Alunos de Relações Públicas desenvolvem projeto no Colégio Aplicação

outubro 2, 2011
Em conjunto com o NEAA, alunos desenvolvem trabalho de conclusão de curso através de histórias infantis contadas para alunos da primeira série
Na foto, a estudante de Relações Públicas, Amanda Favoretto, conta às crianças história infantil sobre a cultura africana.

Edição: Beatriz Pozzobon
Pauta: Cláudia Hirafuji
Reportagem: Pamela Oliveira 

O Conexão Ciência desta semana conversou com a aluna Alana Nogueira Volpato, do quarto ano de Relações Públicas da Universidade Estadual de Londrina (UEL), sobre o projeto “Lê uma historinha pra mim”. Ela, junto ao seu grupo, formado por Amanda Vieira Favoretto e Alessandro Marques, desenvolveu seu trabalho de conclusão de curso sobre Comunicação Pública. Segundo Alana Volpato, o projeto aprovado pelo Núcleo de Estudos Afro-Asiáticos (NEAA) da UEL visa divulgar às crianças, de maneira lúdica, a cultura negra. O projeto se desenvolveu durante quatro encontros, em que foram contadas histórias que trazem marcas da cultura africana.

Conexão Ciência: Por que decidiram desenvolver esse projeto?
Alana Volpato: Comunicação pública fala, basicamente, sobre como as discussões sobre a sociedade acontecem. Discussões que envolvem tanto a sociedade quanto as empresas, o governo, as organizações em geral. A partir disso, a gente resolveu fazer um trabalho prático no Núcleo de Estudos Afro-Asiáticos (NEAA), que tem como objetivo tanto colocar em pauta a desigualdade social, como também divulgar as culturas contra-hegemônicas. Dentro do trabalho de conclusão de curso, nós criamos um “Plano de Relações Públicas”, que tem como objetivo discutir sobre a desigualdade racial, sobre racismo e divulgar a cultura negra. O projeto foi desenvolvido com a primeira série do Colégio Aplicação.

Conexão Ciência: Como surgiu a ideia de trabalhar a divulgação da cultura negra com crianças?
Alana Volpato: A ideia surgiu porque, desde 2003, existe a lei 10.639/03, que inclui o ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana nas grades curriculares do Ensino Fundamental e Médio. Mas, até hoje poucas escolas conseguiram aplicar a lei efetivamente. Até por falta de iniciativa e de saber como inserir esse conteúdo. O que tentamos fazer é dar uma ideia de como trazer um pouco da cultura negra para as crianças. Assim, escolhemos a primeira série porque eles têm um conteúdo mais maleável e uma programação menos definida, além de serem bem pequenos e mais abertos às novidades.

Conexão Ciência: Como é realizado o projeto “Lê uma historinha pra mim”?
Alana Volpato: Nós ensinamos contando histórias para eles. O NEAA tem uma biblioteca específica sobre a cultura africana e pudemos encontrar vários livros com histórias e mitos africanos infantis. Na primeira visita, contamos uma história sobre um escravo que foi liberto e, mesmo tendo sido escravo e pobre, ele conseguia construir coisas lindas. A história serviu para explicar que no Brasil tem gente colorida, diferente e como surgiram essas diferenças, além de mostrar que todos são capazes de construir coisas bonitas. Depois das histórias, nós sempre fazemos uma atividade. Nesse caso, nós fizemos a casa do escravo, uma casa de papelão que era feia e eles teriam que deixá-la bonita. Buscamos fazer algo lúdico depois das histórias.

Conexão Ciência: Você presenciou alguma experiência interessante durante os encontros?
Alana Volpato: Uma coisa que reparei foi quando perguntamos a eles quais locais “conheciam”, eles respondiam Alemanha, Itália, Estados Unidos, Inglaterra e só um aluno mencionou a África. Hoje, se entrarmos na sala e fazemos a mesma pergunta, eles respondem em coro “África”. Eles desconheciam completamente, pois é algo que não está tão em evidencia na mídia quanto outros países e continentes.

Conexão Ciência: Vocês realizarão o projeto com outras turmas?
Alan Volpato: Sim, na próxima semana começamos o mesmo trabalho com uma turma da primeira série do período vespertino.

Conexão Ciência: Quais os resultados do projeto?
Alana Volpato: Achei muito bom. Eles ficam muito animados quando a gente chega, perguntam sobre a próxima visita. E foi interessante nossa abordagem, pois nós conseguimos falar da África de um modo diferente, com as ilustrações dos livros, mostrando que há outras culturas a serem ensinadas.

Crédito da foto: Pamela Oliveira

Crianças do CEI participam da caminhada pela paz

outubro 2, 2011
Acompanhando a “onda” de movimentos pela paz em Londrina, o Centro de Educação Infantil da UEL mobiliza crianças e realiza passeata no campus universitário

A pedagoga Keli Cristina da Silva Ferreira, chefe de divisão da educação infantil do CEI, explicou como ocorreu a caminhada dos alunos.

Edição: Beatriz Pozzobon
Pauta: Cláudia Hirafuji
Reportagem: Ana Maria Simono 
Cerca de 90 alunos do Centro de Educação Infantil (CEI) da Universidade Estadual de Londrina (UEL) realizaram, no dia 19 de setembro, a Caminhada pela Paz. Vestidas de branco, com cartazes e faixas na cabeça, crianças de dois a seis anos de idade caminharam por todo o calçadão do campus Universitário rumo ao letreiro da UEL, localizado em frente ao Centro de Ciências Biológicas (CCB).

Durante o percurso, as crianças pediam “queremos a paz na cidade e no mundo!”. As faixas que usavam e os cartazes que carregavam, segundo a pedagoga Keli Cristina da Silva Ferreira*, foram confeccionados, em classe, pelos próprios alunos. “A caminhada faz parte de um trabalho realizado anteriormente. As professoras trabalharam a temática da paz em sala de aula, contaram histórias e construíram com as crianças os cartazes e bandeirinhas utilizados na passeata”, ressalta.

A ideia é da professora Giselle Aparecida Marcatu Almeida, e representa mais uma das inúmeras campanhas que tem se espalhado sobre o assunto no mundo todo. As chacinas escolares, que antes pareciam restringir-se apenas aos americanos, “chegaram” ao Brasil. Massacres como Realengo (zona oeste do Rio de Janeiro), em abril, e casos como o do menino David Mota Nogueira, de 10 anos, que se matou após atirar em uma professora, em setembro, na região do ABC Paulista (SP), tem se tornado cada vez mais frequentes. Por vezes, a opinião pública tem sido surpreendida com notícias de violência nas escolas.

Dessa forma, surgem campanhas pela paz em Londrina, no Brasil e no mundo. Para Keli Ferreira, o objetivo principal da instituição ao promover ações desse tipo é mostrar e enfatizar as noções de paz e respeito inclusive no cotidiano dos indivíduos. Ela falou sobre o modo como procuram tratar do assunto com os alunos menores: “Começamos falando da paz e da não-violência em atos simples, como não bater, não morder, não gritar. Com o tempo, essa compreensão alcança o âmbito social e as crianças maiores já conseguem entender a importância dessas práticas sociais”, explica.

A pedagoga esclarece ainda que o evento foi inspirado no “Abraço do Lago Igapó”, que ocorreu um dia antes da passeata e reuniu cerca de 3 mil pessoas para celebrar a paz em Londrina.“É fundamental trabalharmos com a questão de valores porque, segundo a psicologia, é esse o momento em que o indivíduo começa a construir sua personalidade, seu caráter. Então abordamos, em sala de aula, muitos aspectos como solidariedade, respeito, amor ao próximo, paz e cooperação entre os alunos”, destaca.

De acordo com Keli Ferreira, a caminhada foi bastante significativa para os estudantes, que ficaram muito felizes com a ação. Ela também afirma que o evento mobilizou também as famílias dos alunos. “Os pais, que não trabalhavam no período, se animaram com a iniciativa e se dispuseram a participar do evento, concedendo inclusive entrevistas para a imprensa local”, observa.

A pedagoga explica que o evento faz parte do projeto “Sou Criança, Sou Cidadão”, criado em 2004 e abordado durante o segundo semestre deste ano pelo CEI da UEL. A próxima ação do projeto, segundo ela, será a distribuição, via alunos, de caixas nos diversos centros da Universidade para coletar roupas e brinquedos infantis que serão doados a duas instituições assistenciais.

O trabalho de conscientização em prol das práticas cidadãs continua, e o CEI convida toda a comunidade a juntar-se aos alunos da educação infantil para realizar atividades de cidadania, paz e respeito nas escolas.

*Keli Cristina da Silva Ferreira é formada em pedagogia e especializada em psicopedagogia pela Universidade Estadual de Londrina. Atualmente, atua como chefe de divisão da educação infantil do CEI/CAMPUS.

Crédito da foto: Ana Maria Simono

Departamento de Enfermagem da UEL realiza Simpósio sobre idosos

outubro 2, 2011
Evento reuniu estudantes e profissionais das áreas de geriatria e gerontologia para discutir a respeito da assistência integral e de qualidade a idosos

Solenidade de abertura do Simpósio. Segundo dados apresentados no evento, o grupo dos muito idosos é a parcela da população que, proporcionalmente, mais cresce no mundo.

Edição: Beatriz Pozzobon
Pauta: Cláudia Hirafuji
Reportagem: Ana Luisa Casaroli 
O departamento de Enfermagem da Universidade Estadual de Londrina (UEL) promoveu, nos dias 23 e 24 de setembro, o Simpósio de Assistência Integral e de Qualidade a Idosos. “O objetivo do Simpósio é possibilitar reflexões sobre a qualidade da assistência que se tem prestado aos idosos e compartilhar os trabalhos que estão sendo realizados na área”, conta Mara Solange Gomes Dellaroza, coordenadora do evento. Ela é graduada em Enfermagem e Obstetrícia pela UEL, mestre em Enfermagem Fundamental pela Universidade de São Paulo (USP) e responsável pelo Grupo de Estudos do Envelhecimento (GESEN) da UEL.

Segundo a professora, dentre os cerca de 140 inscritos, estão acadêmicos da própria Universidade, profissionais da saúde, integrantes da secretaria do Idoso e estudantes de pós-graduação. Os assuntos abordados abrangem as áreas de geriatria e gerontologia. A primeira é uma especialidade médica, enquanto a segunda é uma especialização que outros profissionais também podem adquirir. Ambas tratam da saúde do idoso.

A professora Mara Dellaroza enfatizou as diferenças a serem consideradas quanto à condição de cada paciente. “Há pacientes praticamente autônomos. Nesses casos, trabalhamos formas de estimular um estilo de vida saudável. Mas também temos que pensar no paciente altamente dependente, no limite de sua fragilidade”, salienta. A enfermeira mencionou o falecido Papa João Paulo II como uma pessoa que soube viver e sempre buscou a melhor forma para isso.

Na solenidade de abertura, Martha Beatriz Issa, representante da Secretaria Municipal da Saúde, ressaltou a importância da prevenção, e não apenas da cura, com relação à saúde na terceira idade. Também presente, Liz Clara Ribeiro de Campos, secretária Municipal do Idoso, lembrou que Londrina é a única cidade do Paraná que possui uma secretaria específica para o idoso.

Ainda no primeiro dia, os participantes assistiram à palestra do presidente da seção Paraná da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, Rodolfo Augusto Alves Pedrão, que também é médico geriatra. Entre os temas apresentados, estavam dados sobre a população idosa. Ele citou, por exemplo, que, em 1950, os idosos representavam 4% da população brasileira. Hoje, já são 10%.

Rodolfo Pedrão também comentou a respeito do fenômeno denominado “feminização da velhice”, o qual se refere ao maior número de mulheres que chegam à terceira idade. Segundo ele, em 1960, eram 98 homens idosos para cada 100 mulheres idosas. A previsão para 2020 é que essa relação seja de 77 para 100.

No segundo dia do evento, foram realizadas três mesas redondas, uma palestra e duas apresentações de relatos e experiências. O princípio de integralidade no tratamento dos anciãos foi bastante ressaltado no Simpósio. “É necessário que se tenha integração de serviços por meio de redes assistenciais, reconhecendo a interdependência das ações e das instituições. Não se deve tratar cada problema isoladamente”, finaliza o médico Rodolfo Pedrão.


Professor da UEL estuda História Ambiental do rio Tibagi

outubro 2, 2011
Professor do departamento de História da UEL desenvolve projeto que objetiva traçar um perfil histórico entre a bacia hidrográfica Tibagi e a colonização do norte do Paraná

Professor doutor Gilmar Arruda é o autor do projeto História Ambiental do Rio Tibagi

Edição: Beatriz Pozzobon
Pauta: Ana Karla Teixeira
Reportagem: Roberto Alves 

“O campo historiográfico definido como História Ambiental é um ramo que se propõe investigar as relações entre o ser humano e a natureza, com o fim de avaliar o lugar da natureza na sociedade humana e o lugar dos homens na natureza”. É o que afirma o professor doutor Gilmar Arruda, formado em História, mestre e doutor em História pela Unesp (Assis). Possui pós-doutorado em Meio Ambiente e Desenvolvimento pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Ele desenvolveu o projeto “História Ambiental do rio Tibagi”, com o objetivo de traçar um perfil histórico entre a bacia hidrográfica Tibagi e a colonização do norte do Paraná.

De acordo com o professor doutor, o que se examina com este projeto, em relação ao rio Tibagi são: estradas e territórios, as transformações, a era das barragens, ciência, ambientalistas e política, entre outros temas que recobrem o período entre os séculos XIX a XXI. “A temática de pesquisa faz parte dos desdobramentos que ocorrem na carreira de um pesquisador” diz o professor doutor Gilmar Arruda, que na época de doutorado elaborou um trabalho chamado “Cidades e sertões”. Um dos capítulos desse trabalho aborda a perspectiva moderna de natureza na sociedade brasileira, em que trata da ideia de natureza como recurso natural e a ocupação humana dos territórios.

Após o doutorado, realizado em 1997, o professor doutor dedicou-se a uma pesquisa chamada “Cidades de fronteiras”, que traçou um estudo a respeito de cidades nas regiões que outrora eram florestas, tais como Londrina, Maringá ou pequenas cidades como Ibiporã e Cambé. Cidades relativamente novas que surgiram durante a década de 1930. A partir desse projeto, Arruda começou a elaborar a pesquisa sobre o rio Tibagi, relacionando com a ocupação do território.

Gilmar Arruda foi convidado para ser suplente representante no Comitê da bacia do rio Tibagi, órgão que gerencia a política de ocupação e aproveitamento do rio. Com isso, ele aproximou-se da ideia de estudar mais profundamente a natureza dos rios.

Percebendo haver uma carência de estudos para esse campo, surgiu a ideia de desenvolver o projeto “História Ambiental do Rio Tibagi”. “Na História Ambiental há muitos estudos sobre desmatamento, que é a parte mais visível do ambiente; já sobre as relações do homem com o rio há poucos estudos”, observa o professor doutor.
Partindo do principio que o rio, na verdade, é uma enorme bacia hidrográfica, dispondo de um enorme conjunto de fatores naturais tais como as microbacias, solo, fauna, flora.

O projeto estuda que todos os recursos de que o rio dispõe vão ao encontro das necessidades do homem no aspecto da formação das populações locais, das quais se originaram as cidades que compõem grande parte do norte do Paraná.

Gilmar Arruda explica que os estudos do projeto avaliam o desenvolvimento das cidades e as transformações tanto da natureza quanto da sociedade, e os conflitos decorrentes do uso rio e do território dentro da perspectiva de um cruzamento da história da bacia do Rio Tibagi com a formação das cidades que cerceiam o rio e o desenvolvimento das mesmas.

O projeto já atraiu vários participantes em iniciação cientifica, além de render artigos científicos nas revistas Signos Históricos (México) e na Varia História publicada em Belo Horizonte.

Crédito da foto: Roberto Alves

Funcionários do CEFE participam do curso de Autoestima

setembro 12, 2011
Curso de autoestima é aplicado por pedagoga para 30 funcionários do Centro de Esporte e Educação Física da UEL
 
Edição: Beatriz Pozzobon
Pauta: Cláudia Hirafuji
Reportagem:Pamela Oliveira
O Conexão Ciência conversou esta semana com a professora Maurenia Nielsen do Centro de Educação, Comunicação e Artes (CECA) da Universidade Estadual de Londrina, formada em pedagogia pela UEL. Ela é a responsavel pelo curso de autoestima no ambiente de trabalho, que está sendo aplicado aos funcionários do Centro de Esporte e Educação Física (CEFE), totalizando um número de 30 pessoas.

O curso é ofertado desde 2006 nos diversos departamentos da UEL, coordenado pela Divisão de Acompanhamento e Treinamento (DAT) e pela Pró-Reitoria de Recursos Humanos (PRORH). O curso visa despertar nos funcionários a idéia de que, para uma vida mais saudável e tranquila, é necessário estar bem consigo mesmo.

Conexão Ciência: O que é o curso de autoestima no ambiente de trabalho?
Profa. Maurenia Nielsen: É um curso que busca resgatar e subsidiar as pessoas para que elas se cuidem e se conheçam. Criei o curso, pois, convivendo com outros colegas – professores e alunos – percebi que as pessoas têm dificuldade de lidar com esse lado emocional e psicológico. Por conta disso, se atrapalham no ambiente de trabalho, passando a dizer que os outros estão errados, mas esquecem de olhar dentro de si mesmo para verem o que é que está errado e que pode incomodar outras pessoas.

Conexã Ciência: Como é realizado o curso de autoestima?
Profa. Maurenia Nielsen: No curso eu trabalho com dinâmicas, brincadeiras, apresento slides e conceitos de outros autores, para que as pessoas possam entender a autoestima de forma concreta. Eu tento trazer para os momentos do dia-a-dia, para que eles compreendam mais facilmente a idéia que eu quero passar. Em locais de bastante espaço, como o HU, por exemplo, vamos para o ar livre e fazemos atividades lúdicas, para explicar o conteúdo. Depois conceituo com algum autor, trazendo a teoria. Faço uma retrospectiva tentando fazer com que olhem para si mesmos e descubram o que é que fazem de bom para si e para os outros.

Conexão Ciência: Qual o perfil das pessoas que procuram este curso?
Profa. Maurenia Nielsen: Na UEL temos os funcionários que precisam preencher suas horas de cursos requeridas pela própria universidade, assim como os alunos, então eles procuram este curso. Também observo que há aqueles que estão buscando conhecer a si mesmo. Normalmente há pessoas que estão magoadas, insatisfeitas com o trabalho, pensando que há problemas. A idade varia desde 20 anos até mais de 60. É bem diversificado.

Conexão Ciência: Como é trabalhada a autoestima no ambiente profissional?
Profa. Maurenia Nielsen: As pessoas acreditam que, para ter boa autoestima, o local de trabalho tem de ser maravilhoso. Porém, é necessário entender que uma boa autoestima tem a ver com a própria pessoa, pois é você quem precisa estar bem. É você quem deve fazer o bem para que as pessoas percebam e retribuam isso.

Crédito da foto: Pamela Oliveira

Departamento de Física da UEL promove Semana de Física

setembro 12, 2011
Evento realizado no anfiteatro do CESA chega à 16ª edição com foco na atividade profissional da área de Física  

Professor Edson Laureto, coordenador da Semana de Física

Edição: Beatriz Pozzobon
Pauta: Cláudia Hirafuji
Reportagem: Roberto Alves 
Entre o final de agosto e o início de setembro foi realizada a 16ª edição da Semana de Física, em uma parceria entre a Universidade Estadual de Londrina (UEL) e o Colégio Portinari. Este ano, o evento coordenado pelo professor doutor Edson Laureto*, tem como tema: “Física: perspectivas profissionais”, no qual foram debatidas as diversas possibilidades de campo de trabalho para os profissionais de Física.

A abertura do evento foi realizada no Teatro Marista com a presença do astronauta brasileiro Marcos Pontes. “O astronauta ministrou uma palestra extremamente motivadora para os que fazem Física, ou querem ingressar no ramo. Ele é um dos grandes divulgadores da ciência no nosso país atualmente”, destaca o professor doutor Edson Laureto.

Entre outras atrações, o evento contou com a presença de Edson Kuramoto, físico e presidente da Associação Brasileira de Energia Nuclear. Kuramoto fez importantes esclarecimentos sobre a tragédia ocorrida na cidade de Fukushima, no Japão, vitimada por um tsunami no início do ano, e também sobre a viabilidade do uso de energia nuclear no Brasil e no mundo.

Outra grande presença no evento foi do professor Espero Morato, do Instituto de Pesquisas Médicas de São Paulo (IPEM). O professor Morato é um físico empreendedor, pois tem uma empresa que realiza pesquisas e aplicações do raio laser em diversas áreas industriais e aplicações médicas. “O professor Morato abordou em sua palestra um trabalho muito interessante sobre a fabricação de stents, pequenas molas que são inseridas nas artérias do coração e que são produzidas com a tecnologia do laser”, explica Edson Laureto.

Tendo como foco as atividades profissionais da Física, foram realizadas mesas redondas entre alunos participantes e diversos representantes tais como Diuza de Souza Almeida, técnica pedagoga da área de Física do núcleo regional de ensino. Foram debatidas questões sobre as perspectivas profissionais para o futuro da Física.

O professor Amando Ito, da USP de Ribeirão Preto concedeu palestra na noite de sexta-feira, dia 2 de setembro. “Ito trabalhou diretamente na comissão que elaborou uma proposta para regulamentar a profissão do físico no Brasil, que atualmente está em discussão no Congresso Nacional” diz o professor doutor Edson Laureto.

Segundo Edson Laureto, a Física passa por um período de expansão no Brasil, pois na história do ensino nunca houve tantos investimentos como tem ocorrido atualmente. “Para citar um exemplo a UEL tem todos os seus pós-graduandos com bolsas do governo federal, bolsas da CNPQ e bolsas da Fundação Araucária do Paraná. Ninguém está fazendo pós-graduação na UEL sem bolsa, pois o governo está custeando as bolsas de todos os estudantes”, destaca o professor doutor.

Ele também revela que há uma perspectiva de conseguir aumentar a “fatia” de físicos nas indústrias, pois estas estão percebendo o potencial dos profissionais de física para desenvolver projetos e aplicar conhecimentos na área industrial. “Acreditamos que a Física é a mãe de todas as ciências e é um conhecimento estratégico para o país se desenvolver científica e tecnologicamente”, finaliza o professor doutor Edson Laureto.

*Edson Laureto: Graduado em Física pela UEL, mestre e doutor em Física pela Unicamp. Atualmente, é professor adjunto da UEL.

Crédito da foto: Roberto Alves

Curso de Atualização em Biotecnologia e Biossegurança é promovido na UEL

setembro 12, 2011
Departamento de Agronomia e Programa de Pós-graduação em Agronomia da UEL oferecem curso; livro “Culturas transgênicas: uma abordagem de benefícios e riscos” é lançado 

Ouvintes assistem à palestra do Dr. Marcelo Nishikawa. O potencial do mercado agrícola brasileiro e os desafios para o futuro da Biotecnologia foram os principais assuntos tratados.

Edição: Beatriz Pozzobon
Pauta: Cláudia Hirafuji
Reportagem: Ana Luisa Casaroli

Os dois primeiros dias do mês de setembro marcaram a agenda dos estudantes e profissionais da área de agronomia, em Londrina. O Departamento de Agronomia, em parceria com o Programa de Pós-graduação em Agronomia da Universidade Estadual de Londrina (UEL), promoveu um curso sobre Biotecnologia e Biossegurança. A professora doutora Valéria Carpentieri Pípolo, chefe do Departamento, também aproveitou a oportunidade para lançar seu livro “Culturas transgênicas: uma abordagem de benefícios e riscos”.

Valéria Pípolo é formada em Agronomia pela UEL, tem mestrado em Genética e Melhoramento de Plantas pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP), doutorado em Agricultura também pela UNESP, além de duas especializações e dois pós-doutorados realizados fora do país. Ela conta que a Biotecnologia, dentro das tecnologias agrícolas, tem sido a de maior adesão. “Por isso, nós, como cientistas, temos o dever de testar os benefícios que ela traz e avaliar seus ricos e sua sustentabilidade”, explica.

O curso foi dividido em dois dias. Ambas as apresentações foram realizadas no Anfiteatro Maior do Centro de Ciências Humanas (CCH), no campus da UEL. No primeiro dia do curso, os alunos tiveram uma palestra com o doutor Marcelo Nishikawa, líder de desenvolvimento da Monsanto Brasil, importante empresa agrícola.

Ele é graduado em Agronomia pela UNESP, tem mestrado em Genética e Melhoramento de Plantas também pela UNESP, doutorado no mesmo tema pela Universidade de São Paulo (USP), além de uma especialização e dois pós-doutorados. “No Brasil, precisamos de profissionais com conhecimento em Biotecnologia; temos dificuldades imensas em encontrar mão-de-obra nesse ramo”, atenta Nishikawa.

No segundo dia, os participantes assistiram à palestra de Giuliano Degrassi, pesquisador do International Centre for Genetic Engeneering and Biotechnology (ICGEB), da Itália. O professor fez uma avaliação dos impactos negativos potenciais das culturas transgênicas e de seus produtos e derivados.

Segundo a professora Valéria Pípolo, inscreveram-se para o curso cerca de 200 pessoas. “São profissionais da iniciativa privada, professores da Universidade, estudantes de graduação e estudantes de pós-graduação de diversos cursos”, afirma.

Com tema semelhante ao curso, o livro “Culturas transgênicas: uma abordagem de benefícios e riscos”, organizado pela professora doutora, reúne pesquisas e experiências de 37 autores de cinco países diferentes (Brasil, Argentina, Estados Unidos, Suíça e Itália).

De acordo com Valéria Pípolo, o livro visa fornecer aos leitores as informações necessárias para um debate a respeito dos transgênicos, com embasamento científico, sem o envolvimento emocional ou ideológico. “Foi com muita satisfação que organizei essa obra, e acredito que, nesse trabalho de parceria, cumprimos nosso papel de disponibilizar a informação científica e contribuir para o desenvolvimento de competências”, comenta.

O livro está disponível na Livraria da UEL, que funciona das 8h às 19h, de segunda a sexta-feira, em frente à Biblioteca Central. Mais informações pelo telefone (43) 3371-4691 ou pelo e-mail livraria-uel@uel.br.

Crédito da foto: Ana Luisa Casaroli