meio ambiente e para a própria saúde das pessoas.

Conexão Ciência: Qual é a importância da interação do homem com o meio ambiente?
Prof. Dr. Adilson Luiz Seifert: Ao aprender passo a passo as técnicas de plantio das hortaliças, os envolvidos adquirem uma relação mais respeitosa com a natureza por entender a importância de sua preservação. Por consequência, quando essas pessoas entendem a importância e necessidade de preservação do meio ambiente, passam a divulgar a ideia e a chamar a atenção de outras pessoas para o mesmo objetivo.

Conexão Ciência: De que maneira esse projeto pode gerar renda para as pessoas envolvidas?
Prof. Dr. Adilson Luiz Seifert: As famílias ligadas à Horta Comunitária Campus Verdes, Cambé – PR e as mulheres ligadas ao assentamento de reforma agrária Iraci Salete, Alvorada do Sul – PR participam de feiras e eventos realizados pela UEL, Emater e MST para comercializar os alimentos cultivados em suas respectivas hortas. Todas as sextas-feiras é montado um posto de venda na Fazenda Escola da UEL (FAZESC). As mulheres do assentamento faturam aproximadamente R$ 300,00 e os produtores da Horta comunitária Campus Verdes por volta de R$ 150,00 por dia.

Conexão Ciência: Qual é o resultado do projeto?
Prof. Dr. Adilson Luiz Seifert: O resultado do projeto é satisfatório ao mostrar que é possível, através das atividades desenvolvidas, a interação dos alunos com a comunidade envolvida, a inclusão social e a geração de renda. No Centro de recuperação de vidas – CARV, dependentes químicos e de álcool são ressocializados e podem aproveitar o conhecimento para trabalhos ligados à agricultura. Na Horta Comunitária Campus Verdes, o objetivo é a inclusão social por meio da geração de renda obtida com a venda dos produtos. No assentamento de reforma agrária Iraci Salete, o público alvo são as mulheres porque elas não tinham fonte de renda. Apenas os homens possuíam fonte de renda.

Conexão Ciência: O projeto será publicado em alguma revista científica?
Prof. Dr. Adilson Luiz Seifert: Não será publicado em nenhuma revista científica, mas foi escolhido pela UEL para ser apresentado no 29º SEURS – Seminário de Extensão Universitária da Região Sul, que será realizado na cidade de Foz do Iguaçu – PR, entres os dias 22 à 24 de agosto de 2011.


Coleta de amostras visa garantir qualidade da água potável consumida pela população

agosto 16, 2011

Projeto do Departamento de Estatística da UEL quer garantir uma água dentro dos parâmetros exigidos pelo Ministério da Saúde

Pauta: Claudia Yukari Hirafuji
Edição: Paola Moraes
Reportagem: Fernando Bianchi

O Conexão Ciência conversou essa semana com o professor doutor Waldir Medri, do Centro de Ciências Exatas (CCE) da Universidade Estadual de Londrina (UEL) coordena o projeto “Plano de Amostragem e controle estatístico de qualidade da água na rede de distribuição”, desenvolvido no Departamento de Estatística. Graduado em Matemática pela UEL, mestre e doutor em Engenharia de Produção pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), o professor utiliza-se de métodos matemáticos para realizar fiscalizações à cerca da qualidade da água tratada que entra na rede pública de distribuição, procurando mantê-la dentro das recomendações oficiais do Ministério da Saúde.

Conexão Ciência: Como e quando surgiu o projeto de amostragem da água?
Prof. Dr. Waldir Medri: Durante quatorze anos, realizei trabalhos de acompanhamento da água para o SAMAE (Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto) da cidade de Ibiporã. Lá era realizada a coleta de amostras de água para controle de qualidade nas periferias da cidade. Em 1986, comecei a lecionar na UEL, e, logo após, realizei mestrado pela UFSC, onde apresentei o plano de amostragem como tese básica da dissertação. Os trabalhos foram publicados em revistas e congressos, tendo sua base em uma portaria do Ministério da Saúde sobre a coleta e controle de qualidade de água. Hoje, o projeto está baseado na portaria 518 de 25 de Março de 2004 do Ministério da Saúde, que atualizou os critérios para análise de água tratada.

Conexão Ciência: Como é o método de controle utilizado para determinar a qualidade da água?
Prof. Dr. Waldir Medri: O projeto foi aplicado na cidade de Ibiporã. Fizemos o mapeamento da cidade, dividindo-a em 17 setores, e, em cada setor, havia vários pontos de coleta de amostras de água. Os locais com menos concentração habitacional, portanto com menos probabilidade de água contaminada, tinham a coleta feita uma vez por mês. Assim variava: conforme o grau de contaminação, maior o número de coletas para análise durante um mês. Os locais eram escolhidos aleatoriamente por um software que proporciona a cobertura total da cidade mensalmente, sendo feita a coleta de no mínimo 56 amostras, número este estabelecido pela portaria 518 como mínimo exigido para uma cidade de 50.000 habitantes.

Conexão Ciência: Quais aspectos da água coletada são analisados?
Prof. Dr. Waldir Medri:
 São cinco os parâmetros básicos, todos eles determinados na portaria 508 do Ministério da Saúde. A quantidade de cloro na água, que deve estar entre 0,5 a 2 miligramas por litro (mg/l). O flúor, que dependendo da temperatura da água, deve estar entre 0,6 mg/l e 1,2 mg/l. O PH (potencial de hidrogenização), que deve estar entre 6 e 9. Também é analisada a turbidez, que indica a presença de material sólido presente na água, ou seja: contaminação por microorganismos, que, claramente, sempre deve ser baixa, e o último dos parâmetros, que é a cor da água coletada; quanto mais escura, maior a chance de contaminação.

Conexão Ciência: As empresas distribuidoras de água realizam coleta de amostragem para controlar a qualidade?
Prof. Dr. Waldir Medri: Realizam, mas geralmente nos mesmo pontos sempre. A diferença é que o nosso projeto leva em consideração muitas variações a que a água está sujeita, como chuva, por exemplo. As empresas geralmente coletam nos mesmos pontos, e evitam fazer a amostragem quando está chovendo, sendo que nessas épocas a turbidez da água sobe. O máximo que eles fazem é identificar pontos críticos e tomar medidas contra vazamentos, ou realizar “descargas” na rede de água para limpar os encanamentos após ajustes.

Conexão Ciência: Quais os benefícios que o projeto traz para a comunidade?
Prof. Dr. Waldir Medri: Quando o projeto foi aplicado em Ibiporã, por exemplo, os resultados foram apresentados ao SAMAE para que haja um controle maior de qualidade, onde, se necessário, podiam ser identificados pontos críticos com ocorrência maior de anormalidade nos critérios citados. Entretanto, não foram identificadas muitas transgressões à portaria 518 em Ibiporã, exceto casos onde havia interferência de fatores como chuva excessiva, que aumenta a turbidez da água. Esse acompanhamento e a apresentação dos resultados ao órgão responsável pela distribuição trazem mais qualidade de vida à população, garantindo uma água dentro dos parâmetros estabelecidos. Identificado um local com problemas, as medidas necessárias podem ser tomadas para garantir a qualidade da água distribuída.

Conexão Ciência: De que forma os resultados do projeto chegam ao conhecimento da comunidade?
Prof. Dr. Waldir Medri: Tenho uma dissertação de mestrado sobre o projeto, além de trabalhos apresentados em congressos fora do país, em Cancun, para citar um exemplo. Aqui no Brasil, divulgamos o trabalho na revista da ABES (Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental), que é uma importante propagadora de pesquisas nesta área. Também foi apresentado o trabalho em Londrina na Unopar e no evento do Salão de Extensão da UEL. Também na UEL, é divulgado na revista Semina, publicação semestral dedicada à divulgação científica e tecnológica. Além disso, tenho vários professores participantes do projeto que já o apresentaram em congressos por todo o Brasil, como em Natal, Maringá, Bauru e algumas outras cidades.

Crédito da fotohttp://info-ambiental.blogspot.com/2011/01/montenegrino-analisa-aguas-do-rio-dos.html


A internet perde o papel de vilã na educação

agosto 15, 2011

Projeto de pesquisa do departamento de Letras Vernáculas e Clássicas da UEL utiliza a internet como meio inovador de métodos pedagógicos

Folha de rosto da 1ª edição do livro "Dom Casmurro" de Machado de Assis

Pauta: Laura Almeida
Edição: Fernanda Cavassana
Reportagem: Paola Moraes

Indo na direção oposta de muitos pesquisadores que criticam o “mau uso” da internet apenas para fins sociais, o professor Alamir Aquino Correa, graduado em Letras pelo Centro de Ensino Unificado de Brasília, em Direito pela Universidade Estadual de Londrina, mestre em Literatura pela Universidade de Brasília e doutorem Literaturas Hispânicaspela Indiana University Bloomington, decidiu tirar proveito dos sites de relacionamentos a fim de averiguar quais eram as impressões disponibilizadas por leitores medianos a respeito de suas leituras obrigatórias e de entretenimento; para, então, pensar em novas propostas pedagógicas que aproximassem e envolvessem os estudantes na prática literária.

“Leitor mediano é aquele que lê de forma obrigatória ou pelo seu hábito de leitura, porém sem a preocupação de um leitor letrado que, devido ao seu treino escolar, analisa a obra ou procura as que sejam mais rebuscadas”, esclarece Alamir Aquino. Através das pesquisas etnográficas realizadas por Alamir e colaboradores de seu projeto “Hipercontexto: estudo da literatura em meio eletrônico”, pode-se observar como esses leitores medianos vêem o mundo literário e o caracterizam e como a escola trabalha o texto literário com seus discentes. O entrevistado aponta que ao recolher esses dados, o objetivo do projeto é pensar como incluir o mundo digital na escola de forma estimulante tanto para alunos quanto professores.

É nesse contexto de utilização benéfica da internet que entra a criação do site Hipercontexto. Este site, que está fechado para experimentação com alunos da área de Letras, funciona como canal comunicativo de cursos à distância sobre a leitura de poemas e estudo das figuras de linguagem. O coordenador do projeto destaca os lados positivos das aulas realizadas em salas de bate-papo exclusivas: “A flexibilidade do horário de aula é muito importante. Você pode marcar uma aula e participar dela sem sair de casa e interagir mais facilmente, já que na sala de aula convencional só participam o professor e o aluno que tem coragem para levantar a mão. Outro ponto é ter o histórico de conversa da aula. Por meio dele você pode analisar melhor o comportamento e as ideias de cada aluno sobre determinado assunto”.

Outras vertentes do projeto são citadas pelo pesquisador: armazenamento de técnicas de trabalho para futuros professores e recuperação de obras literárias que foram modificadas ao longo dos anos. A primeira é destacada por Alamir Aquino como a prevenção de perda de dados pedagógicos e bibliográficos. Segundo o doutor, há cada vez menos procura pelo curso de Letras no Brasil para formação de novos professores e, os que se interessam pela prática, deixam de lado os estudos literários de séculos passados. Dessa forma, armazenar as análises já realizadas poupa a necessidade de erudição do novo professor para compreender tanto o vocabulário quanto a complexidade de tais obras.

Sobre a recuperação de obras literárias, Alamir Aquino explica que este é um trabalho de recuperação da 1ª edição do livro escolhido, a fim de detectar fielmente seu conteúdo, sem cortes ou anexos. Após isso, é realizada uma atualização vocabular. “No livro ‘Dom Casmurro’, Machado de Assis usa a palavra ‘aposentação’. Hoje, essa palavra foi substituída por ‘aposentadoria’. Assim, nós trocamos palavras arcaicas pelas utilizadas atualmente”, exemplifica o docente. Sobre o exemplo citado, Alamir expõe que esta obra foi recuperada e corrigida pelo projeto da Universidade Estadual de Londrina, integrado com o NUPILL (Núcleo de Pesquisas em Informática, Literatura e Linguística) da Universidade de Santa Catarina e a Universidade Federal do Piauí.

A edição de “Dom Casmurro” feita pelas instituições de ensino superior citadas foi adotada pelo Ministério da Educação em 2008 e disponibilizada eletronicamente para todo o país. No site da FUVEST (Fundação Universitária para o Vestibular) – fundação responsável por elaborar o vestibular da Universidade de São Paulo, o mais concorrido do país – a edição realizada pela integração da UEL, UFSC e UFPI é a disponibilizada para download.

O professor Alamir Aquino lembra que o tempo para realização dos objetivos propostos pelo projeto é longo e este deve durar muitos anos. Por fim, o entrevistado comenta que uma curiosidade encontrada nas pesquisas da mídia eletrônica é sobre o caráter sagrado destinado ao livro em papel. “Os escritores usam a internet para divulgar sua obra, mas almejam a sua impressão no papel como uma forma de eternizar seu trabalho e torná-lo sagrado. A internet pode popularizar a literatura, mas não descarta a procura pelo livro impresso.”


Contaminação dos alimentos por fungos

maio 29, 2011

Projeto de pesquisa busca métodos mais eficazes de detecção de micotoxinas

Pauta: Claudia Hirafuji
Edição: Paola Moraes
Reportagem: Rosana Reineri

O projeto de pesquisa “Estratégias para minimização da contaminação de alimentos por fungos toxigênicos” coordenado pela professora doutora Elisabete Yurie Sataque Ono, da Universidade Estadual de Londrina (UEL) em parceria com a professora Dra. Elisa Yoko Hirooka* da mesma universidade, visa estudar possíveis métodos para agilizar a identificação de micotoxinas a fim de garantir a segurança e qualidade dos alimentos.

A professora Elisabete Ono possui graduação em Farmácia pela UEL, mestrado e doutorado em Ciências de Alimentos, pela mesma instituição, e pós-doutorado pela National Food Research Institute no Japão.

Conexão Ciência: Em que consiste o projeto que vocês estão desenvolvendo?
Profa. Dra. Elisabete Ono:
Neste projeto propõem-se monitorar a contaminação por fungos e micotoxinas em alimentos, contribuindo para a melhoria da qualidade dos produtos agrícolas, visando atender as exigências do mercado no mundo globalizado.

Conexão Ciência: Como é feito o monitoramento e quais são as técnicas de analise empregadas nesse processo?
Profa. Dra. Elisabete Ono: Para a análise de micotoxinas é utilizado cromatografia líquida de alta eficiência que determina a concentração de micotoxinas existentes em um determinado produto. É colhida a amostra e passada pela máquina de cromatografia para identificar se existe a micotoxina, qual é a sua variedade e concentração, ou seja, a quantidade existente no produto.

Conexão Ciência: Quais são os produtores de micotoxina?
Profa. Dra. Elisabete Ono: São os fungos classificados como toxigênicos. Os que são mais comuns em alimentos são os Aspergillus, Fusarium e Penicillium. Eles são os mais estudados e os mais freqüentes em produtos agrícolas.

Conexão Ciência: Quais os malefícios que as micotoxinas podem causar?
Profa. Dra. Elisabete Ono:
Depende da micotoxina. Existem vários tipos, por exemplo, as Aflatoxinas, frequentes no amendoim, são carcinogênicas, ou seja, causadoras de câncer. As Fumonisinas, frequentes no milho, causam em cavalos leucoencefalomalácia, que é a necrose cerebral, levando o animal a óbito, em suínos, causam edema pulmonar e em humanos, existem estudos epidemiológicos que correlacionam a contaminação do milho por fumonisinas com o câncer esofágico e o câncer hepático.

Conexão Ciência: Quais são os procedimentos a serem adotados a fim de minimizar esta contaminação por micotoxinas?
Profa. Dra. Elisabete Ono: É necessária a utilização das boas práticas agrícolas, ou seja, a colheita na época certa, a secagem rápida do grão, depois a armazenagem correta, em uma temperatura adequada, na qual não exista o risco de ocorrer uma reumidificação. O teor de umidade deve ser bastante controlado, porque depois que o grão estiver seco ele não deve ser reumidificado. O fungo pode se desenvolver e se multiplicar dependendo destas condições.

Conexão Ciência: A senhora acredita que os produtos para consumo humano já são adquiridos com esta contaminação ou eles podem ser contaminados posteriormente à compra?
Profa. Dra. Elisabete Ono: Muitos produtos já têm esta contaminação. Em casa não se deve deixar o produto aberto, em local úmido e exposto à luz. Se as condições de armazenamento destes produtos não for de maneira correta o fungo pode se instalar, se desenvolver e se multiplicar neste alimento.

Conexão Ciência: Quais são os resultados obtidos com a pesquisa até o momento?
Profa. Dra. Elisabete Ono
: Eu tenho trabalhado bastante com o milho, aproximadamente 95% do milho analisado está contaminado por Fumonisinas, embora a maior porcentagem esteja abaixo dos limites máximos tolerados pela FDA (Food and Drug Administration) **, estamos percebendo que ao longo dos anos o grau desta contaminação está diminuindo, isto porque os processadores de grãos tem se preocupado com a armazenagem e os produtores rurais estão recebendo orientação e assistência para implantação das boas práticas agrícolas.

Conexão Ciência: Quais os resultados esperados?
Profa. Dra. Elisabete Ono:
Estamos trabalhando, principalmente com os estudantes da professora Elisa, para o desenvolvimento de reagentes para a detecção rápida dessas micotoxinas. A professora Elisa trabalha em intercâmbio com pesquisadores do Japão e os estudantes dela tem trabalhado para o desenvolvimento de métodos imunoenzimáticos, que são métodos rápidos para a detecção de micotoxinas, isto vai auxiliar no monitoramento da ocorrência destas diferentes micotoxinas. Atualmente existem alguns métodos rápidos de análise, mas eles não são 100% confiáveis, é necessário cautela na interpretação dos resultados, existem métodos que acusam falso positivo, por exemplo. É preciso saber interpretar e depois confirmar com algum outro método químico, mais preciso.

* Elisa Yoko Hirooka: Graduação em Farmácia e Bioquímica pela Universidade Estadual de Londrina, Mestrado em Ciência de Alimentos pela Universidade Estadual de Londrina e Doutorado em Engenharia de Alimentos (Área Ciência de Alimentos) pela Universidade Estadual de Campinas. Atuou como Pesquisador Visitante em Science University ot Tokyo, assim como Pós-Doutorado em Meijo University, Japão.

 

** A Food and Drug Adiministration (FDA ou USFDA) É uma agência do United States Departmente of Health and Human Services. A FDA é responsável por proteger e promever a saude pública através da regulação e supervisão da segurança alimentar, produtos de tabaco, suplementos alimentares, prescrição de medicamentos, vacinas, biofármacos, transfusões de sangue, produtos veterinários e cosméticos.


UEL sedia o V Encontro de Professores de Língua Espanhola do Paraná

maio 17, 2011
O evento, que ocorrerá pela primeira vez na Universidade Estadual de Londrina, será realizado nos dias 27 e 28 de maio

Para a Profª.Dra. Valdirene Zorzo, coordenadora do evento, “Lamentavelmente, não estamos com um cenário muito positivo no sentido da educação regular em Londrina”.

Edição: Beatriz Pozzobon
Pauta: Cláudia Yukari Hirafuji
Repórter: Ana Maria Simono 
O V Encontro de Professores de Língua Espanhola do Paraná (EnPLEE) será realizado nos dias 27 e 28 de maio de 2011, no anfiteatro maior da UEL. O encontro tem como área temática central “La Enseñanza del Espanhol como Lengua Extranjera em Paraná”, mas abordará também outras três áreas: a língua espanhola, a metodologia do ensino de espanhol, e os estudos literários, culturais e históricos do espanhol.

O evento tem parceria com a subseção de Curitiba e com a Associación de Professores de Español del Estado de Paraná(APEEPR), atualmente com sede em Cascavel. A coordenadora do encontro, a professora Valdirene Zorzo Veloso, licenciada em Letras Habilitação Português/Espanhol pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, doutora e mestre em Língua Espanhola e Literatura Hispano-Americana pela Universidade Estadual de São Paulo (USP), conversou com o Conexão Ciência e explica sobre a organização e como deverá ocorrer o evento.

Conexão Ciência: Quais são os objetivos do encontro?
Profª. Dra. Valdirene Zorzo Veloso: Por ser um encontro promovido primordialmente pela Associação de Professores de Espanhol do estado do Paraná, o objetivo principal é reunir estes professores para um intercâmbio de resultados de pesquisa. Mas temos também a proposta de colocar os alunos de licenciatura em espanhol da UEL em contato com as experiências dos professores que estão atuando com o ensino da língua espanhola.

Conexão Ciência: É a primeira vez que a Universidade Estadual de Londrina sedia esse evento. Quanto aos encontros anteriores, os resultados obtidos foram satisfatórios?
Profª. Dra. Valdirene Zorzo Veloso: A Associação de Professores de Espanhol já tem, no Paraná, vinte e cinco anos de existência; ela foi a terceira a ser criada no Brasil, precedida apenas por Rio de Janeiro e São Paulo, ou seja, tem uma larga tradição. Mas, como a associação foi criada primordialmente por professores de Curitiba, ela ficava apenas naquele eixo de circulação. E, como era o único ponto de encontro desses profissionais, os resultados sempre foram bastante positivos.

Conexão Ciência: Como surgiu a ideia de trazer o evento para a UEL?
Profª. Dra. Valdirene Zorzo Veloso: A ideia de trazer para a Universidade Estadual de Londrina surgiu ano passado, quando fomos ao encontro da quarta edição, promovido pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UNIOESTE), em Cascavel. O Estatuto das associações permitiu a criação de algumas subseções, ou seja, a formação de “braços” que colaborariam com a seção da Associação de Professores de Espanhol, dada a extensão do Estado. Curitiba abriu uma subseção e, para mostrar um pouco do trabalho que a área de língua espanhola tem desenvolvido aqui, resolvemos trazer uma subseção também para Londrina.

Conexão Ciência: Este ano, haverá algo diferente na programação em relação aos encontros anteriores?
Profª.dra. Valdirene Zorzo Veloso: Uma das novas propostas este ano da Comissão Organizadora da Universidade Estadual de Londrina foi tentar abordar as questões mais latentes do ensino de espanhol para o ano de 2011, já que se trata de um evento anual. Nós procuramos, então, responder aos anseios dos professores com relação ao ensino do espanhol na educação pública no estado do Paraná, e também buscamos verificar o cenário e o posicionamento do Estado diante da lei 11161, de agosto de 2005, que previa a obrigatoriedade do ensino do espanhol nos currículos plenos do ensino médio.

Conexão Ciência: Quais são as expectativas para o encontro?
Profª. Dra. Valdirene Zorzo Veloso: Uma das expectativas seria esclarecer como está a situação do ensino do espanhol de um modo geral, e atender aos anseios dos professores, principalmente quanto à questão do material didático para a língua. Como o espanhol é uma nova área, ainda em ascensão, a conferência de abertura, que será realizada no dia 27 de maio reunirá os dois autores que tiveram suas coleções selecionadas para o ensino do espanhol nas séries finais do ensino fundamental. Desse modo, os então escolhidos professora doutora Fátima Cabral Bruno, da Universidade de São Paulo, e professor doutor Ivan Martin, do curso de Letras/Espanhol da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), estabelecerão um diálogo sobre as possibilidades de uso desses materiais, que serão distribuídos pelo governo para o ensino do espanhol.

Conexão Ciência: Quais são as modalidades previstas?
Profª. Dra. Valdirene Zorzo Veloso: Nós teremos as conferências, os minicursos dentro das três áreas temáticas abordadas (linguística de espanhol, ensino e literaturas hispânicas), as oficinas, as mesas-redondas e, após, teremos também dois momentos em que os participantes poderão se comunicar, apresentar os resultados de seus trabalhos, e estabelecer um debate sobre o assunto. O evento estará “recheado”.

Conexão Ciência: Quais serão os nomes de destaque que ministrarão as palestras e mesas-redondas?
Profª. Dra. Valdirene Zorzo Veloso: Estamos honrados com a presença de dois importantes autores da área de Língua Estrangeira, a professora doutora Fátima Cabral Bruno e o professor doutor Ivan Martin. Este ano, também conseguimos trazer a professora Fanny Bierbrauer, da Universidade de Córdoba/Argentina, autora de livros sobre o ensino do espanhol como língua estrangeira. Obviamente teremos também os colegas do departamento de Línguas Estrangeiras Modernas, os profissionais do estado do Paraná, e a professora doutora Terumi Koto Bonnet Villalba, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), que é um nome de bastante expressão para o ensino da língua.

Conexão Ciência: Quem poderá participar do evento? Ele é voltado para algum público específico?
Profª. Dra. Valdirene Zorzo Veloso: À priori sim. O evento será voltado para os professores de espanhol e para os alunos das licenciaturas em letras – espanhol, mas os interessados de outras áreas também podem participar.

Conexão Ciência: Qual o número de participantes esperado?
Profª. Dra. Valdirene Zorzo Veloso: Espera-se, de acordo com a média dos anos anteriores, entre 150 e 200 participantes. Até o último dia 29/04/2011 já haviam cem pessoas inscritas, o que é um número consideravelmente bom, levando em conta que o brasileiro deixa tudo para a última hora.

Conexão Ciência: Qual é a situação do quadro de ensino da língua espanhola em Londrina e no Paraná? E qual a importância dessa língua para os brasileiros de um modo geral?
Profª. Dra. Valdirene Zorzo Veloso: Lamentavelmente, não estamos com um cenário muito positivo no sentido da educação regular em Londrina, pois não temos o espanhol na matriz curricular das escolas de ensino médio. Mas, por outro lado, tivemos uma expansão enorme da língua espanhola com o Centro de Estudos de Línguas Estrangeiras Modernas (CELEM), que oferece gratuitamente o ensino extracurricular de línguas estrangeiras nas escolas públicas do Estado do Paraná. Então penso que a maior parte das escolas do núcleo de Londrina oferece o espanhol como língua estrangeira no CELEM, mas não como disciplina obrigatória para os alunos. Para falar sobre o cenário do Paraná de um modo geral, precisaríamos de informações mais precisas da secretaria de educação do Paraná, já que a lei 11161 deixa espaços para o não cumprimento da obrigatoriedade do ensino do espanhol nos currículos plenos do ensino médio.


Quanto à importância do espanhol para os brasileiros, além do Mercosul, eu citaria as possibilidades de turismo, comércio, estudos, entre outros. Tratam-se de culturas muito próximas, dada nossa localização geográfica, e existem pólos de educação importantíssimos na América Latina, com excelentes universidades. Há também a questão de uma literatura riquíssima e de uma língua muito afetiva, por conta principalmente da proximidade de origem com o português. Para todos os lados que a gente olha, com pouquíssimas exceções, temos países que em que se fala espanhol, e a possibilidade de entrar em contato com essas culturas pode ser muito interessante.

Serviço:

As inscrições são realizadas somente pela página da UEL, no endereço http://www.uel.br/eventos/enplee-pr e os valores variam. Para professores de espanhol e alunos de pós-graduação o investimento é de R$ 50; para estudantes de graduação será R$ 25; e, para os demais interessados, R$ 55. Vale lembrar que os sócios da Associação de Professores de Espanhol do Estado do Paraná (APEEPR) com anuidade de 2011 paga terão essa taxa isenta. As inscrições vão até o dia 17 de maio Para obter mais informações e conferir a programação completa, basta acessar a página do evento ou entrar em contato pelo e-mail enplee5apeepr@yahoo.com.br.

Crédito da foto: Ana Maria Simono