Brincando com fogo

novembro 15, 2009

Milhares de acidentes com queimaduras acontecem todos os anos. Saiba por que e como evitá-los

Pauta: Lígia Zampar
Reportagem: Roberta Oliveira
Edição: Kauana Neves

O Centro de Queimados do Hospital Universitário de Londrina, que juntamente com o de Curitiba são os únicos do Paraná, existe há quase dois anos. Ele é composto por 16 leitos, com 6 deles destinados para a UTI, e possui um quadro de 82 funcionários, entre enfermeiros, cirurgiões plásticos, anestesistas, fisioterapeutas e os encarregados de higiene e limpeza ” sem mencionar os que não são exclusivos dessa ala, como os psicólogos, assistentes sociais e farmacêuticos ” como explica a chefe de enfermagem Elza Anami, graduada em Enfermagem pela Universidade Estadual de Londrina e mestra em Ciências da Saúde também pela UEL. Ela conta sobre a atividade realizada no “Dia do Queimado” no calçadão de Londrina. O objetivo do evento era alertar sobre as maiores causas de queimaduras e como se proteger delas. Também foram distribuídas 1.200 cartilhas com informações de prevenção para os pedestres.

“O queimado é especial. No primeiro momento, a vítima quer sobreviver. Vencida essa etapa, ele se volta para sua aparência e a possibilidade de nunca se recuperar totalmente. As seqüelas físicas e emocionais requerem acompanhamento específico”, diz Anami. Ela explica porque todos esses cuidados são tão importantes. “Em decorrência da destruição dos tecidos e vasos sanguíneos, os pacientes são extremamente sujeitos a infecções, o que resulta, muitas vezes, na necessidade de isolá-los para o tratamento.” Para ela, as campanhas de prevenção devem ser freqüentes. “O H. U. disponibiliza um graduado, para qualquer escola ou entidade que entre em contato, que realiza palestras para as crianças sobre como evitar esses acidentes. É sabido que os cuidados certos contribuem com a diminuição das estatísticas.”

“Embora haja dificuldade em precisar a quantidade de ocorrências no país, foi comprovado pela Sociedade Brasileira de Queimaduras que, durante os seis meses em que foi tornada ilegal a venda de álcool líquido, ocorreu uma redução de 40% nos acidentes. Portanto, uma medida de cautela é não tê-lo em casa. Assim como usar roupas de proteção na hora de manipular produtos químicos.”, completa. “De fato, a maior causa das entradas na ala são queimaduras decorrentes do álcool líquido ” outros motivos são acidentes elétricos, com fritura, no trabalho ” tanto que esse foi o principal aviso na atividade no calçadão.” Elza Anami ressalta: “Temos o dever de alertar sobre o perigo no ambiente doméstico”. Para a chefe de enfermagem, o aviso foi bem recebido, inclusive, pelas crianças que, por serem mais espontâneas, acabam contando suas histórias de queimaduras e chamam a atenção dos pais.

Ela classificou a atividade como muito importante, principalmente por causa da estação atual. “No inverno, manipula-se muitos líquidos quentes, e isso pode causar acidentes”. Elza também explicou que, diferentemente de outros centros, em Londrina a maior parte dos pacientes não são crianças, e sim jovens adultos do sexo masculino. No ano passado, elas respondiam por 30% das internações. “Apesar da baixa incidência na região do Paraná, pais e mães ainda detêm papel fundamental na prevenção de acidentes com crianças. O fogo exerce um fascínio muito grande na criança, e ela vai procurá-lo.” alerta Elza Anami. “O acesso ao fogo pode e deve ser dificultado.” Ela lembra que existem três tipos clássicos de queimadura. “Vermelhidão na pele é o primeiro grau. Quando ocorrem bolhas ” que não devem ser rompidas ” a queimadura é de segundo grau. Ela pode ser tratada com uma diversidade de curativos e pomadas disponíveis no mercado”. Elza Anami ressalta que a queimadura de terceiro grau, é a mais grave, atingindo ossos e músculos. Nesse caso, enxertos ” a aplicação de pele saudável na área danificada ” é a única solução. Outro efeito desse tipo de queimadura é a reação corporal. Para combater a agressão, o corpo produz intensamente antiinflamatórios, o que causa desequilíbrio no seu funcionamento. “A fim de melhorar esse quadro, a atenção com a alimentação do paciente é fundamental.”, declara Elza Anami.

De acordo com a chefe de enfermagem do HU Elza Anami, também é importante a urgência no socorro a vítima. “As 24 horas seguintes ao acidente são chamadas “horas de ouro”, pois, se nesse período não receber um tratamento adequado e repor o oxigênio e os líquidos perdidos, principalmente a água, não resistirá.” Ela recomenda que, em caso de queimadura, lavar com água em temperatura ambiente, afastar-se da fonte de calor e, se necessário, ir ao hospital sem demora.


Vacinação contra poliomelite começa hoje

junho 20, 2009

Por Vitor Oshiro

A Campanha de Vacinação contra a poliomelite começou hoje (20) às 8 horas em todo o país. Em Londrina, a vacinação pode ser feita em todas as unidades de saúde e também em alguns locais como supermercados, escolas, entre outros.

De acordo com informações da Agência Estadual de Notícias, responsável pela divulgação das informações oficiais do governo do Paraná, o estado não apresenta casos da doença desde 1986.

Mas, os organizadores ressaltam que, para manter este quadro, os pais devem levar as crianças de até cinco anos para serem vacinadas, inclusive aquelas que já tomaram outras doses da vacina. A meta é imunizar 775.650 crianças em todo o Paraná.

A poliomielite, conhecida popularmente como paralisia infantil, é uma doença que atinge principalmente crianças de até 5 anos e pode se caracterizar por paralisia, principalmente dos membros inferiores. A pólio pode deixar seqüelas graves e, em alguns casos, levar à morte.

 Fonte: Jornal de Londrina e Portal Terra


Agradecimento

junho 20, 2009

A equipe do Conexão Ciência agradece a estudante do terceiro período de Jornalismo matutino da UEL, Raísa Guerra, que elaborou o logotipo deste blog e colaborou com o layout geral da página.


Download da edição 65

maio 25, 2009

Para baixar a edição 65 do Conexão Ciência na íntegra é só clicar no link abaixo:

http://www.4shared.com/file/107740813/60bd2de6/Conexo_Cincia_-_circulao_dirigida.html


Teoria e prática no ensino de Ciências

maio 12, 2009

Projeto do Departamento de Biologia Geral da UEL auxilia professores de Biologia e Ciências

Pauta: Ana Carolina Contato
Reportagem: Marcia Boroski
Edição: Beatriz Assumpção

“O professor de Biologia e Ciências tem dificuldade de transpor o conhecimento formal para uma realidade cotidiana porque sua formação está centrada em uma grande quantidade de conhecimentos de conteúdos conceituais e de propostas teóricas”. Isso é o que diz a Professora Doutora em Educação Científica pela Universidade Federal de Santa Catarina, Vera Lúcia Bahl de Oliveira, que coordena o projeto “Dos saberes docentes ao ensino de conteúdos: uma proposta de ensino de Biologia no contexto escolar contemporâneo”. O projeto está ligado ao Departamento de Biologia Geral na Universidade Estadual de Londrina – UEL – que tem, dentro da área de metodologia e prática do ensino, a linha de pesquisa de formação de professores, na qual o projeto esta inserido.

Durante a formação acadêmica, o estudante de Ciências Biológicas que faz opção pela licenciatura, é obrigado de fazer estágio que costuma ser realizado em escolas públicas. Neste contato direto com professores e alunos, a professora Vera Lúcia Bahl afirma que os professores que já lecionam nas escolas mostravam apenas as dificuldades da profissão. “Os professores reclamam da falta de recursos, de que a escola dificultava o trabalho com os alunos fora da sala. O professor já no mercado aponta várias dificuldades tentando induzir o estagiário a fazer uma aula somente expositiva, como a que ele dá. Em função disso, nós resolvemos, oferecer aos professores ativos oficinas para uma reflexão sobre os saberes que ele já detém e o que ele precisaria ainda adquirir”, disse a pesquisadora.

As oficinas ocorreram em três momentos e, conforme Vera Lúcia Bahl, houve grande participação da população de professores da área. Cada uma delas teve uma temática diferente e todas aconteceram no Centro de Ciências Biológicas. “Primeiramente nós demos um conteúdo de fundamentação teórica e também propomos uma reflexão sobre os recursos que estão disponíveis e que são sub aproveitados. Como por exemplo, laboratórios de informática, modelos de maquetes do corpo humano produzidos por alunos, e o próprio livro didático. Na segunda oficina problematizamos temas da atualidade como transgênicos, células tronco, reprodução humana assistida e genética que são conteúdos que estão na mídia e que o aluno pergunta mas o professor tem dificuldade de trabalhar. Foi muito perceptivo que aquele conhecimento havia chegado na hora certa. Já na terceira oficina explicamos a importância de levar o aluno para fora da sala. Então nós fizemos oficinas de educação ambiental, dando enfoque na mudança do olhar de quem educa e de quem é educado. E em cima disso inserimos algumas dinâmicas que pudessem ser aplicadas a realidade deles”, explicou a professora.

A pesquisa deve prosseguir com outros enfoques nas oficinas visto que, conforme Vera Lúcia Bahl, o projeto ganhou espaço, credibilidade e aceitação do público alvo. Há a necessidade de orientá-los a gerenciar as mudanças das diretrizes curriculares (o Ensino Fundamental passou a ter nove anos).

Porém, para realmente tratar a causa destas lacunas na formação do profissional que leciona Biologia ou Ciências é necessário adequações na formação acadêmica. No momento, o curso de Ciências Biológicas da UEL está com um programa em andamento, portanto não é possível fazer alterações no currículo e também, não há autonomia para alterações na ementa. Então, esta formação complementar está sendo inserida nas horas complementares em formato parecido aos das oficinas, em disciplinas eletivas e seminários com temáticas atuais.

 Para os pequenos

 O Professor do Departamento de Educação da UEL, Carlos Toscano, Doutor em Educação pela Universidade Metodista de Piracicaba, pesquisa sobre o ensino de Ciências Naturais nas séries iniciais. Para ele a realidade desta área é extremamente complexa e desafiadora. “A um professor dos anos iniciais, cabe a tarefa do ensino de conteúdos e conceitos retirados de várias áreas de conhecimento como, a língua, a matemática, a história, a geografia e as ciências naturais, que por sua vez resulta em uma construção didática que se alimenta de outras 5 áreas de conhecimento: a física, a química, a biologia, a astronomia e a geologia”, afirma Toscano. Então, o professor destas séries fica incumbido de possuir este leque de conhecimentos e passá-los de forma dinâmica as crianças.


NOVA PLATAFORMA DO CONEXÃO CIÊNCIA

maio 4, 2009

A partir de hoje, o Conexão Ciência estará com suas edições semanais também neste blog.

Mas, lembre-se que não deixaremos de veicular pelo http://www.jornalexpress.com.br/conciencia e enviar as edições em PDF para os e-mails cadastrados.

Caso você queira solicitar cadastramento para outras pessoas, receba e-mail em duplicidade ou não queira mais receber este jornal eletrônico envie mensagem para conexaociencia@yahoo.com.br

Boa leitura a todos!


Hello world!

março 25, 2009

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